Myspace button
Submarino.com.br
Marco Weissheimer Rotating Header Image

Tentativa de desapropriação: moradores da Vila São Judas Tadeu mobilizados contra PUC

A Associação de Moradores da Vila São Judas Tadeu (Amovita) está mobilizada contra a tentativa, por parte da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), de desapropriar uma área que abriga 80 famílias da comunidade. Segundo a Amovita, a universidade usa como desculpa a melhoria do trânsito, mesmo com acessos a três grandes avenidas (Cristiano Fischer, Bento Gonçalves e Ipiranga) da capital. Atualmente, cerca de 700 famílias residem na vila, uma área pública estadual, em processo de regularização fundiária via Ministério das Cidades. As primeiras famílias chegaram no local há mais de 50 anos. Eram funcionários do Hospital Sanatório Partenon, localizado ao lado da área. Na sexta-feira (13), a associação lançou um material com “denúncias de irregularidades e parte da história da universidade que não é divulgada”.

8 Comentários on “Tentativa de desapropriação: moradores da Vila São Judas Tadeu mobilizados contra PUC”

  1. #1 FG
    on Nov 15th, 2009 at 8:24 am

    O Hospital São Lucas, conhecido como “Hospital da PUC” não possui tratamento de efluentes na sua lavanderia. Isso faz com que TODA a água, que não é pouca, decorrente de lavagem de roupas infectadas por todo tipo de resíduo hospitalar, vá diretamente para o esgoto pluvial, ou seja, para o Guaíba.
    Acontece o mesmo, por exemplo, com o Complexo da Santa Casa.

  2. #2 Roberto Oliveira
    on Nov 15th, 2009 at 5:09 pm

    Olá Marco,

    Gostaria primeiro de te agradecer a divulgação do nosso material.

    Nossa luta contra o projeto de expansão da PUC-RS também é uma luta contra o modelo de desenvolvimento que está sendo implantada atualmente em Porto Alegre. Assim como nossa comunidade, muitas outras estão correndo um sério risco.
    Com o lema do desenvolvimento e com a desculpa da copa, os concretoscos estão a todo vapor, não importando a questão social ou ambiental. E o MP está servindo de advogado dessa gente, como é no caso da PUC!

    Roberto Oliveira

  3. #3 Marco Aurélio Weissheimer
    on Nov 15th, 2009 at 6:12 pm

    Disponha, Roberto. A causa é justa.

  4. #4 esperança para que?
    on Nov 18th, 2009 at 7:44 am

    Pois é se são Hospitais-escola o da PUC e a Santa Casa, porque nao estudam uma forma de não poluir e contaminar o Guaíba e toda nossa rede de abastecimento/

    Por que continuamos levando tantos detritos para o Guaíba?

    Por que falta a comunidade reclamar. Prefeitos e vereas só trabalham com pressao e nao estamos dando o suficiente para empurrá-los a fazer o que realmente é importante.

    Antes de investir na historia e no museu, a PUC e Santa Casa deveriam tratar dos dejetos, isso sim eh importante para a saude de todo mundo.

    A cultura, bom é importante mas bota lá a exposiçao e nao gasta tanta grana em fazer predios bonitos…

