
O Projeto Direito à Memória e à Verdade organizou, em Porto Alegre, o Seminário “Sobreviventes: Marcas das Ditaduras nos Direitos Humanos”, como atividade paralela ao FSM. Os sobreviventes convidados foram o jornalista Bernardo Kucinski e a atual secretária de Direitos Humanos da cidade do Recife e fundadora do Movimento Tortura Nunca Mais, Amparo Araújo. Katarina Peixoto acompanhou o encontro e relata:
Não se trata propriamente de saber quem são os torturadores; o sobrevivente e os sobreviventes o sabem. Trata-se de responsabilizar, apoderar-se do sentido, desvelar o que está, ainda, nas trevas. Para que a tortura e a corrupção deixem de ser condição ordinária nos procedimentos investigatórios e no interior das penitenciárias. Para que a vida em sociedade faça sentido. Não é, como disse Lílian (Celiberti), para que nunca mais aconteça, exatamente; mas porque as repetições de tragédias e da barbárie nunca careceram de fiadores entusiasmados e eles seguem insistindo na transmissão e perpetuação do sofrimento.
É para que aquilo que aconteceu faça sentido hoje, na nossa democracia, na nossa memória no nosso cotidiano irrefletido. O paradoxo de dissolver a culpa e a responsabilidade no pântano das defesas delirantes “anti-revanchistas” se torna: ninguém tem culpa, porque todos são culpados, como lembrou Bernardo, no fim de seu depoimento. Os que tombaram na luta pela democracia só estarão seguros, enquanto mortos, se a democracia for uma experiência permitida. (Clique aqui para ler mais)
Foto: Eduardo Seidl

on Feb 3rd, 2010 at 4:05 pm
falou e disse , tem que apurar sim e botar tudo em pratos limpos mesmos e desmacarar esses criminosos , que esta passando por herois. nisso o governo deixou a desejar , primeiro tem que acabar com min. facista que esta protegendo os criminosos .