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	<title>Comments on: Liberdade de Impressão!</title>
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	<description>Política, Economia, Cultura &#38; Outras Amenidades</description>
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		<title>By: Mirabeau bainy Leal</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20294</link>
		<dc:creator>Mirabeau bainy Leal</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 19:31:26 +0000</pubDate>
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		<description>Aos meus amigos e amantes literários aqui vai o meu pedido de perdão pelo lapsus memoriae, com os devidos esclarecimentos.
 
O aforismo &quot;o coração tem razões que a própria razão desconhece&quot; é de autoria do filósofo e cientista francês Blaise Pascal (19/06/1623-19/08/1662). No original, em francês: &quot;Le cœur a ses raisons que la raison ne connaît point&quot; .
É de Pascal, também, o aforismo: &quot;Quanto mais conheço os homens, mais amo o meu cão&quot; (&quot;Plus je connais les hommes, plus j&#039;aime mon chien&quot;).
 
O teatrólogo-filósofo e poeta inglês William Shakespeare (26/04/1564 -23/04/1616) em um dos diálogos da cena IV do ato terceiro da peça Hamlet, disse, na verdade, o seguinte:
 
&quot;HAMLET: ... Não me digais que isso se chama amor, porque em vossa idade o sangue aplaca seus ardores, tornando-se a prudência submissa e obediente. E que prudência desceria desse para esse outro. Tendes sem dúvida algum sentimento, pois, se não fosse assim, a afeição vos faltaria; mas, decerto, este sentido está em vós paralisado, pois nem a loucura padeceria de tal erro, nunca o bom senso se escravizou ao delírio até um extremo que não conservasse suficiente discernimento para apreciar semelhante distinção&quot;.
 
Aliás, Shakespeare, na sua obra teatral, faz, de forma poética, através da voz de seus personagens, especialmente em Hamlet, uma das mais profundas análises da alma e do espírito humanos, como raramente visto na literatura universal.
 
O monólogo de Hamlet, que por sinal imortalizou a frase &quot;Ser ou não ser, eis a questão&quot;, dá uma mostra:
 
&quot;Ser ou não ser, eis a questão!
O que é mais nobre para o espírito?
Sofrer na alma os dardos e as setas de um ultrajante fado
Ou, resistindo, pegar em armas contra um mar de desgraças,
para por-lhes um fim?
Morrer... dormir... nada mais.
E, com o sono, dizem, terminamos o pesar do coração
e os mil naturais conflitos que constituem a herança da carne!
Que fim poderia ser mais devotamente desejado?
Morrer... dormir! Dormir!... Sonhar talvez !?!
Sim, eis aí a dificuldade!
Porque é forçoso que nos detenhamos a considerar
que sonhos possam sobrevir, durante o sono da morte,
quando tenhamos nos libertado do redemoinho da vida.
Aí está a reflexão que torna uma calamidade a vida assim tão longa!
Porque, senão, quem suportaria os ultrajes e os desdéns do tempo,
a injúria do opressor, a afronta do soberbo, a angústia do amor desprezado,
a morosidade da lei, as insolências do poder
e as humilhações que o paciente mérito recebe do homem indigno,
se ele  próprio poderia encontrar quietude pela ponta de um punhal?
Quem preferiria suportar tão duras cargas,
gemendo e suando sob o peso de uma vida fatigante,
se não fosse o temor de algo depois da morte,
região misteriosa de onde nenhum viajante jamais voltou,
confundindo nossa vontade
e impelindo-nos a suportar os males que nos afligirem
ao invés de nos atirarmos a outros que não conhecemos?
E é assim que a consciência nos transforma em covardes;
E é assim que o primitivo verdor de nossas resoluções
se estiola na pálida sombra do pensamento;
E é assim que os empreendimentos de maior alento e importância,
com tais reflexões, desviam seu curso
e deixam de ter o nome de ação.&quot;
 
Espero haver me redimido à altura do conhecimento de vocês.
 
