Reproduzo aqui comentário do leitor Franklin Cunha a respeito do estado das coisas no Rio Grande do Sul:
“O que mais nos impressiona nessa cortina de silêncio em torno das denúncias de crimes do atual governo, é a absoluta ausência de manifestações da intelectualidade gaúcha. Descrevem o pôr-do-sol, os ipês floridos, a feira do livro,as festas gauchescas, preocupam-se com os monumentos públicos, como se todas essas “monstruosidades ” geradas no Piratini, não existissem. Não podemos acreditar que todos eles foram cooptados pelas benesses do poder”.
Após ler esse comentário, fiquei tentando me lembrar de alguma manifestação recente neste sentido vinda da intelectualidade guasca…Se alguém tiver notícia, favor avisar.
Sobre esse tema ainda, sugiro uma visita ao blog do Milton Ribeiro.

on Nov 3rd, 2009 at 5:27 am
Concordo que há essa ausência, sem dúvida.
Mas será que são apenas eles os detentores da voz/ação capaz de fazer mentes dispersas refletirem e , finalmente, moverem seus membros dependentes?
Acredito que os reponsáveis por isso somos NÓS, meros cidadãos que se procupam, de fato, com o que acontece em nossa sociedade.
O simples fato de possuirmos um discernimento daquilo que faz bem ou não, socialmente falando, já nos torna os principais AGENTES DE INFLUÊNCIA dessa sociedade acomodada e alimentada com festividades e eventos esportivos.
Sim somos poucos.
Mas me diga, há mais líderes ou liderados no mundo?
Podemos fazer a diferença se quisermos.
Mas queremos?
O atraso é feito por aqueles que sabem o que deve ser feito mas se acham incapazes de agir, tornando-se omissos.
Somos o quê, afinal?
on Nov 3rd, 2009 at 7:34 am
Raciocinemos: no limite, uma intelectualidade que não age como intelectualidade não é uma intelectualide. Ponto final.
on Nov 3rd, 2009 at 8:04 am
“Intelectualidade gaúcha”: existe isso?
Até o presente momento achei que daria para contar nos dedos da mão a quantidade de autênticos intelectuais no RS.
E sobrariam dedos…
on Nov 3rd, 2009 at 8:10 am
De fato, a taxa líderes/liderados é bem baixa, mas não pode ser nula. Talvez a conveniência do presente, ou do futuro, a torna mais próxima de nula do que de baixa. Na análise conjuntural, todos os que compreendem a diferença entre certo e errado estão apáticos, inertes….. talvez à espera de um salvador da pátria. É um momento significativamente perigoso. Pode esse salvador se apresentar como 3ª via no próximo pleito eleitoral. E daí o passado volta a ser presente, deixando um amargo futuro à espera.
A intelectualidade gaúcha já não mais é diferente da sociedade comum. Podemos esperar dela nada mais do que se espera de qualquer um. Quem sabe tenha sido afetada pelo processo degradatório capitaneado pelos autores deste espólio?
on Nov 3rd, 2009 at 8:27 am
Nem Lair Ferst se manifesta (homem com umas mente brilhante, segundo o rei do salame). Cadê a Lya Puft?
on Nov 3rd, 2009 at 8:49 am
Para o linguista estadunidense, Noam Chomsky, os intelectuais constituem o extrato mais ignorante da sociedade. Segundo Chomsky, os intelectuais sabem de tudo o que se passa, ou, pelo menos, têm condições de sabê-lo, e, ao invés de implementarem ações no sentido da mudança do status quo, preferem acoitar-se nas benesses do poder.
Estaria aí a resposta, meu caro Marco.
on Nov 3rd, 2009 at 8:50 am
Marco. Na última frase faltou a interrogação.
Então, ela deveria ter saído assim: “Estaria aí a resposta, meu caro Marco?”
on Nov 3rd, 2009 at 9:37 am
Sem duvida é da união dessa intelectualidade, creio que no RS esse blog ponteia, é o principal fórum politico e intelectual do Estado.
Esperar pelo pleito do ano que vem é ingenuidade, nada mudara pq os candidatos oferecidos na cédula possuem a mesma estrategia de governo, mais disfarçada ou menos.
