Ainda não tenho os dados à mão. Mas, pelo que sou informado, fui condenado a pagamento de 100 salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümpel, da 27ª Vara Cível, em processo movido por Mário Sabino e pela revista Veja. No primeiro processo – de Eurípedes Alcântara – fui absolvido.
Pode haver apelação nas duas sentenças.
Ao longo dessa longa noite dos celerados, a Abril lançou contra mim os ataques mais sórdidos que uma empresa de mídia organizada já endereçou contra qualquer pessoa. Escalou dois parajornalistas para ataques sistemáticos, que superaram qualquer nível de razoabilidade. Atacaram a mim, à minha família, ataques à minha vida profissional, à minha vida pessoal, em um nível só comparável ao das mais obscenas comunidades do Orkut.
Não me intimidaram.
Apelaram então para a indústria das ações judiciais – a mesma que a mídia vive criticando como ameaça à liberdade de imprensa. Cinco ações – quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril – todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia.
Não vou entrar no mérito da sentença do juiz, nem no valor estipulado.
Mas no final do ano fui procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da “liberdade de imprensa”. Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa.
Podem vencer na Justiça graças ao poder financeiro que lhes permite abrir várias ações simultaneamente. Quatro ações que percam não os afetará. Uma que eu perca me afetará financeiramente, além dos custos de defesa contra as outras quatro.
Mas no campo jornalístico, perderam para um Blog e para a extraordinária solidariedade que recebi de blogueiros que sequer conhecia, de vocês, de tantos amigos jornalistas que me procuraram pessoalmente, sabendo que qualquer demonstração pública de solidariedade colocaria em risco seus empregos. Melhor que isso, só a solidariedade que uniu minhas filhas em defesa do pai.
PS – Como o processo continua, vou bloquear comentários no post, que eventualmente poderia ser utilizados pela parte contrária.


on Oct 15th, 2009 at 1:48 pm
O mais irônico é que esses grandes meios de comunicação, quando são processados, ou condenados, vêm falar em “ameaças à liberdade de expressão”.
Como é o caso do Estadão, que não pára de berrar e espernear contra a “censura” que estaria sofrendo.
on Oct 15th, 2009 at 4:05 pm
Além de suas filhas tens toda a solidariedade dos que lutam nesse país, pela ética e liberdade de expressão e contra as injustiças.
on Oct 15th, 2009 at 5:02 pm
Nossa melhor arma é divulgarmos ao máximo o Blog do Nassif, inclusive entre amigos e conhecidos que ainda acreditam na imparcialidade e seriedade da grande imprensa. Divulguem!
on Oct 15th, 2009 at 9:27 pm
Nada ofuscará o jornalismo de qualidade do Nassif. Cada vez mais estamos com ele.
on Oct 16th, 2009 at 10:23 am
Apavorante. Principalmente a parte do “emissário” que propõe “cessar as críticas” em nome da liberdade de imprensa.
Simão busca fortaleza na última fala do Giordano Bruno no filme, antes de ter a língua dilacerada por uma mordaça papal: “Più paùra avete voi”.
Mais medo devem ter os vassalos da indústria de fabricação de subserviência, travestida de imprensa.
on Oct 20th, 2009 at 4:27 pm
Nassif ,
A origem de tudo isto é a Abril-GERDAU , que tem como meta implantar o fascismo econômico no Brasil.
É fascismo mesmo , total.
Não se intimide , continue com suas análise geniais. A GERDAU comprou 1/2 mundo em doações “benevolentes”.
on Oct 20th, 2009 at 4:36 pm
Tem + : Convido a CVM a publicar novamente que ocorreu uma INCORPORAÇÂO entre GERDAU e AÇOMINAS.
Eu ouvi da boca de uma advogada da CVM que a incorporação nunca existiu de fato.
Tudo é feito para ajudar a GERDAU cia aberta.
Antigamente eu tinha a visão errônea de que Jorge Gerdau era um empresário de ponta , etc… Que nada !
As compras da GERDAU no exterior foram feitas depois que ela deixou de pagar impostos , isto é , foram feitas com dinheiro público na forma de isenção fiscal em MG e RS e crédito tributário e a CVM do Cantidiano encobriu tudo.