  5. #5 Marco Faccin
    on Nov 18th, 2009 at 10:03 am

    Prezado Marco:
    Sou leitor do seu blog a pouco tempo, mas sempre gostei dos teus posicionamentos; Entretanto, este post me deixou bastante decepcionado, na medida que publicas um manifesto um tanto “fantasioso”, sem ao menos verificar e dar espaço ao contraditório.
    Não tenho procuração para defender a PUCRS, nem sou funcionário ou
    aluno. Mas tenho várias pessoas de meu circulo de relacionamento que
    trabalham na PUCRS ou em obras sociais Maristas.
    Olhando no blog da amovita, ve-se que uma parte bastante significativa
    do manifesto provem de um comentário postado por um ANONIMO (post de 02/10/09), o que por si só já suscita uma certa dúvida…
    Indo por partes, dou minha opinião sobre o manifesto:
    1) pesquisando no site da Fundação Zoobotânica encontramos o Plano Diretor do Jardim Botanico. Nas folhas 28 e 29 consta o historico da área, uma chacara de 81,57ha adquirida pelo governo do estado em 1928. Em 1953 uma lei autorizou a alienação (venda) desta área, reservando 50ha para um jardim botânico. Consta que pequenas áreas foram sendo cedidas a outras entidades, como o 8º Distrito de Meteorologia, o clube Farrapos, o Circulo Militar e a Secretaria de Habitação do Estado. Nada fala da PUCRS. Talvez a área da PUCRS fizesse parte desta chácara, mas ou foi comprada ou foi doada pelo governo do estado, não pela Ditadura Militar…
    2) o “concretou o arroio moinho” possivelmente seja a canalização do mesmo, alternativa esta que é bastante recomendada, principalmente em um arroio que recebe muita contribuição clocal da área localizada acima da avenida Bento Gonçalves. Inclusive não sei se o arroio também já não
    está canalizado em parte desta área… Quanto ao Hospital da PUC, que eu saiba todo o esgoto cloacal é tratado antes de chegar ao Diluvio;
    3) É muito forte dizer “expulsou a Escola” ao comprar o terreno. A PUCRS comprou uma área que o Exercito queria se livrar, em um negócio comercial que certamente foi favorável a ambas as partes. Certamente o Estado deve ter realocado os alunos desta escolinha (era uma sala de madeira, modelo das antigas Brizoletas). Não me lembro de protestos na
    época;
    4) Aquele estacionamento não tem como sair na Ipiranga e muito menos para a Cristiano Fischer; a saida para a Bento através da rua diminui em muito o risco de acidentes de trânsito do que a saida diretamente na Bento, sendo que a saída está localizada após as casas, ou seja os veículos que vão para a bento não passam por dentro da Vila. E, se não me falha a memória, a própria PUCRS asfaltou aquela rua e outras da Vila, por exigencia da PMPA;
    5) A PUCRS não pode desapropriar ninguém, esta prerrogativa é do Poder
    Público. Não tenho conhecimento deste projeto, mas talvez seja justamente para alargar a rua, para melhorar o tráfego;
    6) Neste item não tenho como dar palpite, pois desconheço totalmente. os primeiros prédios são da década de 60, não sei se já havia esta exigencia;
    7) Os Centros Sociais não são da PUCRS, são da rede Marista, que investe mais em obras sociais do que todo o Governo do Estado. Dentro
    da Vila São Judas Tadeu mesmo há um Centro Social, com projetos para as crianças, atendimento odontológico, entre outras atividades. No próprio blog da AMOVITA, vemos agradecimentos ao Centro Social MARISTA (grifei esta palavra, pois não aparece nos posts) Irmão
    Donato (posts Festa da Primavera, Comunidade vai ao Teatro, Passeio ao
    Mundo Jurássico). Procure falar com os moradores e principalmente as crianças atendidas por centros como o do Mario Quintana, da Vila Fátima
    e da Ilha dos Marinheiros para entender como estas obras sociais são
    importantes para as comunidades.
    Bom, era isso. Desculpa eu me estender tanto, mas não posso aceitar
    alguams coisas calado.
    Um abraço,
    Marco Faccin