Um abraço camarada e libertário a todos
 
Mirabeau Bainy Leal</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aos meus amigos e amantes literários aqui vai o meu pedido de perdão pelo lapsus memoriae, com os devidos esclarecimentos.</p>
<p>O aforismo &#8220;o coração tem razões que a própria razão desconhece&#8221; é de autoria do filósofo e cientista francês Blaise Pascal (19/06/1623-19/08/1662). No original, em francês: &#8220;Le cœur a ses raisons que la raison ne connaît point&#8221; .<br />
É de Pascal, também, o aforismo: &#8220;Quanto mais conheço os homens, mais amo o meu cão&#8221; (&#8220;Plus je connais les hommes, plus j&#8217;aime mon chien&#8221;).</p>
<p>O teatrólogo-filósofo e poeta inglês William Shakespeare (26/04/1564 -23/04/1616) em um dos diálogos da cena IV do ato terceiro da peça Hamlet, disse, na verdade, o seguinte:</p>
<p>&#8220;HAMLET: &#8230; Não me digais que isso se chama amor, porque em vossa idade o sangue aplaca seus ardores, tornando-se a prudência submissa e obediente. E que prudência desceria desse para esse outro. Tendes sem dúvida algum sentimento, pois, se não fosse assim, a afeição vos faltaria; mas, decerto, este sentido está em vós paralisado, pois nem a loucura padeceria de tal erro, nunca o bom senso se escravizou ao delírio até um extremo que não conservasse suficiente discernimento para apreciar semelhante distinção&#8221;.</p>
<p>Aliás, Shakespeare, na sua obra teatral, faz, de forma poética, através da voz de seus personagens, especialmente em Hamlet, uma das mais profundas análises da alma e do espírito humanos, como raramente visto na literatura universal.</p>
<p>O monólogo de Hamlet, que por sinal imortalizou a frase &#8220;Ser ou não ser, eis a questão&#8221;, dá uma mostra:</p>
<p>&#8220;Ser ou não ser, eis a questão!<br />
O que é mais nobre para o espírito?<br />
Sofrer na alma os dardos e as setas de um ultrajante fado<br />
Ou, resistindo, pegar em armas contra um mar de desgraças,<br />
para por-lhes um fim?<br />
Morrer&#8230; dormir&#8230; nada mais.<br />
E, com o sono, dizem, terminamos o pesar do coração<br />
e os mil naturais conflitos que constituem a herança da carne!<br />
Que fim poderia ser mais devotamente desejado?<br />
Morrer&#8230; dormir! Dormir!&#8230; Sonhar talvez !?!<br />
Sim, eis aí a dificuldade!<br />
Porque é forçoso que nos detenhamos a considerar<br />
que sonhos possam sobrevir, durante o sono da morte,<br />
quando tenhamos nos libertado do redemoinho da vida.<br />
Aí está a reflexão que torna uma calamidade a vida assim tão longa!<br />
Porque, senão, quem suportaria os ultrajes e os desdéns do tempo,<br />
a injúria do opressor, a afronta do soberbo, a angústia do amor desprezado,<br />
a morosidade da lei, as insolências do poder<br />
e as humilhações que o paciente mérito recebe do homem indigno,<br />
se ele  próprio poderia encontrar quietude pela ponta de um punhal?<br />
Quem preferiria suportar tão duras cargas,<br />
gemendo e suando sob o peso de uma vida fatigante,<br />
se não fosse o temor de algo depois da morte,<br />
região misteriosa de onde nenhum viajante jamais voltou,<br />
confundindo nossa vontade<br />
e impelindo-nos a suportar os males que nos afligirem<br />
ao invés de nos atirarmos a outros que não conhecemos?<br />
E é assim que a consciência nos transforma em covardes;<br />
E é assim que o primitivo verdor de nossas resoluções<br />
se estiola na pálida sombra do pensamento;<br />
E é assim que os empreendimentos de maior alento e importância,<br />
com tais reflexões, desviam seu curso<br />
e deixam de ter o nome de ação.&#8221;</p>
<p>Espero haver me redimido à altura do conhecimento de vocês.</p>
<p>Um abraço camarada e libertário a todos</p>
<p>Mirabeau Bainy Leal</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Cesar - Itaqui-RS</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20291</link>
		<dc:creator>Cesar - Itaqui-RS</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 18:05:27 +0000</pubDate>
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		<description>Eu voto na Dilma e Tarso-RS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu voto na Dilma e Tarso-RS.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Diogo Costa</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20252</link>
		<dc:creator>Diogo Costa</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 00:27:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://rsurgente.opsblog.org/?p=5085#comment-20252</guid>
		<description>Olá Marco Aurélio. Gostaria que tu publicásse esse texto de minha autoria aí no blog. Considero que é um tema de suma importância para a esquerda brasileira e, paradoxalmente, é muito pouco ou quase nunca debatido! Um grande abraço direto de Caxias do Sul tchê!!!