Nos resta o privado, ao invés de depositar o fruto do nosso trabalho nos bancos oficiais devemos criar cooperativas de credito e gerenciar o nosso próprio dinheiro.
Jogar fora todas as cartas de credito;
Jogar fora todos os talões de cheque;
Não comprar a credito;
Ter o próprio dinheiro guardado em casa, em papel moeda;
Questionar nossas reais necessidades, não consumir mercadorias que não sejam de realmente uteis;
Retomar a educação de nossos filhos (sequestrados e instruídos pelos escravistas da televisão);
São passos iniciais que nos permitirão retomar a soberania de nossas vidas, já que de nosso Estado é propriedade de uns poucos.
on Nov 3rd, 2009 at 9:46 am
Estou esperando um artigo do Luciano Alabarse sobre o assunto.
on Nov 3rd, 2009 at 10:18 am
Mas o povo também está ausente deste processo todo, pois nas manifestações só aparecem as lideranças dos movimentos sociais, mas onde está o trabalhador/a? a dona de casa? os estudantes das escolas públicas? Inclusive na manifestação organizada domingo à tarde(04/10), a ausência desta categoria social foi visível. Realmente, o momento é muito preocupante.
on Nov 3rd, 2009 at 10:28 am
Eu colocaria o Juremir Machado, que no Correio do Povo vem ironizando e batendo no governo de Ieda.
on Nov 3rd, 2009 at 12:18 pm
Como diria Gramsci – equivocadamente, acredito – “todo homem é um intelectual, já que todos têm faculdades intelectuais e racionais, mas nem todos têm a função social de intelectuais”. Ele propôs a ideia de que os intelectuais modernos não se contentariam mais em apenas produzir discursos, mas estariam engajados na organização das práticas sociais.
Talvez ele tenha dito isso em função do entorno que fervilhava, mas não em relação à periferia de sua própria existência. Onde estão estes intelectuais dos quais Gramsci falava?
Segundo sua análise, “não há atividade humana da qual se possa excluir de toda intervenção intelectual, não se pode separar o ‘homo faber’ do ‘homo sapiens’” enquanto, independentemente de sua profissão específica, cada um é a seu modo “um filósofo, um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção do mundo, tem uma consciente linha moral”. (artefatos linguísticos que podem ser insuficientes, pois na prática nem sempre se comprovam; assim como hoje há o sapiens sapiens, há também o faber faber, o faber ludens (trabalho de segunda a sexta e “lazer” no fim de semana) e talvez também o nada sapiens…)
Para ler, de Gramsci, o livro Os Intelectuais e a Organização da Cultura, pegue o livro aqui: http://www.coolmeia.org/mais-coolmeia/tudoteca/heranca-cultural/
on Nov 3rd, 2009 at 12:49 pm
Oi Marco
Pois é, por onde andaria o Denis “Pimentinha”? Essa pergunta me “remete” a seguinte: será que a “intelecualidade guasca”, na sua grande maioria — que inclui jornalistas, jurisperitos, uns dois ou três filosofozinhos, sociólogos, os “grande nomes” (é brincadeira, viu) da literatura gaúcha, etc — estaria tão desinformada? Eu acho que não!
Duas possibilidades (entre outras): i) a “intelectualidade guasca”, na sua maioria, é “orgânica” (no sentido de Gramisc, não no sentido macrobiótico) ; ii) a “intelectualidade guasca”, na sua maioria, não tem nada interessante a dizer *também* sobre a corrupção do governo(?) Yeda.
