O Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) reúne seu Conselho de Representantes nesta sexta-feira (16) para avaliar indicativo de greve da categoria e a realização de atos públicos na capital e no interior do Estado. Segundo o sindicato dos policiais, a governadora Yeda Crusius (PSDB) tratou de aumentar o salário da elite do serviço público, arrochando ainda mais os contracheques de quem ganha pouco. Na Polícia Civil, apenas os delegados, que possuem um bom salário, tiveram reajuste de 24%, enquanto os agentes ficaram a ver navios. “A decisão da governadora reforçou as castas na Polícia Civil e cometeu uma injustiça grosseira com os agentes”, diz Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.
“O Chefe de Polícia”, acrescenta Ortiz, “calou-se ante tudo isso”. “Até agora, não fez manifestação em defesa dos agentes que carregam a instituição policial nas costas. Entre a Polícia Civil e a sua própria classe, ficou evidente sua opção pela segunda”. O sindicato encaminhou ofício ao delegado João Paulo Martins cobrando sua manifestação em defesa de reajuste para os agentes policiais.
Já a Brigada Militar, avalia o sindicato tratou a questão salarial com algo institucional. Os oficiais tiveram proposta de aumento diferenciado, mas ao contrário do que ocorreu na Polícia Civil, as altas patentes cobraram do governo reajuste para todos – do soldado ao coronel. “Ainda que tacitamente, o comando da BM apoiou a marcha dos brigadianos por salário, enquanto nós tivemos o ponto cortado a partir de fraude na efetividade de mais de 250 colegas”, observa o presidente do sindicato.
“A governadora não nos recebe, não quer diálogo com ninguém. Juízes e promotores públicos tiveram implantado os subsídios que, segundo a Constituição Federal, também são devidos aos policiais – especialmente se estão entre os mais mal remunerados do país, como é o nosso caso. No Executivo, o reajuste contemplou altos salários da Sefaz, procuradores do Estado, delegados de Polícia, secretários de governo, assessores graduados do Palácio Piratini e o salário da própria governadora, incrementado em 143%”.
Ao final da reunião, o Conselho da Ugeirm irá ao Palácio Piratini reiterar pedido de audiência já encaminhado ao governo. “É nossa última tentativa de diálogo antes de mobilizações se efetivarem. Os agentes não aceitam e não serão excluídos”, garante Ortiz.

on Oct 15th, 2009 at 9:37 pm
Essa é a característica do gov. da louca. Só os que já tem grandes salários ganham aumento. A começar pelo dela.