Breve História da Correlação de Forças na Câmara dos Deputados (onde está a esquerda?)

A sociedade brasileira é eminentemente conservadora. Pode-se medir com precisão este perfil através do percentual de votos dos Partidos para a Câmara dos Deputados ao longo da história:

- Percentual de votos válidos, para a Câmara dos Deputados, dos sucedâneos da ARENA e MDB (PDS, PFL, PPB, PPR, PP, DEM, PMDB e PSDB), entre 1982 e 2006;

1982 (PDS/PMDB) – 86,2% 

1986 (PDS/PFL/PMDB) – 73,4% 

1990 (PDS/PFL/PMDB/PSDB) – 49,3%

1994 (PP/PPR/PFL/PMDB/PSDB) – 63,1%

1998 (PPB/PFL/PMDB/PSDB) – 61,3%

2002 (PPB/PFL/PMDB/PSDB) – 48,9%

2006 (PP/PFL/PMDB/PSDB) – 46,2%

Notem também, que o PMDB, em 1982, teve 43,0% dos votos válidos. Em 2006, o PMDB e o PSDB (sucedâneos do MDB), tivéram juntos 28,2% dos votos.

O PDS, em 1982, teve 43,2% dos votos válidos. Em 2006, o PP e o PFL (sucedâneos da ARENA), tivéram juntos 18% dos votos.

O Brasil precisaria ter mais 01 ou 02 Partidos Políticos de esquerda. Partidos competitivos como o PT. A representatividade da esquerda no Brasil ainda é, infelizmente, muito débil…

Vejam bem! Eu não disse que a ARENA e o MDB, ou que o PDS e o PMDB são a mesma coisa. Longe disso… Qualquer um sabe que não eram a mesma coisa.

O que eu fiz foi apenas uma constatação. Mostrei a soma dos votos válidos, para a Câmara dos Deputados, dos remanescentes do bipartidarismo artificial da ditadura.

Quero mostrar com esses dados, de forma cabal, que a representatividade da esquerda no Brasil é frágil e ainda muito pequena. Considero que hoje, os remanescentes da ARENA e do MDB, são uma espécie de “centrão” conservador, que impede o avanço da esquerda progressista…

Em 1982, por exemplo, a esquerda (PT/PDT) fez 09,3% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados. Em 2006, a esquerda (PT/PDT/PSB/PC do B/P-SOL/PSTU/PCB/PCO) fez apenas 29,8% dos votos válidos. Desses votos, somente o PT fez 15% (mais da metade).

É por isso que afirmo que o Brasil precisaria de mais 01 ou 02 Partidos de esquerda competitivos, no estilo do PT. Do jeito que é hoje, a esquerda não tem nem 1/3 dos votos para a Câmara dos Deputados! E aí, essa mesma esquerda fica refém do “centrão” conservador…

Espero que consigam compreender o raciocínio que descrevi resumidamente.

