A Sea Shepherd entrou na briga contra a instalação de um complexo de fabricação de superfosfato em Anitápolis (SC), projeto da mineradora norueguesa Yara, em joint-venture com a Bunge, outra multinacional do mesmo ramo. O empreendimento tem como objetivo a exploração de jazidas de fosfato e a produção de ácido sulfúrico em Anitápolis, envolvendo um pesado impacto ambiental em uma das áreas mais belas de Santa Catarina, berço e nascente de importantes rios. O complexo industrial, adverte a organização, atingirá áreas de preservação permanente, unidades de conservação, lagunas e áreas costeiras, impactando de forma significativa mais de vinte e um municípios catarinenses. A possível contaminação de rios ameaça também as baleias francas que visitam o litoral catarinense todos os anos.
Toda a água e resíduos industriais acabarão sendo lançados ao mar onde as baleias francas se encontram anualmente para procriar em uma região transformada em Área de Preservação Ambiental pelo governo federal. No dia 1° de outubro deste ano, a Associação Montanha Viva conseguiu, na Vara Federal Ambiental de Florianópolis, uma liminar suspendendo a licença ambiental prévia da empresa norueguesa para iniciar a construção da indústria. A Associação questiona, entre outras coisas, o fato de o projeto estar sendo licenciado pelo órgão ambiental estadual, a FATMA, e não pelo federal, o IBAMA, que tem mais condições técnicas para licenciar um empreendimento que envolve bens e interesses da União, explorando jazidas de fosfato que podem resultar em contaminação por radioatividade e metais pesados.

on Dec 10th, 2009 at 8:17 pm
E o RS está indo para o mesmo caminho: todo o lixo que os outros países estão se livrando, vem se instalar aqui! É o caso das fábricas de papel, embalagens tetrapac, montadoras de automóveis, peças, fábrica de cerveja (temos ainda, boas fontes de águas !), plantação de eucaliptos e muito mais!
on Dec 11th, 2009 at 11:47 pm
segue o crime ambiental!
aldanei
on Dec 14th, 2009 at 2:42 pm
Parece piada, a cidade de Anitápolis encontra-se a mais de 120 km de Laguna (foz do rio Tubarão). A Bacia do Rio Tubarão tem mais de 5.000 km², enquanto que a área onde será esse tal projeto não deve ter mais do que 50 km². Além disso a APA da Baleia Franca tem mais de 156.000 hectares, o que equivale a 1.560 km².
Estão dizendo que essa mineração ameaça as BALEIAS, então o que dizer dos 21 municípios que não tem esgoto tratado, ou o município de Braço do Norte que tem uma das maiores populações de suinos per capita de Santa Catarina.
Realmente quem escreve isso não tem a mínima ideia do que está falando.