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Morre Daniel Bensaïd

Gravemente enfermo há vários meses, morreu nesta terça-feira (12), em Paris, Daniel Bensaïd. Militante de esquerda desde a adolescência, Bensaïd foi um dos fundadores da Jeunesse Communiste Révolutionnaire (JCR), em 1966, e participou ativamente do movimento de Maio de 68, antes de participar da criação da Ligue Communiste (LCR), em 1969. Durante muitos anos, foi dirigente da LCR e da Quarta Internacional. Em 2009, engajou-se na criação de um novo partido de esquerda na França, o NPA (Novo Partido Anti-Capitalista).

Professor de Filosofia na Universidade de Paris VIII, Bensaid publicou diversos livros de filosofia e debate político, ajudou a construir as revistas Critique Communiste e ContreTemps e participou ativamente da criação da Fundação Louise Michel, defendendo nestes espaços um marxismo aberto e não dogmático. Daniel Bensaïd esteve diversas vezes em Porto Alegre e foi um participante ativo das edições do Fórum Social Mundial na capital gaúcha. Vai fazer falta.

5 Comentários on “Morre Daniel Bensaïd”

  1. #1 Omar
    on Jan 12th, 2010 at 2:37 pm

    Grande perda.
    Deixou legado fundamental.

  2. #2 liborio kummer mano junior
    on Jan 12th, 2010 at 3:10 pm

    grande, irreparável perda!

  3. #3 Teresinha Carpes
    on Jan 12th, 2010 at 3:26 pm

    A Esquerda tem perdido figuras importantes,geralmente etas pessoas que partem para o outro lado da vida,são pessôas preocupadas com o destino da humanidade!Em contrapartida os fascistas,nazistas,e os que conforme o Ex-presidente Jango,estão sempre causando pruidos(da esquerda)para derrubarem os governos populares,tais como o pr´prio Jango e o nosso querido Presidente Lula!Avante Lula,Avante Dilma em 2010

  4. #4 Teresinha Carpes
    on Jan 12th, 2010 at 3:28 pm

    próprio e não pr´oprio(me desculpem os erros)

  5. #5 Deni Ireneu Alfaro Rubbo
    on Jan 13th, 2010 at 6:14 pm

    Sem dúvida é uma perda irreparável. Bensaïd parecia juntar os mais precisosos componentes para uma crítica permanente ao capital e suas metamorfoses. Suas mais diversas influências – de Trotsky a Walter Benjamin, Lefebvre à Gramsci – permitiram travar uma luta contra os dogmatismos que frequentaram assiduamente a cultura marxista. O que marca sua obra é a necessidade, mais do que nunca, de uma aposta histórica – a de trasnformar o mundo – em um contexto de intensas metamorfoses na restruturação produtiva contemporânea e mais, das (in)consequentes caminhos de resignação da cultura pós-moderna.

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