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Caravana julga mais 150 processos de anistia política

Pelotas recebe nesta sexta-feira (4) a última edição do ano da Caravana da Anistia, promovida, desde 2008, pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Na ocasião serão julgados cerca de 150 processos de gaúchos e gaúchas de todas as partes do Estado que foram perseguidos politicamente durante a ditadura militar (1964-1985).

Segundo o presidente da Comissão, Paulo Abrão, a Caravana da Anistia pretende promover um amplo resgate da memória política do Rio Grande do Sul, através do relato de aproximadamente 150 casos de perseguição política praticados no Estado ou contra seus cidadãos. A abertura está marcada para as 9 horas, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), quando acontecerá uma sessão de memória em homenagem aos perseguidos políticos do Estado. Os julgamentos, que serão realizados simultaneamente por cinco turmas, começam às 10h30min.

Alguns dos processos que serão julgados nesta sexta-feira em Pelotas:

João Carlos Brum Torres: professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi afastado de suas atividades profissionais em 24/09/1969 em decorrência de Ato Institucional. Foi para o exílio em Paris e retornou ao país em 1974.

Wremyr Scliar: irmão do escritor Moacyr Scliar, teve sua inscrição rejeitada em um concurso para o cargo de Promotor de Justiça, em virtude de documento da Casa Militar do Palácio Piratini, que afirmava que Scliar era fichado do DOPS como comunista.

Mário José Maestri Filho: Preso em 16/06/1969. Após a prisão, buscou refúgio no Chile, México e Bélgica. Só retornou ao Brasil em 1977.

Políbio Braga: Preso em 12/03/1966 no DOPS em Porto Alegre. De lá foi transferido para Curitiba onde teria sofrido diversas ameaças de morte. Em 1969 foi condenado a cinco meses de prisão. Foi preso novamente em 1970. Hoje, curiosamente, é aliado político de adversários do trabalho de resgate da memória e de reparação às vítimas da ditadura, denominada pejorativamente por estes de “Bolsa Ditadura”.

Hélio Corbelini: Em 1963, era coordenador da Juventude Estudantil Católica no RS. Em 1964, foi expulso da PUC-RS. Militou na Ação Popular Marxista-Leninista. Em 1966, conseguiu ingressar no INPS, de onde foi demitido em 1968.

8 Comentários on “Caravana julga mais 150 processos de anistia política”

  1. #1 Jota Valente
    on Dec 3rd, 2009 at 4:32 pm

    Putisgrila

  2. #2 FÁBIO GÖEBEL
    on Dec 3rd, 2009 at 4:58 pm

    Muito bom retornar à Casa de Bruno – Faculdade de Direito da UFPEL- em um momento simbólico de reparação histórica de injustiças e atrocidades cometidas pela Dura. Estaremos lá.
    Mesmo que seja doloroso é preciso que se ouça.
    Políbio Braga rompe a lógica do ditado popular que diz que: “quem apanha não esquece”.

  3. #3 Cristiano
    on Dec 3rd, 2009 at 5:49 pm

    Políbio foi perseguido pela ditadura!?
    Mas nada no Brasil funciona? Nem a lógica?
    Alguém feche esse país, por favor….

  4. #4
    on Dec 3rd, 2009 at 7:27 pm

    Até o Polibio?!?!?!?! Quem diria???? Sempre ouvi falar que “comunista” arrependido é pior que toda a direita junta … Dizem que o Busato, por exemplo, foi do MR-8 .. e por aí a fora, a lista é longa. Um abraço, Lú.

  5. #5 Fernando
    on Dec 3rd, 2009 at 7:37 pm

    Políbio foi perseguido e preso. João Carlos Bona Garcia, ex-chefe da casa civil do governo Britto e presidnete do TJM-RS, foi “cliente” do Del. Pedro Seelig no DOPS, o filho de Hélio Corbellini(Um dos fundadores do PT no RS), Juliano Corbellini, é o marqueteiro de Fogaça. Brum Torres é do PMDB, foi inclusive secretário de estado.

    Lula já se disse de centro, já chamou usineiros de cana de açucar de heróis e deu um ministério a Reinhold Stephanes.

    Bem vido a realidade!

  6. #6 barcelos
    on Dec 3rd, 2009 at 11:29 pm

    Políbio junto nessa???!!!

    O que é isso???

    De fato, o Brasil não é para principiantes…

  7. #7 Orson
    on Dec 4th, 2009 at 8:48 am

    Políbio sempre me supreendendo. Nesta solenidade, gostaria muito que o ex-governador Alceu de Deus Collares tecesse algumas considerações acerca da conduta do PB na Casa Civil do RS, quando ele, Collares, foi governador.

  8. #8 Marilda
    on Dec 4th, 2009 at 2:56 pm

    E o Wremyr Scliar é marajá do TCE-RS.

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