Importante liderança empresarial gaúcha justifica, por artigo publicado em 1° de novembro, a queda ladeira abaixo do Rio Grande como resultado de uma sindrômica postura fratricida, apego ao passado e mania de ser do contra. Ou tudo isso junto. Necessário, com todo o respeito, o contraponto. Como o jornal que publicou o texto vive a hora do zero contraditório; optamos por fazê-lo através de um canal mais democrático.
Ao contrário do que defende o referido artigo, no processo eleitoral, não há vencedores ou derrotados; tem-se é distribuição de papéis e competências. Pelo voto, a uns cabe a gestão, a outros o controle. Não se admite oposição destrutiva. Ou situação sem prestar contas. Governar sem oposição é sonho de quem não quer administrar com transparência; e pesadelo da democracia. Governo que não teme, contrapõe a oposição com resultados; sem subterfúgios ou tropas de choque.
Creditar o baixo crescimento da economia gaúcha, e a diáspora rio-grandense, ao permanente confronto situação-oposição é dizer que prosperidade não combina com democracia. Tem gente na América Latina que acha o mesmo. Péssimos exemplos.
Desempenho medíocre e evasão resultam de escolhas erradas que fizemos; década após década, eleição após eleição. Não oferecendo oportunidade a quem trabalha e produz, dá-se o recado que o Rio Grande é pequeno para seus filhos. E aí eles vão construir riqueza onde sejam aceitos.
Surpreende também a condescendência do empresário articulista com uma gestão que fracassou pela incapacidade de viabilizar projetos. Admite e justifica na administração pública o que não permitiria numa empresa. Na iniciativa privada, quem cria conflitos, descumpre promessas, maquia resultados e desrespeita investidores, é defenestrado, em respeito aos acionistas e à empresa.
Sem reclamar da concorrência.


on Nov 6th, 2009 at 8:23 pm
Dr. Adão, esse e tantos outros empresários sonham com a paz dos cemitérios, de modo possam lucrar cada vez mais…
Detestam o ruído democrático.
Uns poucos , mais matreiros, apoiam qualquer governante, em uma espécie ao contrário do nacionalista basco Pensam e fazem o seguinte – si hay gobierno, yo soy a favor….
on Nov 6th, 2009 at 11:23 pm
Na iniciativa privada, dona do estado, quem cria conflitos, descumpre promessas, maquia resultados e desrespeita investidores, fica com a herança e a presidência da empresa.
Os que vão construir riqueza onde sejam aceitos, nunca trabalharam e vivem de “incentivos” onde quer que estejam.
O autor do artigo é filiado a algum partido político?
on Nov 7th, 2009 at 11:23 am
bravo!
on Nov 7th, 2009 at 5:09 pm
Prezado Adão Paiani:
O senhor é favor da meritocracia?