No relatório que apresentou hoje sobre o resultado da CPI da Corrupção, a oposição destacou também a existência de fraude em licitações de obras de saneamento sob a responsabilidade da Secretaria da Habitação e da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Além do favorecimento a empresas que integram o grupo acusado de formar uma quadrilha montada para fraudar licitações públicas, os deputados da oposição detectaram, por meio da análise do material sigiloso disponibilizado pela Justiça Federal, o pagamento de propina a agentes políticos. Foram indiciados o secretário Marco Alba; o presidente da Corsan, Luiz Zaffalon; o diretor da Corsan, Carlos Júlio Martinez; Juvir Costella, chefe de gabinete do secretário de Habitação, além de empreiteiros.
A oposição detectou, ainda, irregularidades em licitações de obras em estradas estaduais: direcionamento dos certames e pagamento de propina a parlamentares. Conforme o relatório, os deputados Eliseu Padilha e Alceu Moreira, ambos do PMDB, usaram a influência política para interferir nos processos licitatórios. A oposição indiciou os dois parlamentares; o diretor do DAER, José Rocha Paiva; o ex-diretor do departamento, Ricardo Guimarães Moura; e o empresário Marco Antônio Camino.
Ainda de acordo com o relatório paralelo, há fortes indícios de que o proprietário da MAC Engenharia e o empreiteiro Odilon Alberto Menezes, dono da Construtora Sacchi, sejam os responsáveis pela montagem e distribuição das licitações das obras do projeto Socioambiental, da prefeitura de Porto Alegre. Além disso, aponta a prática de improbidade administrativa pelo secretário da Fazenda da Capital, Cristiano Tasch. Tasch teria viabilizado a constituição de uma comissão integrada por representantes do Poder Público e de empresas interessadas nos certames com a finalidade de determinar os valores pelos quais as obras seriam ofertadas aos próprios participantes da comissão.

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