E a pergunta que não quer calar é a seguinte... O que fazer para aumentar a representatividade da esquerda no Brasil e não ficar tão refém, como hoje, dos partidos conservadores?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Marco Aurélio. Gostaria que tu publicásse esse texto de minha autoria aí no blog. Considero que é um tema de suma importância para a esquerda brasileira e, paradoxalmente, é muito pouco ou quase nunca debatido! Um grande abraço direto de Caxias do Sul tchê!!!</p>
<p>Breve História da Correlação de Forças na Câmara dos Deputados (onde está a esquerda?)</p>
<p>A sociedade brasileira é eminentemente conservadora. Pode-se medir com precisão este perfil através do percentual de votos dos Partidos para a Câmara dos Deputados ao longo da história:</p>
<p>- Percentual de votos válidos, para a Câmara dos Deputados, dos sucedâneos da ARENA e MDB (PDS, PFL, PPB, PPR, PP, DEM, PMDB e PSDB), entre 1982 e 2006;</p>
<p>1982 (PDS/PMDB) – 86,2% </p>
<p>1986 (PDS/PFL/PMDB) – 73,4% </p>
<p>1990 (PDS/PFL/PMDB/PSDB) – 49,3%</p>
<p>1994 (PP/PPR/PFL/PMDB/PSDB) – 63,1%</p>
<p>1998 (PPB/PFL/PMDB/PSDB) – 61,3%</p>
<p>2002 (PPB/PFL/PMDB/PSDB) – 48,9%</p>
<p>2006 (PP/PFL/PMDB/PSDB) – 46,2%</p>
<p>Notem também, que o PMDB, em 1982, teve 43,0% dos votos válidos. Em 2006, o PMDB e o PSDB (sucedâneos do MDB), tivéram juntos 28,2% dos votos.</p>
<p>O PDS, em 1982, teve 43,2% dos votos válidos. Em 2006, o PP e o PFL (sucedâneos da ARENA), tivéram juntos 18% dos votos.</p>
<p>O Brasil precisaria ter mais 01 ou 02 Partidos Políticos de esquerda. Partidos competitivos como o PT. A representatividade da esquerda no Brasil ainda é, infelizmente, muito débil…</p>
<p>Vejam bem! Eu não disse que a ARENA e o MDB, ou que o PDS e o PMDB são a mesma coisa. Longe disso… Qualquer um sabe que não eram a mesma coisa.</p>
<p>O que eu fiz foi apenas uma constatação. Mostrei a soma dos votos válidos, para a Câmara dos Deputados, dos remanescentes do bipartidarismo artificial da ditadura.</p>
<p>Quero mostrar com esses dados, de forma cabal, que a representatividade da esquerda no Brasil é frágil e ainda muito pequena. Considero que hoje, os remanescentes da ARENA e do MDB, são uma espécie de “centrão” conservador, que impede o avanço da esquerda progressista…</p>
<p>Em 1982, por exemplo, a esquerda (PT/PDT) fez 09,3% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados. Em 2006, a esquerda (PT/PDT/PSB/PC do B/P-SOL/PSTU/PCB/PCO) fez apenas 29,8% dos votos válidos. Desses votos, somente o PT fez 15% (mais da metade).</p>
<p>É por isso que afirmo que o Brasil precisaria de mais 01 ou 02 Partidos de esquerda competitivos, no estilo do PT. Do jeito que é hoje, a esquerda não tem nem 1/3 dos votos para a Câmara dos Deputados! E aí, essa mesma esquerda fica refém do “centrão” conservador…</p>
<p>Espero que consigam compreender o raciocínio que descrevi resumidamente.</p>
<p>E a pergunta que não quer calar é a seguinte&#8230; O que fazer para aumentar a representatividade da esquerda no Brasil e não ficar tão refém, como hoje, dos partidos conservadores?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: silvia</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20251</link>
		<dc:creator>silvia</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 00:27:34 +0000</pubDate>
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		<description>Marco, podes incluir mais um da imprensa guasca, o Milton Cardoso da Band, simplesmente bloqueia os e.mails enviados assim como as mensagens de texto que não rezam a sua cartilha, ou seja, despejar sua metralhadora contra o PT e Lula. Realmente a união dos anti PT está ficando perigosa, veja o texto...


MonBlog 
sexta-feira, 5 de março de 2010
A liberdade na mídia privada é a que o patrão permite 
. 
Quem confirma o título desse post é Paulo Uebel, conhecidíssimo e festejado nos círculos liberais brasileiros e ferrenho defensor da mídia &quot;livre&quot; dos proprietários privados.