Abração.
on Nov 3rd, 2009 at 12:58 pm
Na assembléia está rolando um projeto de acaba com a pensão vitalícia dos governadores, uma excrescência criada na época da ditadura militar. O relator Záchia é contrário à extinção dessa mamata. Os intelectuais guascas também não se manifestam a respeito dessa infâmia. Pensões milionárias, filhos e netos vagabundos…
on Nov 3rd, 2009 at 1:29 pm
A resposta à “não podemos acreditaque todos eles foram cooptados pelas benesses do poder” é bem simples: todos os que são “astros” no RGS – ou seja, tem destaque midático – foram cooptados, sim… cooptação ideológica sempre, quando não por benesses.
on Nov 3rd, 2009 at 1:54 pm
A intelectualidade guasca , assim como a Regina Duarte, tem medo, muito medo…
on Nov 3rd, 2009 at 3:02 pm
Os intelectuais do RS, o pobre estado do extremo sul, são todos de direita, morando em belas casas e circulando em Vectras e Civics. Além de seu posicionamento político que os inibe no momento, estão ainda embabascados com o sucesso do presidente-operário, com a glória, em vida, do homem simples do povo que salvou o Brasil. Prefiro que fiquem assim mesmo, quietinhos em seus cantos, deixando que o povo arrume o país.
on Nov 3rd, 2009 at 3:03 pm
De fato.
on Nov 3rd, 2009 at 3:41 pm
“imaginem o olhar do filósofo voltado para a existência; procura determinar de novo seu valor. De fato, a tarefa singular de todos os grandes pensadores sempre foi a de regular a medida, o valor de mercado e o peso das coisas. Que incômodo para ele, se a humanidade que lhe está mais próxima é justamente um produto mediocre e corrído! Como terá de aumentar o não-valor de seu tempo se quiser ser justo para com a existência em geral!!!!!! (….)
“Se gostamos de pensar que todo grande homem é verdadeiro filho de seu tempo e que sofre de qualquer maneira de todos os males desse tempo, mais violenta e dolorosamente que os homens mais medíocres, a luta do grande homem contra seu tempo se reduz aparentemente a uma luta absurda e destrutiva que move contra si mesmo.” (…)
“Finalmente, ele revela que o pretenso filho de seu tempo não passa de bastardo e sofredor.”
E esses escritos de Nietzsche sobre o “acontecimento” que foi encontrar Schopenhauer, eleito seu Educador pinço ainda: “Foi assim que Schopenhauer, desde sua juventude, se revoltou contra sua época, madastra vaidosa e indigna; e expulsando-a de si mesmo, de alguma forma, purificou e curou seu ser e se reencontrou a si mesmo, em sua saúde e em sua pureza originais. (…) Aspirar a uma natureza vigorosa, a uma humanidade simples e sadia, era para ele aspirar a si próprio.
O texto transborda ética, que da vontade de transcrevê-lo todo. Mas pra encerrar: “… E, a partir do momento em que conquistou a vitória sobre seu tempo, em seu próprio íntimo, não pode fazer de outra forma senão descobrir nele também, com olhar estupefato, o gênio.”……
É claro, que vale apena ler o livrinho inteiro!
on Nov 3rd, 2009 at 3:45 pm
Errata:
Na quarta linha, leia-se corroído!
on Nov 3rd, 2009 at 5:17 pm
A “intelectualidade gaúcha” (admitamos que ela exista), da esquerda à direita, está mais preocupada em conseguir publicar textos no “caderno de cultura” da zero hora, o que, convenhamos, não é muito compatível com uma postura crítica em relação à miséria política que caracteriza o nosso estado.
on Nov 3rd, 2009 at 5:40 pm
Leio sempre e concordo. Mas é único.
on Nov 3rd, 2009 at 5:43 pm
Sem contar que existem aqueles que defendem com unhas e dentes a versão oficial.
on Nov 3rd, 2009 at 6:05 pm
Cadê a OAB? Cade os Direitos Humanos? Porque silenciam????
on Nov 3rd, 2009 at 7:10 pm
Sabe mais do que as notícias prefiro ler os comentários, gosto de saber como as pessoas se sentem diante do mesmo fato, para mim isso é mais do que a notícia. Parabéns, hoje ao ler seu comentário me senti muito próxima de vc e de suas idéias, vc escreveu o que eu penso. Obrigada
on Nov 3rd, 2009 at 7:58 pm
Zumbis.Aliás, o gaúcho, de tanto pensar e viver do passado, não está conseguindo se achar no presente.
on Nov 3rd, 2009 at 8:18 pm
Intelectual no rgs é o santana. O resto “cata coquinho”!
Ah… e aquele fagundes que escreve sobre tradição e história das bombachas.
