O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, falou ontem, em Porto Alegre, sobre a retirada da expressão “analisar os delitos da repressão política” do artigo sobre a Comissão da Verdade. Durante coletiva à imprensa ele falou:
”Isso foi um recuo. E o recuo acontece diariamente na política, nas relações pessoais. Sempre se recua para se chegar a pontos de vista eqüidistantes de composição, procurando o consenso. Então, se naquele momento havia uma diferença e o presidente Lula tinha se comprometido com uma demanda do Ministro Jobim e não me comunicou – e ao não me comunicar perdeu o prazo da revisão – era preciso corrigir no momento da redação do decreto. E isso foi feito. Agora o importante é o debate no grupo de trabalho, finalmente constituído nesta terça (26)”
E acrescentou:
Não me sinto derrotado pelo Ministro Jobim. Nessas discussões não se coloca quem ganhou ou quem perdeu. O importante é o que o Brasil ganhou. A composição do grupo de trabalho é muito boa, é de acordo entre as diferentes áreas, não havia divergências em relação a isso, construímos isso os dois ministros com outras pessoas. E é a composição das pessoas que foram envolvidas. A indicação do Paulo Sergio Pinheiro, meu antecessor no cargo do governo Fernando Henrique, reafirma a pauta dos direitos humanos como pauta do Estado. Não é uma discussão de governos e tem que ser suprapartidária. (Leia mais)
Foto: Eduardo Seidl


on Jan 28th, 2010 at 4:44 pm
O que é lamentável na política, e principalmente no área dos direitos humanos, não é o fato de alguém “ganhar ou perder”, mas justamente o consenso que não significa absolutamente nada.