Abaixo segue o artigo na íntegra. Em negrito alguns pontos que comentarei na sequência:


Liberdade de escolha
Paulo Uebel (&quot;O Dia&quot;, 02/03/2010)

Muitas pessoas confundem liberdade de expressão com garantia de divulgação. Ou seja, entendem que, para que exista, de fato, liberdade de expressão, suas ideias, preferências e credos devem ser propagados por todos os meios, inclusive os que são de propriedade privada. Se não forem largamente difundidos, na opinião dessas pessoas, haverá censura e, portanto, não estaremos respeitando a liberdade de expressão que deve vigorar em países democráticos.

Ocorre que esse entendimento não é viável nem desejável. Dois conceitos devem ser esclarecidos. Em primeiro lugar, a liberdade de expressão não garante que todas ideias, todas as preferências e todos os credos estejam presentes em todos os jornais, rádios, emissoras de televisão, livros e músicas.

Cada proprietário de veículo de comunicação, de editora ou de gravadora deve ter liberdade para escolher os conteúdos que estejam mais bem alinhados com os seus propósitos, desde que, evidentemente, sejam respeitadas as leis locais.

Em segundo lugar, ocorre censura quando o Estado, para impedir ou controlar a liberdade de expressão, criminaliza certas ações, impõe certas restrições ou inicia perseguições contra pessoas, associações ou empresas que estejam criticando o governo.

É evidente que não ocorre censura quando um editor não publica um artigo ou não faz uma matéria porque, na opinião dele, o conteúdo não está adequado a linha editorial do jornal. Se o entendimento de que tudo deve ser publicado e de que todos os pontos de vista devem ser incluídos prevalecesse, não estaríamos diante de um ambiente com liberdade de expressão, mas de um ambiente com obrigação de expressão, o que é completamente diferente.

http://www.imil.org.br/artigos/liberdade-de-escolha/
_________________________________________

Comentário:

O artigo de Paulo Uebel é interessante na medida em que confirma muito do que têm dito há tempos os críticos do modelo de mídia privada. Mais uma vez, tergiversações e relativizações à parte de setores mais vacilantes, é o outro lado quem confirma o que alguns do &quot;lado de cá&quot; chegaram a negar.

Segundo ele, quem define o que será publicado pelos veículos de comunicação é o dono do mesmo tendo em vista &quot;os seus propósitos&quot;. Nada de novidade nisso! Porém, estamos lidando com ferramentas de interesse público por influenciar no modo de pensar e de agir de milhões de pessoas, que não podem, ou não deveriam, ficar à mercê dos &quot;propósitos&quot; e dos interesses particulares de meia dúzia de indivíduos.

Durante o golpe de Estado na Venezuela em 2002, por exemplo, a mídia privada, defendendo os seus &quot;propósitos&quot; manipulou imagens na tentativa de ganhar a opinião pública para o seu intento golpista.

Uebel troveja contra uma suposta &quot;obrigação de expressão&quot; que seria advinda da defesa da expressão de todos os pontos de vista. No entanto defende a &quot;obrigação de expressão&quot; que meia dúzia de particulares impõem a milhões de pessoas, criando uma visão de mundo que atende aos seus &quot;propósitos&quot; e não à qualidade da informação e compromisso com a verdade, que acabam ficando ainda mais comprometidos quando &quot;não é viável nem desejável&quot; que seja ouvido os setores sociais e posições divergentes.
. 

