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A guerra e os segredos que unem Yeda e Fogaça

A governadora Yeda Crusius (PSDB) só permanece no cargo porque o PMDB assinou um cheque em branco para ela. Mais de um cheque, na verdade. No auge do escândalo do Detran, por ocasião da revelação da conversa entre o então chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó, a casa tucana esteve muito perto de ruir. Só não ruiu porque o senador Pedro Simon e o deputado federal Eliseu Padilha, entre outras lideranças políticas aliadas do governo Yeda decidiram segurar seus corroídos e corrompidos alicerces. Em 2009, por ocasião da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e da aceitação do pedido de impeachment pela Assembléia Legislativa, mais uma vez o PMDB foi chamado a cumprir seu papel de principal elemento de sustentação do atual governo. Sem o apoio do PMDB, Yeda não existiria mais.

E agora, como costuma fazer, o PMDB vai se apresentar nas eleições estaduais como candidato à pacificação da guerra da qual é um dos principais responsáveis. A guerra que, há décadas, é travada contra o patrimônio público no Estado. O candidato do PMDB, José Fogaça, é o candidato a pacificador. Renunciará à prefeitura de Porto Alegre certo de que não receberá, na mídia local, duras críticas pelo gesto. E que não terá também seu nome associado ao de Yeda Crusisus. O velho MDB gaúcho, como diz o senador Simon, é diferente do PMDB do resto do país. De fato, é diferente. Mas, ao contrário do que apregoa ser, é mais hipócrita que outras seções regionais do partido que, ao menos, assumem explicitamente o pragmatismo rebaixado das alianças de ocasião. Aqui, o PMDB integra governos, sustenta governantes e, quando não tem a titularidade do cargo, sai do governo às vésperas das eleições apresentando-se como agente da pacificação. A mesma tática repete-se agora.

Yeda, por sua vez, aposta que a próxima pesquisa a colocará na casa dos 15%, assinalando que ela não é uma carta fora do baralho. Será curiosa a relação entre PMDB e PSDB na campanha eleitoral. O que o PMDB dirá do governo Yeda? Que é um governo corrupto? Que paralisou o Estado? E o que Yeda dirá do PMDB? Que é um partido ingrato e insaciável? Que é um partido que também está atolado em denúncias de corrupção no Estado? Quem pacificará o clima entre PMDB e PSDB na campanha eleitoral? Um sabe muito da vida do outro. Da vida oficial e da clandestina. O que, afinal, distinguirá Yeda de Fogaça na disputa ao governo do Estado?

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7 Comentários on “A guerra e os segredos que unem Yeda e Fogaça”

  1. #1 júlia
    on Mar 16th, 2010 at 4:26 am

    Aposto que não vão se atacarem,seria burrice demais e ambos sabem que o adversário real é o tarso. Qualquer um dos dois que ganhe não muda substancialmente nada,pode máximo,inverter a ordem dos nverte o tratores,mas,não inverte os viadutos. Ou seja,passaria o pmdb pro governo e o psdb iria pra ajudar na sustentação do governo,mais nada. Já vencendo o tarso…

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  2. #2 Paulo V
    on Mar 16th, 2010 at 7:03 am

    Penso que a relação desses dois, durante a campanha, será a de indiferença, de um para com outro. Não falam e nem comentam nada que possa gerar alguma crise. Perguntas do tipo – o que você fará para melhor isso ou qual a melhor forma de trazer investimentos e etc será a o corriqueiro deles. Talvez, Yeda por estar mais exposta, poderá ser mais questionada e criticada pelos outros candidatos e Fogaça passe a imagem de um passificador mesmo.
    Mas o que decidirá o apoio total e irrestrito de todos os caciques de ambos os partidos, será a reta final, naquele que terá chances de ir para segundo turno, se for o caso.
    Esse apoio não será declarado, será na calada na noite, às escondidas. O exemplo recente dessa “apunhada amiga” foi com Rigotto em 2006.

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  3. #3 Flavio
    on Mar 16th, 2010 at 7:35 am

    hahah essa foto é muito boa, no meio o “gaúcho da copa”, que ganhava 90 dolares de diária para visitar outros países para divulgar a copa! os brigadianos podiam fazer uma taça e sair por aí viajando, iam ganhar muito mais!

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  4. #4 Zé Bronquinha
    on Mar 16th, 2010 at 8:09 am

    Pois é caro Marcos, e esse PMDB que o PT teima na insistência de que tem que dar palanque a Dilma, ao lado de Fogaça, Simon, Padilha e demais. Que ironia! Será que não mais ninguém no PT que segure a firme e sólida desconstrução desse partido ,que já teve corte de classe, discutindo rupturas necessárias, socialismo e etc…?

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  5. #5 miguel grazziotin
    on Mar 16th, 2010 at 8:16 am

    Aqui no Sul a direita já tem há tempo a formula para derrotar o PT. Fazem o diabo no governo, e se este se desgasta demais, alguns saem dele e com o apoio explicito da midia, dizem que não tem nada com isto e que são o novo (Rigotto e Yeda o fizeram e a populaçao engoliu). E no segundo turno se unem, porque não vão trocar meia teta por nenhuma.
    E o “politizado” gaucho segue votando nesta tropa.
    Cada povo tem o governo que merece.

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  6. #6 Neli
    on Mar 16th, 2010 at 8:41 am

    Tudo está a indicar que a próxima eleição será diferente. Devemos ter aprendido a licão de que o Estado não é uma empresa privada e muito menos um CTG. Por isso não vamos eleger serviçais de setores midiáticos arcaicos, propagantistas de supermercados e folcloristas limitados.
    Tudo está a indicar que o eleitorado daqui adquiririu consciência de que necessitamos eleger um estadista para desenvolver políticas públicas e sociais e governar em sintonia com o Brasil. Ainda bem que temos Tarso Genro, cujo curricumum vitae comprova que é um estadista. Não precisamos de pacificadores, de serviçais, de folcloristas, de corruptos,mas de estadistas de homens e mulheres com competências para gerenciar políticas sociais e públicas.

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  7. #7 Luis Armidoro
    on Mar 16th, 2010 at 11:43 am

    Caros Marco e amigos do RS

    Ou Yeda pirou (achando que vai ter 15% dos votos), ou os gaúchos são um caso de masoquismo coletivo.Acho que a pesquisa (que lhe dá 15% de votos) foi feita entre os funcionários do Palácio de Governo ou entre o secretariado de Yeda, porque não é possível que um desastre (humano, administrativo, moral, ético, econômico) destes ainda consiga enganar 1.5 milhão de pessoas (15% da população do estado)

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