Ah… (segundo)…. tudo com letra minúscula, sim.
on Nov 3rd, 2009 at 8:53 pm
intelectual pra que eles nao serve para nada mesmo , na hora em que o povo mais precisa cade essa turma de covarde, com rara exeçoes , tem homens de bem que sao intelectual. mas primeiro vem o carater depois o resto.
on Nov 3rd, 2009 at 8:56 pm
DEfato, o que impressiona não é o desmando da classe politica, mas sim a desorganização, falta de vida, de ação de todos nós. Ficamos apáticos, sem ação, o que é o cenário ideal para a imoralidade (como esssa PL 154, ou algo assim, do meio ambiente) ir passando, como um barquinho que a tarde vai… Impressiona!
on Nov 3rd, 2009 at 10:31 pm
O PROBLEMA É QUE AQUELES QUE SE ENVOLVIAM COM CAMPANHAS POR EXEMPLO E NESSE CASO VIA DE REGRA FAVORÁVEL AO PT , FICARAM SEM AÇÃO QUANDO A CASA CAIU, COM ESCÂNDALOS EM BRASILIA , MENSALÃO POR EXEMPLO, A GALERA QUE USAVA ADESIVOS NO CARRO,BANDEIRAS, TBM. FAZER O QUE , SOMANDO-SE A ESTRATÉGIA DA RBS DE SEMEAR O ÓDIO AO PARTIDO , ESTES FATOS FORAM A CEREJA DO BOLO.
on Nov 3rd, 2009 at 10:39 pm
IMPEACHMENT. HERÓIS E VILÕES
Parcialidade à vista. Ao abrir os jornais do dia 11 de Setembro de 2.009 (Zero Hora), leio um editorial onde manifestam o entendimento de que o pedido de impeachmnent da governadora Yeda Crusius (PSDB), representa algo de grave para o Estado do Rio Grande do Sul e que o processo visando seu afastamento é extemporâneo e representará apenas mais uma tribuna de discussões partidárias. Que haverá um desgaste natural que tais escândalos provocam e que o Rio Grande assistirá a debates sem grandeza e a tentativas de obter ganhos eleitorais, não havendo portanto, sentido para um processo de tal natureza neste momento. Ainda falam no viés político-partidário e no interesse eleitoral por parte de quem está propondo o impeachment.
Os mesmos que assim se manifestam em relação ao governo Yeda Crusius, se esquecem que nos últimos oito anos, a qualquer boato ou ao mínimo indício da prática de ilícito por parte de um membro do governo Lula, ainda que daqueles mais obscuros e pertencente aos escalões mais inferiores da administração, já clamavam imediatamente por CPIs e processos de impeachment do atual presidente. Não o pouparam um segundo qualquer, ainda que ele estivesse no auge de sua popularidade ou que estivesse governando de acordo com os sonhos da classe média. Naqueles momentos, os debates tinham grandeza e eram importantes para moralizar o Brasil. Ontem, Roberto Jefferson era herói; hoje, Lair Ferst é um grande vilão.
Como não conseguiram seu intento, apelaram para uma outra arma muito utilizada pela imprensa: ridicularizaram-no espalhando notícias de um eventual alcoolismo e, no auge da crise, utilizando-se de algumas frases folclóricas e outras figuras de linguagem típicas do presidente como foi aquela da “marolinha”. Não o pouparam nem no momento do auge da crise econômica mundial, tendo depois, que calar a boca, eis que ele soube capitanear bem esse imenso barco que é o Brasil, evitando que ele ficasse à deriva.
Infelizmente os nossos pseudo-intelectuais da imprensa, ainda não conseguiram engolir o fato de serem presididos por um ex-metalúrgico que nem sequer curso superior possui, como se com isso, ele fosse ser erigido à condição de um deus, e passasse a ser depositário de todas as virtudes do mundo.
Como anarquista assumido, embora tenha minhas simpatias, não pertenço a nenhum partido. Acontece que não posso deixar passar em branco a hipocrisia de uma imprensa que se diz imparcial e isenta, mas que acaba sendo desmentida pela contradição de seus próprios atos e palavras.
Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS
http://jobhim.blogspot.com/
on Nov 4th, 2009 at 2:51 am
Concordo, em parte, com o Eric Rodriguez. Os intelectuais gaúchos têm vergonha de criticar Yeda, ao mesmo tempo que defendiam com unhas e dentes Lula presidente e o PT como partido da ética.
Eles estão em silêncio, como fez Marilena Chauí na época das denúncias do mensalão.
Quanto ao comentário do Remindo: inveja de classe é fogo hehehe.
Como se os intelectuais de esquerda também não vivessem em belas casas e andassem em carros luxuosos.
on Nov 4th, 2009 at 3:15 am
Meu caro,
a ideia que temos hoje de esquerda e direita já é, há tempos, ultrapassada. Isso não se aplica mais aos dias atuais. O que temos em nossa política são, apenas, idealizações partidárias contrárias em certos pontos, mas com objetivos iguais: conquistar o Poder e disseminar os feitos realizados, deixando sua “marca”.
Triste saber que hoje o que é defendido por nossos “representantes” são interesses de suas trupes e não diretamente interesses do povo, pagante de impostos, alvo de balas perdidas, massa de manobra.
Se não cutucarmos os ditos “intelectuais” apontando suas deficiências, a situação ficará na mesma. O que estamos fazendo aqui, hoje, já é uma, porém mínima, iniciativa para avaliarmos essa questão.
Volto a perguntar: Somos o quê, afinal?
on Nov 4th, 2009 at 4:42 am
Boa colocação, Jorge.
A imprensa de massa não é, nem nunca foi, imparcial.
O veículo de imprensa de massa, como toda e qualquer empresa, busca o lucro: o dinheiro vem dos patrocinadores, vem das vendas de exemplares ( que ocorrem quando o assunto em destaque é de interesse coletivo, forçadamente homogeneizado) e vem de “parceiros” stakeholders, somando de forma essencial uma fidelidade à defesa de interesses comuns da classe magnata. “Parceiros” estes que são sedentos pelo Poder – pois a informação é geradora deste, o dinheiro é consequência.
Também não pertenço a nenhum partido e avalio o Anarquismo, apesar de achá-lo inviável atualmente, uma forma ideal de vida em sociedade, na qual todos os cidadãos tem responsabilidades por tudo.
Mas podemos sair da inércia.
Talvez se nos desvinciliarmos de ideários burocráticos, partidários, utópicos e massivos, poderíamos começar a pensar em alguma atitude espontânea e verdadeiramente de interesse pátrio, não acha?
on Nov 4th, 2009 at 5:50 am
Laércio, tenho que admitir que também sofro do mesmo receio que escreveste em relação ao aproveitamento da situação por parte do dito “salvador da pátria”.
Mas analiso arduamente que se tivermos a Graça de possuirmos tal personagem entre nós, creio que as circunstâncias não deixarão que as ideologias enraizadas sejam facilmente arrancadas em lugar de outras costumeiramente usuais. Isso inclui a indignação daqueles que o acompanharam em ações e idealizações e a grande possibilidade de tirá-lo do páreo assim como ali foi colocado.
Creio que um um indivíduo dotado de toda a vontade de mudança, indignação ao sistema político vigente, imbuído de revolta ao constante desrespeito com seus conterrâneos, amor pátrio e espírito de irmandade/coletividade contraria as leis da física, devido ao fato de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo: ele é constituído por cada um de nós pertencentes a essa sociedade.
“Um homem só irá te salvar, este homem é VOCÊ”
Faço a analogia de que alguém de ideário fortemente solidificado é como um artista Underground, orgulhoso de pertencer a essa cultura. Assim como a banda autora desse trecho, Dead Fish, não se vendeu ao mundo pop, um verdadeiro “salvador da pátria” não deixaria molhar pela enxurrada de “jeitinhos” aquilo que é enraizadamente a força motriz de sua existência e atuação no meio social.
Vejo que não temos mais saída a não ser buscarmos a união em prol do desenvolvimento social.
Caso continuemos cultuando individualimos e omissões, não teremos nem o porquê de estarmos aqui neste canal de discussão.
on Nov 4th, 2009 at 8:18 am
Quem seriam esses intelectuais?