Postado por Jorge Nogueira às 09:10 
v</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marco, podes incluir mais um da imprensa guasca, o Milton Cardoso da Band, simplesmente bloqueia os e.mails enviados assim como as mensagens de texto que não rezam a sua cartilha, ou seja, despejar sua metralhadora contra o PT e Lula. Realmente a união dos anti PT está ficando perigosa, veja o texto&#8230;</p>
<p>MonBlog<br />
sexta-feira, 5 de março de 2010<br />
A liberdade na mídia privada é a que o patrão permite<br />
.<br />
Quem confirma o título desse post é Paulo Uebel, conhecidíssimo e festejado nos círculos liberais brasileiros e ferrenho defensor da mídia &#8220;livre&#8221; dos proprietários privados.</p>
<p>Abaixo segue o artigo na íntegra. Em negrito alguns pontos que comentarei na sequência:</p>
<p>Liberdade de escolha<br />
Paulo Uebel (&#8220;O Dia&#8221;, 02/03/2010)</p>
<p>Muitas pessoas confundem liberdade de expressão com garantia de divulgação. Ou seja, entendem que, para que exista, de fato, liberdade de expressão, suas ideias, preferências e credos devem ser propagados por todos os meios, inclusive os que são de propriedade privada. Se não forem largamente difundidos, na opinião dessas pessoas, haverá censura e, portanto, não estaremos respeitando a liberdade de expressão que deve vigorar em países democráticos.</p>
<p>Ocorre que esse entendimento não é viável nem desejável. Dois conceitos devem ser esclarecidos. Em primeiro lugar, a liberdade de expressão não garante que todas ideias, todas as preferências e todos os credos estejam presentes em todos os jornais, rádios, emissoras de televisão, livros e músicas.</p>
<p>Cada proprietário de veículo de comunicação, de editora ou de gravadora deve ter liberdade para escolher os conteúdos que estejam mais bem alinhados com os seus propósitos, desde que, evidentemente, sejam respeitadas as leis locais.</p>
<p>Em segundo lugar, ocorre censura quando o Estado, para impedir ou controlar a liberdade de expressão, criminaliza certas ações, impõe certas restrições ou inicia perseguições contra pessoas, associações ou empresas que estejam criticando o governo.</p>
<p>É evidente que não ocorre censura quando um editor não publica um artigo ou não faz uma matéria porque, na opinião dele, o conteúdo não está adequado a linha editorial do jornal. Se o entendimento de que tudo deve ser publicado e de que todos os pontos de vista devem ser incluídos prevalecesse, não estaríamos diante de um ambiente com liberdade de expressão, mas de um ambiente com obrigação de expressão, o que é completamente diferente.</p>
<p><a href="http://www.imil.org.br/artigos/liberdade-de-escolha/" rel="nofollow">http://www.imil.org.br/artigos/liberdade-de-escolha/</a><br />
_________________________________________</p>
<p>Comentário:</p>
<p>O artigo de Paulo Uebel é interessante na medida em que confirma muito do que têm dito há tempos os críticos do modelo de mídia privada. Mais uma vez, tergiversações e relativizações à parte de setores mais vacilantes, é o outro lado quem confirma o que alguns do &#8220;lado de cá&#8221; chegaram a negar.</p>
<p>Segundo ele, quem define o que será publicado pelos veículos de comunicação é o dono do mesmo tendo em vista &#8220;os seus propósitos&#8221;. Nada de novidade nisso! Porém, estamos lidando com ferramentas de interesse público por influenciar no modo de pensar e de agir de milhões de pessoas, que não podem, ou não deveriam, ficar à mercê dos &#8220;propósitos&#8221; e dos interesses particulares de meia dúzia de indivíduos.</p>
<p>Durante o golpe de Estado na Venezuela em 2002, por exemplo, a mídia privada, defendendo os seus &#8220;propósitos&#8221; manipulou imagens na tentativa de ganhar a opinião pública para o seu intento golpista.</p>
<p>Uebel troveja contra uma suposta &#8220;obrigação de expressão&#8221; que seria advinda da defesa da expressão de todos os pontos de vista. No entanto defende a &#8220;obrigação de expressão&#8221; que meia dúzia de particulares impõem a milhões de pessoas, criando uma visão de mundo que atende aos seus &#8220;propósitos&#8221; e não à qualidade da informação e compromisso com a verdade, que acabam ficando ainda mais comprometidos quando &#8220;não é viável nem desejável&#8221; que seja ouvido os setores sociais e posições divergentes.<br />
. </p>
<p>Postado por Jorge Nogueira às 09:10<br />
v</p>
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	<item>
		<title>By: Cristóvão Feil</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20247</link>
		<dc:creator>Cristóvão Feil</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 21:44:45 +0000</pubDate>
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		<description>A frase é do moralista católico Blaise Pascal. Mesmo que Hamlet existisse, não diria isso, o texto é ruim, impróprio para o estilo refinado de Shakespeare.   

