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Doutrina Hillary, a gestação do argumento golpista

Os (outrora) apologistas do processo eleitoral na América Latina passaram a questioná-lo. Os argumentos que tiram da manga são de uma imoralidade que beira o ridículo. Dizem, por exemplo, que o que conta não são as eleições, mas sim a ação de governo (argumento que vem sendo utilizado abertamente no Paraguai contra o presidente Fernando Lugo); ou que o sufrágio contaminado de populismo é um engano (quando ganha a esquerda, é claro) e outras afirmações no mesmo estilo. A “doutrina desqualificadora da eleição” vem ganhando terreno em diversos setores políticos e sociais e já foi expressa, em reiteradas declarações, pela atual secretária de Estado dos EUA. O artigo é de José Vicente Rangel, ex-vice-presidente da Venezuela e ex-chanceler do governo Hugo Chávez.

6 Comentários on “Doutrina Hillary, a gestação do argumento golpista”

  1. #1 julia
    on Jan 8th, 2010 at 12:10 am

    Ainda bem que eles estão falindo,mais tempo,menos tempo eles não terão mais importância a não ser pra eles mesmos. Parece um sonho que isso possa acontecer de fato,mas,agora acredito,é só entrarem em mais uma guerra a quebram da vez.

  2. #2 Luís
    on Jan 8th, 2010 at 7:35 am

    Mas esta é a história política das democracias liberais: o processo é legítimo quando a direita ganha, for sure. Quando o jogo não está do seu agrado, a direita avalia se não está na hora de acabar com o jogo-de-cena e chamar as baionetas de volta.
    Se não tiveram condições de fazer isto recentemente, ou concretizar, na Venezuela e em outros países, ponto para o povo.
    Detalhe para ser sempre lembrado: sem a grande imprensa como O grande cabo-eleitoral, a direita não ganha nem eleição para síndico…

  3. #3 Jorge Nogueira
    on Jan 8th, 2010 at 10:54 am

    A História da democracia moderna tem basicamente dois momentos: o primeiro em que as classes dominantes excluem as classes subalternas do direito de voto (inclusive nas propaldas “terras das liberdades” como a Inglaterra e os EUA); e o segundo é quando eles não conseguem mais barrar o voto das classes subalternas pensam em formas de minimizar o efeito do voto dos mesmos (como o voto plural e o voto uninominal).

    Como consequência desse segundo momento temos o bipartidarismo do seis e o meia dúzia nos EUA e os três partidos que representam a mesma coisa na Inglaterra.

    Deixo como sugestão de leitura aos que quiserem aprofundar um pouquinho o que expus aqui, o livro “Democracia ou Bonapartismo” do filósofo italiano Domenico Losurdo.

    Outro livro interessante desse autor é “Contra-História do Liberalismo” que mostra as contradições do movimento liberal e o caráter elitista de seu pensamento político e social. Sobre esta obra fiz a seguinte resenha:
    http://blogdomonjn.blogspot.com/2009/09/contra-historia-do-liberalismo.html

  4. #4 Fernando
    on Jan 8th, 2010 at 11:56 am

    Não misture pais com governo. A pior coisa que Bill fez foi ter pedido perdão a Hillary, devia era ter pedido os papéis do divórcio. Certamente se tornaria um homem melhor e mais feliz.

    Precisamos deles, comercialmente, politicamente e até éticamente. Todos lemos Marx, mas alguém aqui já se deu o trabalho de ler a Constituição dos Estados Unidos? Eu já, e acho que todos deveriam. Verá que não é a toa que Simon Bolivar queria a usar como modelo para uma constituição sul-americana, e José Artigas mandou traduzir uma versão para espanhol e a carregava junto onde ía.

  5. #5 julia
    on Jan 8th, 2010 at 11:51 pm

    A gente pode ler a constituição deles depois deles falirem também rsrsrs… Daí se aproveita o que presta,já livre do que não presta,o que presta eles se inspiraram em povos antigos,gregos e romanos. O que não presta saiu da cabeça deles mesmos…

  6. #6 Fernando
    on Jan 9th, 2010 at 10:08 am

    Então leia “O Federalista”, escrito pelos fundadores dos Estados Unidos. Leia sobre Martin Luther King, sobre Franklin Delano Rossevelt, sobre John Adams, sobre seu filho, John Quincy Adams. Sobre Thomas Jefferson que mostrou que ser um patriota é ser um anti-nacionalista. Sobre Lincoln, que começou lenhador e terminou unindo um país arrasado.

    Toda forma de preconceito é péssima, racial, religosa, sexual e intelectual. Morei quatro anos nos Estados Unidos, conheci gente maravilhosa(e estúpida também) vi um país fantástico, vi seus defeitos e suas virtudes. E nada mais injusto que as virtudes de um povo serem atacadas pelas cretinices dos seus governos. Senão vou achar que o certo não era o Plano Marshall para a Alemanha, era o plano de Harry Morgenthau, o secretário do tesouro de Franklin D. Rossevelt, propondo em 1944 que após a guerra a Alemanha fosse literalmetne desomontada, transforrmado em um país agropastoril e seu território dividido entre seus vizinhos, ou seja, o fim da Alemanha como nação.

    Volto a pergunta, o que é maior, o pais ou o governo?

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