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Bazar e Brechó Animal neste sábado, no Gibi

Todos os dias, na Grande Porto Alegre, algumas dezenas de cidadãos e cidadãs travam uma árdua batalha para cuidar, salvar, encaminhar adoções de animais e continuar a viverem suas vidas.

Essas pessoas acolhem animais de rua, abandonados, mal tratados, famintos, doentes, recém-nascidos…Animais, sobretudo cachorros e gatos, que, às centenas, são confundidos com os dejetos de um padrão de vida e consumo calamitosos e anestesiados frente a toda sorte de violência que não seja contra a sua – cada vez menor e pior – propriedade. No rastro e nos restos estão mais do que detalhes; estão vidas e uma disposição ao amor e ao carinho com e para os humanos. E majoritariamente afastados das políticas públicas, visto que não votam, não consomem, não violentam, não maltratam, não abandonam.

Neste sábado (12), ocorre o Bazar e Brechó Animal em benefício de alguns destes protetores, cada um deles morando numa cidade da região metropolitana da capital e que, com pouquíssimos recursos, seguem de olhos, corações, peito e ouvidos abertos, aos milhares de animais desassistidos que nos cercam, por mais invisíveis que tantas vezes pareçam.

Fato é que para o Júnior, a dona Eva (ambos diretamente beneficiados pelas ações e pela arte e pela generosidade de Thiane Nunes (Reino Gato)), para Sara (Anjos de Patas) e para a Liliana, animais não são invisíveis, nem restos, nem detalhes. Atualmente, eles cuidam juntos de aproximadamente 500 animais. E é por eles que será feito este bazar brechó animal para o qual todos estão convidados.

Será no Gibi Bar e Bruscheteria (rua Bento Figueiredo, 72, Bom Fim), a partir das 18 horas.

Presenças já confirmadas no Bazar Animal:
- Reino Gato
- Criaturas de Maryoo
- Dekalquewalltattoo
- Ruminante

1 Comentário on “Bazar e Brechó Animal neste sábado, no Gibi”

  1. #1 Rick
    on Dec 10th, 2009 at 8:20 am

    Marco:

    Esta é uma causa que me convoca já há vários anos, para não dizer desde a infância.
    Sempre, dentro das possibilidades, acolhi animais de rua e quando não pude os alimentei em terrenos baldios ou no portão de casa.
    Essa sensibilidade foi uma bela herança deixada pela minha mãe, da qual muito me orgulho.
    O dito ente superior, racional, denominado ser humano, tem de ter carinho e piedade para com seus companheiros irracionais. Isto é um sinal de transcendência, de amor incondicional.
    Além de ajudar entidades como o Duas Mãos Quatro Patas, participei, recentemente, de uma coletânea editada pelo Ulisses Tavares e Luiza Mell chamada de “Poemas que latem ao coração”, exclusivamente constituída de poemas “caninos”
    Os autores doaram seus direitos autorais, cerca de R$ 150,00, em ração para alimentar animais de rua.
    Iniciativas como este brechó e este livro são belas campanhas neste mundo (des)humano. Pelo menos o cão não participa de (cão)rrupção…

    Rick

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