Abç.

CF</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A frase é do moralista católico Blaise Pascal. Mesmo que Hamlet existisse, não diria isso, o texto é ruim, impróprio para o estilo refinado de Shakespeare.   </p>
<p>Abç.</p>
<p>CF</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Gonzalo Graña</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20245</link>
		<dc:creator>Gonzalo Graña</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 21:35:28 +0000</pubDate>
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		<description>É, está aqui ao lado mais uma prova disto, pois seria necessário o investimento de quase 1 milhão de reais para que um movimento social tivesse UMA oportunidade de expressão, em UMA página de anúncio no jornal O Globo...ainda assim no cálculo de riscos jurídicos eles devem ter alguma certeza de sair no lucro...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É, está aqui ao lado mais uma prova disto, pois seria necessário o investimento de quase 1 milhão de reais para que um movimento social tivesse UMA oportunidade de expressão, em UMA página de anúncio no jornal O Globo&#8230;ainda assim no cálculo de riscos jurídicos eles devem ter alguma certeza de sair no lucro&#8230;</p>
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		<title>By: Mirabeau bainy Leal</title>
		<link>http://rsurgente.opsblog.org/2010/03/10/liberdade-de-impressao/comment-page-1/#comment-20243</link>
		<dc:creator>Mirabeau bainy Leal</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 20:54:47 +0000</pubDate>
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		<description>Eu compreendo que as paixões populares são irracionais e que, contra o irracional, não existe argumento.
Não foi à toa que Shakespeare, pela voz de Hamlet, um dos seus personagens, disse que &quot;o coração tem razões que a própria razão desconhece&quot;.
Mesmo assim, vou tentar argumentar, fundamentando, até porque a hora exige mais lucidez e menos loucura.
O enunciado da terceira lei do físico inglês Isaac Newton diz o seguinte:&quot;a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário&quot;.
Avalio que dois fatos ocorridos nos últimos dias mudaram radicalmente o ritmo desta eleição de 2010 e demonstraram, na prática, a veracidade da lei enunciada pelo físico inglês, prenunciando um enfrentamento político inusitado no País.
A ação veio com o primeiro fato: O discurso de Dilma Rousseff no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, no Congresso Nacional do PT realizado em São Paulo.
E a reação imediata, com o segundo fato: A reunião das famílias donas da grande mídia brasileira (mass media brasilis), no evento organizado pelo Instituto Millenium, realizado num hotel de luxo, também em São Paulo.
Mas há um detalhe que chamou a atenção:
Como a ação partiu de uma candidata, no caso Dilma Rousseff, pertencente a um partido político, o PT, que está no governo, pela lógica, teoricamente a reação deveria ter vindo de um pré-candidato oponente a Dilma, e ao PT, e membro dos quadros de um partido de oposição. Mas não. Nenhum candidato ou pré-candidato de oposição a Dilma se manifestou publicamente a respeito.A não ser por algumas poucas manifestações de alguns políticos imorais, que nem candidatos a presidente são nem nunca seriam,precisamente porque desmoralizados (ou demoralizados?),poderíamos até dizer que não existe partido de oposição ao governo popular de Lula, tal o seu prestígio e sua credibilidade.
Os únicos reacionários ao governo de Lula e à sua candidata, Dilma Rousseff, foram os donos da grande mídia, reunidos em SP sob o patrocínio do Instituto Millenium.
Isto foi um incidente extremamente grave para a Democracia.
E não o foi pelo fato da mídia se organizar contra o governo e sua candidata. Isso ocorre em qualquer outro país capitalista, tanto nas mídias de direita quanto de esquerda, tanto a favor como contra o governo.
A gravidade está no fato de que absolutamente todos os grupos de mídia do país e tão-somente esses grupos
reagiram à ação de uma candidata de um determinado partido político que está no governo.
A grande mídia está reagindo como se partido político fosse. E partido de extrema-direita.
