Candidato a uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, o deputado Marco Peixoto (PP) foi questionado sobre quais são os cinco princípios basilares da administração pública. Note-se que a pergunta se refere aos mais elementares, fundamentais, básicos princípios que devem nortear o comportamento de qualquer gestor público. E que, por via de consequência, são os primeiros e mais importantes critérios a serem avaliados por quem pretende, como Marco Peixoto, assumir o papel de fiscalizador destes gestores. Pois não é que a questão singela criou o maior constrangimento ao candidato a conselheiro?! É que ele não soube respondê-la.
O deputado Daniel Bordignon (PT), que havia feito a pergunta, tentou de novo: - Vou responder ao senhor. Os cinco princípios basilares de administração pública são legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E agora, que eu lhe respondi, gostaria que o senhor me dissesse o entendimento que o senhor tem de cada um deles. E Peixoto… nada.
Apesar do evidenciado despreparo técnico, contudo, o deputado será, sim, o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Porque a sabatina a que foi submetido, na prática, não passa de um mero rito para que a Assembleia Legislativa finja que o candidato por ela indicado reúne as condições para o cargo já que teria passado por uma sabatina. Ao fim e ao cabo, a decisão será no voto dos deputados. E Peixoto, como Yeda, conta com a maioria no Legislativo.
No caso do deputado do PP, as respostas (quando se dignou a oferecê-las; porque em muitos momentos lembrou aquela testemunha da CPI do Detran que passou uma noite inteira repetindo “vou permanecer-me calado”) não foram só insuficientes mas, também, constrangedoras. A certa altura, quando questionado sobre conversas suas captadas pela Polícia Federal na investigação da Fraude do Detran, Peixoto irritou-se: - Não estou numa CPI. Não vou responder.
A pergunta que fez o inquirido engasgar literalmente, mencionava uma gravação onde ele é informado por Antonio Dorneu Maciel (denunciado por ser um dos mentores da fraude) que receberia algo como uma homenagem ou uma comenda por parte de empreiteiras (e que, segundo a Polícia Federal poderia ser uma referência à propina). – O senhor tem título de comendador? – perguntou Bordignon. Peixoto foi ao banheiro… (Maneco)

on Nov 26th, 2009 at 2:56 pm
pior só o comentário do nauseabundo bigodinho de cruz alta, dublê de líder do desgoverno e enrolão.
chega de botar esses fim de carreira no TCE!!!!
on Nov 26th, 2009 at 3:15 pm
Nem tudo está perdido na AL do RS, pois temos um Deputado, o Daniel Bordignom do Partido dos Trabalhadores, que pelas suas perguntas demonstra estar informado sobre os princípios norteadores de todo servidor público.
É mais uma vergonha para o Estado do RS colocar no TCE um membro do PP sem princípios. Aliás, então poderá ser eleito, também por deputados estaduais, sem principios. Que eleitorado é esse que tem tais representantes na AL do RS? Como falta homens com ética nesse estado?
on Nov 26th, 2009 at 3:24 pm
Será que não existe no Estado de Direito, um MP, algum princípio que impeça de uma pessoa sem espírito público de assumir um cargo, que será pago com o dinheiro público? Quanta irresponsabilidade social? Gostaria de conhecer o perfil dos eleitores de tais deputados, hoje aliados do Estado Sem Governo, o RS!
on Nov 26th, 2009 at 3:34 pm
pois é, pior que uns nauseabundos como esses só quem vota nessas coisas…
on Nov 26th, 2009 at 8:10 pm
ou seja, trocado por b……é caro !
on Nov 27th, 2009 at 7:42 am
Tá explicado!
Segundo a ZH de hoje, questionar o futuro conselheiro do TCE sobre os princípios da Administração Pública são “um bombardeio de perguntas no estilo “pega-ratão””…