A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as licitações do Programa Integrado Sócio-Ambiental da Prefeitura de Porto Alegre. O superintendente da PF no Rio Grande do Sul, delegado Ildo Gasparetto, confirmou hoje, em entrevista à rádio CBN, que o inquérito foi aberto dia 24 de dezembro. A CPI da Corrupção revelou indícios de irregularidades em licitações de obras do programa que envolve recursos da ordem de R$ 586 milhões.
Segundo apontou a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), licitações teriam sido direcionadas e obras divididas para beneficiar integrantes do esquema. Investigações preliminares teriam descoberto indícios de combinação prévia de valores e empresas vencedoras das licitações. Um grupo de empresários teria tido acesso aos projetos meses antes do lançamento das respectivas licitações. O superfaturamento envolvendo apenas um lote do projeto já seria maior do que a fraude no Detran, chegando a cerca de R$ 61 milhões. Uma conversa gravada revelaria que a pauta de uma reunião entre um secretário do município e empreiteiras seria o “combinado com o lado de lá” e que 1,25% iria para o “PM”.
Outras gravações mostraram articulações entre empresários e o secretário municipal da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Tatsch. Desde janeiro de 2008, um mês antes do primeiro lançamento do edital do Socioambiental, Cristiano Tatsch conversava sobre detalhes do processo licitatório com Marco Antônio Camino, da MAC Engenharia.

on Dec 29th, 2009 at 2:27 pm
O Srs. Presser, Tatsch, Fogaça e os impolutos empreiteiros pensavam que teriam um novo ano pleno de amanésia e continuidade de seus projetos.
Parece que a PF não pensa assim…
Embora, a base ali(nh)ada de Fogaça tenha abortado a CPI e blindado os depoimentos dos envolvidos, parece que outros segmentos divergem disto.
Por que será que, exclusivamente para esta obra do PISA, o BDI(bonificação de despesas indiretas) teve decreto municipal, tornando-o flutuante, ao invés dos 20% usuais.
Este índice é um tipo de seguro pago ao empreiteiro para eventuais custos indiretos que ocorrem na realização da obra.
O usual é 20%. Nesta obra o DMAE propôs 32%, o que os técnicos da casa rejeitaram.
Acabou-se conseguindo algum plus para estes vorazes senhores com a pulverização de bonificações menores em outras fases do projeto…
Vai firme, sr. Gasparetto, que a coisa promete ser meia insalubre…
Rick
on Dec 30th, 2009 at 7:10 am
Parece que na Prefeitura de Porto Alegre licitações de grande valor sempre tem um ponto obscuro. Foi assim com a licitação do lixo que culminou com a demissão do Diretor do DMLU, da Iluminação Pública que foi seguida de perto pelo Tribunal Especial de Contas e , agora, esta do DMAE.
Este pessoal neoliberal gosta de denegrir o Serviço Público para, depois, vendê-lo a baixo preço para tubarões nacionais ou externos.
Li, neste blog, que na CORSAN, também, irregularidades estão acontecendo.
Seria alguma coisa no sentido de entrega da gestão de água e esgoto à iniciativa privada, num breve horizonte?