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A banca de frutas que incomodou

Da Agência Subverta

No centro de Porto Alegre-RS, há 35 anos uma banquinha de frutas 24 horas funcionava na praça Raul Pila, esquina entre a João Pessoa e a André da Rocha. Isso até a primeira semana de outubro. Esta é a historia de uma das várias bancas que estão sendo sistematicamente retiradas do Centro pelas autoridades municipais, numa campanha de “limpeza” e “embelezamento” do bairro, amparados pela nova lei.

A reportagem é resultante da oficina de videoativismo que o Coletivo Catarse ministrou no mês passado, como parte da mostra “Videoativismo no Cinema”, puxada pela Editora Deriva.

4 Comentários on “A banca de frutas que incomodou”

  1. #1 Rick
    on Nov 17th, 2009 at 4:01 pm

    Infelizmente, o pitoresco, o que faz uma cidade ter alma e identidade está indo pelo ralo…
    Como esta banca, que conheço, muitas outras atividades vão, possivelmente, ser defenestradas da visão cotidiana.
    Tem uma outra banca perto do Colégio Rosário, na escadaria da Igreja, que acho que vai ter esse fim. Quem sabe até o famoso cachorro-quente, dance…
    Assim como os vendedores de guarda-chuva, quando caí um dilúvio em POA. As bancas que consertam calçados na hora e todas as atividades que a SMIC não conseguir auferir algum lucro.
    Depois, vão ser os moradores de rua, já que , na visão desta gente, como diria aquele filme de Etora Scola, são feios, sujos e malvados.
    A classe mé(r)dia e seus representantes não conseguem olhar , diriamos, para a sombra no sentido jungiano do termo.

  2. #2 barcelos
    on Nov 17th, 2009 at 9:37 pm

    Bah, mas que sacanagem!!! A galera da casa do estudante sempre comprava fruta ali, principalmente em fins de semana, quando não tinha RU.

    Mas, fazer o quê!!! A classe mé(r)dia portoalegrense e as zélites errebeessianas adoram o pamonha-mor do Fogaça…

  3. #3 edu
    on Nov 18th, 2009 at 9:00 am

    Pretendem centralizar o comercio apenas nos grandes centros comerciais e “shoppings”, escravizando ainda mais a população, obrigando a pagar o preço que desejam.
    Esse senhor deixou de ser livre, de ser independente, a partir de agora devera ser um escravo/comprador dos “senhores do mundo”, devera se escravizar para obter o “esterco do diabo” e com ele COMPRAR as frutas que tempos antes VENDIA.
    Venho pregando aqui a um certo tempo, a sociedade deve se organizar, no privado, criar micro celulas estatais, no sentido de gerenciar as próprias necessidades em forma de pequenos grupos.
    Um exemplo, se existir confiança e seriedade esse senhor poderia listar os clientes e vender a domicilio, seria uma forma diferente de agir, não teria a visibilidade da praça mas nem o custo que a banca tem, claro que para isso os clientes também deveriam ter sentimento de grupo.
    Difícil? Sim muito, e é com isso que contam, é por isso que o nível de escravidão cresce a cada dia. Por isso que os “religiosos” de todos os tipos fazem a boa vida explorando o fim do mundo…porque todos veem que o caminho que se esta trilhando vai levar para o abismo, mas não conseguem se unir e organizar uma ação, nenhum sacrifício individual, mesmo que seja para o bem de todos.
    Enquanto agirmos individualmente, como gado, é o destino desse bovino que nos espera.

  4. #4 Neli
    on Nov 18th, 2009 at 9:21 pm

    Essa governança fogaça deixa a cidade cada vez mais desumana, antisocial e insegura. O sociólogo Domenico de Masi mostra em suas pesquisas que são, justamente esses pequenos comercios que mantem uma sociabilidade comunitária no meio urbano. Mais essa barbárie que aconcete em Porto Alegre, só pode ocorrer na administração de um prefeito com fortes vínculos de serviçal com supermercados e outros setores de empresas privadas.

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