  6. #6 jeferson
    on Nov 24th, 2009 at 6:27 am

    O redondo ficou quadrado? Acabo de acessar o blog da Amovita e li um conjunto de observações de Marco Faccin. Bem estruturadas e de boa síntese. Peca, entretanto pela falta de propriedade; transita entre o achismo e a falta de connhecimento dos fatos; aliás, infelizmente, essa foi a tônica daqueles que advogaram em prol da PUCRS, nestes post´s. No ponto um fala em “talvez”. No ponto dois fala “possivelmente”. No ponto três “não me lembro de protestos na época”. Houveram sim. No ponto quatro: “não tem como sair na ipiranga”, a PUCRS asfaltou várias Vilas…” No ponto cinco: “não tenho conhecimento desse projeto”, No seis admite ignorância em não saber. No sete: há de fato um posto na vila; ele na medida do esforço individual daqueles que ali trabalham é a contento; afora isso não há uma estrutura capaz de resolver alguma enfermidade; se há uma boa intensão da PUCRS, que abra atendimento direto em seu hospital, reserve atendimento especializado, leitos; essa política de postinho, sem encaminhar especialidades é desculpe, uma palhaçada! Por fim, meu querido, estas convidado, podemos, com propriedade, afirmar categoricamente, que estás afirmãções da Amovita são fatos, não devaneios. Aos estudos…

    Jeferson

  7. #7 Marco Faccin
    on Dec 8th, 2009 at 3:53 pm

    Sem querer polemizar muito com o comentário anterior, novamente vou apresentar minha opinião (do Aurélio: Modo de ver, de pensar (…)).
    Realmente o que escrevi foi baseado em “achismos”, mas os pontos apresentados no manifesto também me parecem mais com opiniões do que com fatos… não sei se por coincidência ou por qual motivo, mas o referido tópico não está mais no blog da AMOVITA…
    No ponto 1, reafirmo o meu “talvez”. Entendo que para acusar a PUCRS de ter sido favorecida pelo Governo Militar o acusador deveria apresentar algum documento que comprovasse este fato. Não é porque alguém que assina como anonimo diz que algo aconteceu, que isso comprove que realmente tenha acontecido…
    No ponto 2 o “possivelmente” está lá porque a “acusação” não é clara. Se alguém me disser o que significa “concretou o arroio” posso retirar a palavra “possivelmente” e escrever algo com “certamente”.
    No ponto 3 talvez (olha eu novamente usando o “talvez”) a minha memória tenha me enganado. Mas mesmo que tenham havido protestos, certamente a solução foi encontrada…
    No ponto 4 mantenho o que escrevi antes. o estacionamento que sai na rua em questão não tem saida diretamente para a Av. ipiranga. Nesta Avenida já há entrada e saída bastante apertadas das vagas do Centro de Eventos;
    No ponto 5, o que entendo mais importante do que eu escrevi é que a PUCRS não pode desapropriar ninguém. Não é por não conhecer o projeto que eu esteja impedido de me manifestar sobre “a PUCRS tentar desapropriar as famílias”, conforme consta no manifesto…
    No ponto 6, como eu disse, não sei. inclusive escrevi que não tenho como dar palpite, pois é isso que fiz em todos os meus comentários: dei palpites… não me apresentei como “senhor da verdade” nem nada assim… Apenas escrevi o que eu penso…
    No ponto 7 o comentário do sr. jeferson deixa clara sua má vontade com a PUCRS. credita o funcionamento do posto apenas ao esforço individual de quem trabalha lá, não reconhecendo quem os colocou lá, os remunera, os dá condições de trabalho. O Hospital da PUCRS tem um grande indice de atendimento pelo SUS e estaria discriminando os demais clientes do SUS se abrisse espaço preferencial para os moradores da Vila São Judas. Repito integralmente o que eu escrevi antes: procure falar com as comunidades atendidas pelas muitas obras sociais Maristas pelo estado e verás que não são “fachada” como consta no Manifesto.
    Acho que era isso…
    Abraço,
    Marco

  8. #8 sinara vasconcelos
    on Jan 27th, 2011 at 7:45 am

    Estou em busca de informações sobre o alargamento da Cristiano fischer no trecho entre a Ipiranga e a Bento Gonçalves, pois minha familia mora ali ha mais de 50 anos e só na minha casa existem 4 arvores incluindo um Jacaranda e em prol de mais poluição, mais transito a Puc , de católicos capitalistas vem para simplesmente ampliar seus dominios e apagar mais um pedacinho verde da cidade. Alguem pode me ajudar?

    Obrigada,
    Sinara

Deixe um comentário