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Um ano depois, governo Yeda segue escondendo sindicância sobre uso ilegal do Guardião

No próximo dia 12 de março deverá ser julgado finalmente o Habeas Data que o ex-ouvidor da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Adão Paiani, impetrou para ter acesso às informações da sindicância sobre as denúncias feitas por ele acerca do uso ilegal do aparato
de segurança do Estado para espionar e chantagear adversários políticos do governo Yeda. Como se sabe, o governo instaurou uma sindicância que deveria apurar, entre outras, o envolvimento do chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied (foto), no caso, mas que acabou investigando o autor das denúncias. Desde aquela época, Paiani vem tentando, sem sucesso, ter acesso a uma cópia da sindicância.

“No dia 13 de março”, diz o advogado, “completa um ano da entrega do material à OAB, e o saldo é impunidade e esquecimento; em parte pela postura covarde da entidade, sob o comando de Cláudio Lamachia. Como não conseguiram apurar nada contra mim, resolveram deixar tudo por isso mesmo”.

Paiani lembra que, na tradição judaica, existe a chamada “Descoberta de Matzeiva”, que é a inauguração do túmulo, que ocorre um ano após a morte, para que o falecido não caia no esquecimento. “Volto rapidamente ao Estado antes do fim de semana, dentre outras coisas, para inaugurar o túmulo da impunidade que abriga esse caso. Não vou deixar que esqueçam”.

2 Comentários on “Um ano depois, governo Yeda segue escondendo sindicância sobre uso ilegal do Guardião”

  1. #1 Suzie
    on Mar 8th, 2010 at 4:37 pm

    Eu também não deixaria cair no esquecimento.
    Quanto ao Lamachia… sei não…
    O seu avô teve muito poder no comando do jurídico do Banco do Brasil(AJURE/RS), durante TODA a ditadura militar.
    Vai lá um achado…
    “As acusações de assédio moral feitas contra o departamento jurídico do Banco do Brasil em Ação Civil Pública ajuizada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília têm mais a ver com a defesa de interesses corporativos do que com a proteção de direitos trabalhistas. É o que sustenta o Banco do Brasil em sua defesa. Um exemplo de funcionário assediado, diz o banco, é o atual presidente da OAB gaúcha, Cláudio Lamachia, que segundo teria apurado auditoria interna, recebia sem trabalhar há oito anos. O assédio teria consistido na convocação do advogado para voltar ao trabalho. Lamachia é presidente da Associação Nacional dos Advogados do banco e vice-presidente da Federação Nacional dos Advogados e concorre à reeleição na OAB-RS.”
    http://www.conjur.com.br/2009-out-23/diretor-juridico-bb-defende-acusacoes-assedio-moral

  2. #2 Sílvio Alexandre
    on Mar 9th, 2010 at 9:08 am

    Marco: E o Paiani vai concorrer a deputado pelo DEM???

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