Do Portal Software Livre Brasil
A Associação Software Livre (ASL), com apoio da BrOffice.org, entrou com pedido de impugnação do Edital 589/CECOM/2009 na Central de Compras do governo do Estado do Rio Grande do Sul, órgão da Secretaria de Administração e Recursos Humanos. O Edital prevê a realização de um pregão eletrônico para aquisição de notebooks dentro do Programa Professor Digital, projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação do Estado em parceria com o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e que atende professores da rede estadual.
A proposta do convênio é intermediar a aquisição dos computadores pelos professores oferecendo a compra por meio de financiamento no Banrisul. Segundo o edital, as organizações que participarem do pregão precisam oferecer máquinas com configurações específicas, como por exemplo: processador de núcleo duplo arquitetura x86, controlador de vídeo padrão XGA integrado, sistema operacional MS Windows 7 Home Basic PPP em português do Brasil pré-instalado ou superior e Office Pro Plus 2007.
O principal argumento da Associação para questionar o pregão é baseado na Lei nº 8.666 que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, e institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, em todos os níveis. De acordo com o texto da Lei, é vedada a realização de licitação que determine “marcas, características e especificações exclusivas” para os objetos que serão adquiridos. A partir disso, a ASL questiona a necessidade de aquisição de computadores com MS Windows 7 e MS Office. (Clique AQUI para ler mais)

on Nov 13th, 2009 at 9:45 am
Não vou entrar no mérito se é legal ou não licitar computadores com Windows, se a lei diz que não é legal, nem discuto. O que discuto é afinal, software livre serve ou não.
Sou formado e pós-graduado na área, e poderia estar usando tranquilamente qualquer distribuição Linux. Não uso por opção. Algumas empresas estavam vendendo computadores de preço baixo com Linux instalados, pois hoje, duvido algum desses compradores estarem usando Linux. Todos já migraram para o Windows. Computadores entregues em escolas públicas com Linux estão todos rodando hoje com cópias piratas do Windows.
Tive um professor da UFRGS que batia na mesma tecla constantemente. “O problema do software live é que a imensa maioria não quer saber dele”. Concordo em parte, ao mesmo tempo que as distribuições Linux são usadas por poucas pessoas, Firefox e BrOffice(softwares que uso) são muito populares.
Mas porque essa resistência em usar uma distribuição Linux? Primeriamente, comodidade. Das empresas minhas clientes, o que não sou poucas, apenas duas usam pequenos servidores com Linux. Isso torna impraticável eu contratar alguém especializado em Linux, por exemplo. Com a febre dos Netbooks, máquinas leves, achei que o uso do Linux iria aumentar substancialmente, ledo engano. As pessoas preferem carregar um pesado Windows Vista, ou um obsoleto Windows XP, a usar uma distribuição Linux.
Os programas da Microsoft são melhores? Discutível. Seguros? Não. Esteticamente bonitos? Beleza é subjetivo. O que faz a Microsoft vender tanto? Simples. Hábito. As pessoas se viciaram no Windows. Precisa de um driver? Basta procurar no Google. Atualizar um software? Qualquer fabricante disponibilza atualizações para Windows. Games? Todos são para Windows.
Acho que no futuro a Microsoft irá provavelmente ser obrigada a lançar versões livres dos seus softwares. A concorrência do Open Office, Google Documents e Firefox, por exemplo, pode ser decisiva. A Google com seus softwares pode ser a chave para um primeiro para quebrar a “fissura” dos usuários Windows.
E é hora de um marketing mais inteigente, mais comercial e menos político, dos distribuidores Linux.
on Nov 13th, 2009 at 12:25 pm
Procura, que acha….
Talvez, quem sabe, uma operação solidária ao Bill Gates.
on Nov 13th, 2009 at 1:02 pm
MS Word é coisa da “alta administração”, dos que se acham. A medida que os salários passam de 3 mil para cima as pessoas emburrecem e acham que só conseguem trabalhar com ms-word. “Questã” de status parece.
Já meus conhecidos da Embrapa só conhecem BR-Office, publicam seus relatórios e papers com ele, nem saberiam lidar com Ms-Office e não sentem falta, acho que decerto nem tomam conhecimento da diferen$$a.
Aqui em casa são 4 computadores, todos muito bem servidos (esposa e filhos) com editor gratuito, inclusive planilha e transparências.
Agora vai explicar para essas pessoas que mencionei, que o BR-Office funciona muito bem, e que a suite da Microsoft não é como o ar que se respira.
on Nov 13th, 2009 at 5:35 pm
O problema do software livre no Brasil é a politicagem já que conseguiram associar o NOSSO trabalho a algum partido ou filosofia. Esse constante terrorismo que muitos fazem ao contrário de lidar com o usuário de uma forma mais simples e cativante.
Eu não tenho partido ou filosofia, quero só o meu trabalho e meu salário honesto no final do mês.
E sim, eu uso SL, mas o que acontece no Brasil atualmente é um cancer, e denigre a imagem de muitos profissionais sérios. Parabéns para eles, eles conseguiram seus 5 minutos de fama, mas foram eles mesmo que associaram a politica o NOSSO trabalho sério.
E outra: Não confunda software gratuito com software livre. Software Livre vem com o código fonte junto. Software gratuito é distribuído de graça. Mesmo que a Microsoft distribua gratuitamente o word, sem o código fonte(e não força) não é software livre.
Para finalizar: as pessoas tem que aprender que não estamos num RPG ou num conto de fadas para qualificar empresas como “boas” ou “más”. São regras de mercado, umas podem usar a ética e outras não. Simples assim…
PS: Eu torço que ponham Windows7 em tudo, para aprenderem a não associar trabalho sério com política.
on Nov 13th, 2009 at 11:05 pm
Uso o openoffice a muitos anos, na Europa varias universidades usam esse editor.
Ele abre qualquer coisa, enquanto os windows somente os da “gangue”.
on Apr 17th, 2010 at 5:57 pm
Manchete da coluna do Políbio em “O Sul”, 17 de abril de 2010: “Yeda derrota maluquinhos do software livre e retoma vendas subsidiadas de notebooks para professores”.