Para quem assistiu ao evento do Instituto Millenium ou leu o conteúdo das manifestações dos representantes da Editora Abril/Veja, Rede Globo, Estadão e Folha de São Paulo, dentre outros, ficou evidente que, sob o manto do tema &quot;liberdade de expressão&quot;, foi ali elaborado um plano articulado entre todas as mídias, com o objetivo exclusivo de combater o governo Lula e destruir sua candidata, nos moldes das piores tramas militares golpistas.
A Veja tomou a iniciativa, até porque é uma revista da Editora Abril para quem tanto faz se está mentindo ou falando a verdade, se possui assinantes ou não, pois é sustentada pelo capital estrangeiro, só para atacar a esquerda.
E outros ataques virão para causar insegurança institucional.
É preciso estar em alerta!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu compreendo que as paixões populares são irracionais e que, contra o irracional, não existe argumento.<br />
Não foi à toa que Shakespeare, pela voz de Hamlet, um dos seus personagens, disse que &#8220;o coração tem razões que a própria razão desconhece&#8221;.<br />
Mesmo assim, vou tentar argumentar, fundamentando, até porque a hora exige mais lucidez e menos loucura.<br />
O enunciado da terceira lei do físico inglês Isaac Newton diz o seguinte:&#8221;a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário&#8221;.<br />
Avalio que dois fatos ocorridos nos últimos dias mudaram radicalmente o ritmo desta eleição de 2010 e demonstraram, na prática, a veracidade da lei enunciada pelo físico inglês, prenunciando um enfrentamento político inusitado no País.<br />
A ação veio com o primeiro fato: O discurso de Dilma Rousseff no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, no Congresso Nacional do PT realizado em São Paulo.<br />
E a reação imediata, com o segundo fato: A reunião das famílias donas da grande mídia brasileira (mass media brasilis), no evento organizado pelo Instituto Millenium, realizado num hotel de luxo, também em São Paulo.<br />
Mas há um detalhe que chamou a atenção:<br />
Como a ação partiu de uma candidata, no caso Dilma Rousseff, pertencente a um partido político, o PT, que está no governo, pela lógica, teoricamente a reação deveria ter vindo de um pré-candidato oponente a Dilma, e ao PT, e membro dos quadros de um partido de oposição. Mas não. Nenhum candidato ou pré-candidato de oposição a Dilma se manifestou publicamente a respeito.A não ser por algumas poucas manifestações de alguns políticos imorais, que nem candidatos a presidente são nem nunca seriam,precisamente porque desmoralizados (ou demoralizados?),poderíamos até dizer que não existe partido de oposição ao governo popular de Lula, tal o seu prestígio e sua credibilidade.<br />
Os únicos reacionários ao governo de Lula e à sua candidata, Dilma Rousseff, foram os donos da grande mídia, reunidos em SP sob o patrocínio do Instituto Millenium.<br />
Isto foi um incidente extremamente grave para a Democracia.<br />
E não o foi pelo fato da mídia se organizar contra o governo e sua candidata. Isso ocorre em qualquer outro país capitalista, tanto nas mídias de direita quanto de esquerda, tanto a favor como contra o governo.<br />
A gravidade está no fato de que absolutamente todos os grupos de mídia do país e tão-somente esses grupos<br />
reagiram à ação de uma candidata de um determinado partido político que está no governo.<br />
A grande mídia está reagindo como se partido político fosse. E partido de extrema-direita.<br />
Para quem assistiu ao evento do Instituto Millenium ou leu o conteúdo das manifestações dos representantes da Editora Abril/Veja, Rede Globo, Estadão e Folha de São Paulo, dentre outros, ficou evidente que, sob o manto do tema &#8220;liberdade de expressão&#8221;, foi ali elaborado um plano articulado entre todas as mídias, com o objetivo exclusivo de combater o governo Lula e destruir sua candidata, nos moldes das piores tramas militares golpistas.<br />
A Veja tomou a iniciativa, até porque é uma revista da Editora Abril para quem tanto faz se está mentindo ou falando a verdade, se possui assinantes ou não, pois é sustentada pelo capital estrangeiro, só para atacar a esquerda.<br />
E outros ataques virão para causar insegurança institucional.<br />
É preciso estar em alerta!</p>
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