A presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), apresentou, na manhã desta segunda-feira (21), a síntese do relatório paralelo elaborado pela oposição. O documento propõe o indiciamento de 33 pessoas por improbidade administrativa e fraude. Entre os indiciados estão a governadora Yeda Crusius (PSDB), o deputado federal Eliseu Padilha (PMDB), o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB), o deputado estadual, ex-secretário de Obras e relator da CPI, Coffy Rodrigues (PSDB), o secretário de Habitação, Marco Alba, o secretário de Irrigação, Rogério Porto, além de empreiteiros e servidores públicos. Para a oposição, as fraudes constatadas pela CPI só foram possíveis porque tiveram a cobertura de agentes políticos. “O funcionamento de esquemas de corrupção organizados a partir de chefes políticos vem drenando recursos públicos e envolve a estrutura suprapartidária que garante o apoio político institucional ao governo Yeda”, disse Stela Farias.
O primeiro ponto do relatório diz respeito à dívida de R$ 16 milhões cobrada do Estado pela empresa Atento Service. A oposição concluiu, a partir dos depoimentos dos ex-presidentes do Detran, Estella Máris Simon e Sérgio Buchmann, que houve prática de ingerência política na autarquia para favorecer interesses privados. Os parlamentares propõem o indiciamento da própria governadora por improbidade administrativa e do ex-secretário da Transparência Carlos Otaviano Brenner de Moraes por advocacia administrativa e ato contra a probidade administrativa.
Em relação às licitações das barragens Jaguari e Taquarembó, a oposição concluiu que houve direcionamento dos certames e conhecimento prévio dos editais e projetos por empreiteiras. Segundo Stela Farias, ficou evidente que os empresários Marco Antônio Camino, sócio da MAC Engenharia, e Edgar Cândia, dono da Magna Engenharia, albergados pela influência política do deputado Eliseu Padilha, interferiram no resultado do certame. “Vários meses antes do lançamento da licitação, os projetos básicos foram fornecidos aos empresários, que sugeriram alterações com o objetivo de restringir, artificialmente, os interessados nas concorrências”.
Em função da fraude nas licitações das barragens, a oposição propôs o indiciamento da governadora; do deputado Eliseu Padilha; do secretário Rogério Porto; da assessora especial Walna Vilarins Menezes; do ex-secretário de Obras Coffy Rodrigues; da ex-presidente da Fepam, Ana Pellini; dos empreiteiros Marco Antônio Camino e Edgar Cândia; da lobista Neide Bernardes e do funcionário da MAC Engenharia João Carlos Timm. As informações são do site PTSul.
Foto: Marco Couto/Agência Assembléia

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