Filósofos e sociólogos da pucrs e ufrgs? Poetas, compositores? Cronistas?
Arquitetos? Políticos?
Citem alguns…
Onde escreveriam? Onde falariam? Onde cantariam?…
Com a nossa mídia tá difícil…qual é o espaço para isso no Grupo RBS, na Record, no O Sul, Correio do Povo e ZH? E nas tvs e rádios da capital??? Em quais é possível fazer esse debate?
Estou bem cético sobre isso. Talvez seria interessante buscar espaços alternativos….mas a mobilização é pífia…
Ou estou enganado??????
on Nov 4th, 2009 at 10:24 am
Interessante o debate, o problema é sempre atribuido a um 3°.
Ou é o PT nacional, ou a OAB, ou a rbs, ou a assembleia etc etc, nunca o cidadao.
Enquanto atribuirmos a terceiros a sorte do nosso destino, vamos ser trapaceados sempre.
E’ confortavel ficar sentado na poltrona, assistindo televisao…enquanto la fora o mundo desaba…todos esperando morrer antes do fim…
on Nov 4th, 2009 at 2:38 pm
Zé Laia !! Creio que há uma certa confusão na questão. Intelectual de esquerda para mim não significa que devam optar em serem pobres. O que os diferenciam da direita é optarem pelos pobres e não em serem pobres. Esquerda e Direita se diferenciam neste aspecto. Para comprovar recomendo o livro “O egoísmo racional” de Ayn Rand, onde se fundamenta a ética egoísta. É a “Biblia da Direita”.
on Nov 4th, 2009 at 5:53 pm
Concordo Edu, cadê nós que não juntamos gente num domingo à tarde prá se amnifestar contra a roubalheira, nós perdemos energia e deixamos o que de mais precioso tínhamos até então: o contato e a credibilidade do povo! Nós minguamos a olhos vistos e esperamos sempre pelos outros, os intelectuais, a OAB, a Assembléia, o MPE etc. etc.
on Nov 5th, 2009 at 3:40 am
Creio que a discussão aqui está tomando outros rumos do que deveria tomar.
A questão chave de estarmos aqui debatendo está em torno da nossa indignação e vontade de agir – e não à espera de um milagre.
Estamos abordando questões de análise da conjuntura ao invés de buscarmos soluções para o mal que nos aflige – e, se continuarmos como estamos, afetará nossos filhos, netos e bisnetos.
A hora é agora.
Amanhã poderá ser tarde, sendo nós os culpados (por exemplo) pelas futuras irregularidades das obras para 2014 e 2016 perante os olhos omissos do povo.
E aí?
Vamos agir?
on Nov 5th, 2009 at 8:28 am
[...] no dia de Finados, o RS Urgente publicou um post sobre o silêncio da intelectualidade gaúcha. O post era mais do que simples, apenas reproduzia um [...]
on Nov 5th, 2009 at 8:48 am
Uma boa idéia de como anda nossa intelectualidade deu prá sentir ontem ouvindo o rádio, o Luiz Augusto Fischer estava indicando para leitura o livro “Seleção Natural” de autoria do Otávio Frias Filho.
on Nov 5th, 2009 at 5:20 pm
Excelente lembrança eu encontrei neste artigo. Eu creio que a intelectualidade gaúcha nunca realmente se propôs mais do que aí está. Essa intelectualidade representa a esfera supostamente mais ilustrada de uma classe acomodada e, quando não, resignada.
on Nov 5th, 2009 at 6:36 pm
Caro Marco, por que não publicaste meu comentário sobre o ataque à cidade de Canoas?
on Nov 5th, 2009 at 6:42 pm
Teu comentário foi publicado, Madalena. Está lá no post sobre o deputado Coffy Rodrigues, onde vc. deixou o mesmo.
on Nov 6th, 2009 at 12:05 am
ATENÇÃO senhores e senhoras Advogadas(os): Votem na Chapa 3 para OAB/RS! Recomendo
on Nov 10th, 2009 at 2:13 am
Sempre tem um pra aproveitar a situação…..
¬¬