A naturalidade como vem sendo noticiada a indicação do presidente do Banrisul, Fernando Lemos, para o Tribunal de Justiça Militar, é apenas mais um capítulo do lamentável processo de naturalização do absurdo no Rio Grande do Sul. Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre a necessidade de extinção do dito tribunal, aí está a cereja do bolo. A governadora Yeda Crusius está usando o mesmo para agradecer os serviços prestados e garantir uma aposentadoria generosa a seus aliados políticos. Uma aposentadoria vitalícia de aproximadamente 20 mil reais por mês. Uma beleza.
Já havia sido assim com o coronel Mendes. Agora, segundo noticia-se, chegou a vez do afilhado político do senador Pedro Simon (PMDB). Advogado nascido em Vacaria onde “tem uma fazenda com gado, plantação e passa alguns fins de semana andando a cavalo”, conforme perfil publicado pela revista Press, Fernando Lemos se dedicará, confirmada sua ida para o TJM, a “processar e julgar os policiais militares e os bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei, além de decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças”.
O senador certamente fará um pronunciamento enérgico nas próximas horas criticando a indicação. E, nos próximos dias, também leremos editoriais indignados e veremos jornalistas investigativos destemidos empenhados em vasculhar as entranhas desse círculo de amigos que não cesse da trocar mimos e presentes.


on Mar 19th, 2010 at 11:26 am
Ahhh, tá! e a dívida da Self, empresa enquadrada na cat de risco H já deve ter sido acertada na compra da Mansão. Me engana que eu gosto. Cambada de gaúchos trouxas…
on Mar 19th, 2010 at 12:05 pm
esse governo todo, sem tirar nada, foi a naturalização do absurdo… e pra piorar, o tal mateus bandeira (suspeitíssimo) assume o banrisul…
dúvido que algum outro consigo juntar no primeiro escalão quadros tão ‘qualificados’ (ou seria indiciados) quanto essa da YRC… benzadeussss
on Mar 19th, 2010 at 1:23 pm
Deixei um comentário no “abelhinha press”, não sei se vai ser publicado.
A coisa é um verdadeiro teatro do absurdo, um surrealismo a toda a prova. Um bandeiríssimo presidente no Banrisul e um eminente latifundiário e burocrata nas horas de expediente virando juiz militar.
Regalos de final de mandato….
Nem Dalí, nem Ibsen ou Buñuel teriam imaginado tais investiduras…
Rick
on Mar 19th, 2010 at 3:06 pm
Meu irmão, juiz de direito, costuma fazer uma brincadeira.
“Se tu comprares um guarda-roupa novo e precisar de cabides, tem uma fábrica ali na Praia de Belas. Em cima diz Tribunal de Justiça Militar. Mas não recomendo não, eles são muito careiros”.
on Mar 19th, 2010 at 3:31 pm
Hoje vai chover. Fernando Lemos no TJM. ZH noticia assim, os dois fatos. Com a mesma cara de pau.
on Mar 19th, 2010 at 4:11 pm
O RS está dividido em dois grupos. Os amigos da RBS, que podem tudo e são tratados com compadrismo (ou comparsismo) e nos outros pau por qualquer coisinha ou factóide inventado. O RS está sendo jogado ao lixo e lama por esta gente, e com o aval do menestrel do moralismo pós-Mampituba, Senador Pedro Simon, que será sucedido pelo Eliseu (AHHHHHG, que não morreu). Ou seja, ainda vai piorar.
on Mar 19th, 2010 at 4:21 pm
Em que situação se encontra a proposta de extinção do dito tribunal?
on Mar 19th, 2010 at 4:23 pm
É agora que o Banrisul vai pro prego !
on Mar 19th, 2010 at 5:40 pm
O RS tem que extirpoar um velho e enorme câncer do seu organismo: o grupo RBS ! Moro no Paraná há 10 anos e fico envergonhado quando as pessoas falam do RS como um estado de vanguarda na política! (se bem que a coisa aqui também é feia!)
on Mar 19th, 2010 at 10:40 pm
Que plástica bem feita q a dona yeda crusius fez,mudou toalmente,tá mais jovem!!!Tá pódendo em Dona Yeda?
on Mar 20th, 2010 at 10:02 am
Fernando Lemos, o jurista de Vacaria.
on Mar 20th, 2010 at 11:20 am
O afilhado do Franciscano Pedro Simon já foi Presidente da extinta Caixa Estadual na gestão de Antonio Britto, em que ajudou a liquidar aquela instituição. Dalí foi para a diretoria de marketing do Banrisul de atuação opaca, a não ser a de ter ajudado aquele governo, junto com Ricardo Russowski, a construir o maior prejuízo da vida daquele Banco, justificando assim a busca de 2,4 bi do PROES para “saneá-lo” e então entregar aos bancos privados. Todavia, Britto perdeu as eleições e Olívio, funcionário de carreira do Banrisul, se comprometeu em levantar o banco e mantê-lo público fato que verdadeiramente aconteceu. Lemos pegou um Banco já encaminhado para retomar seu papel histórico.Conseguiram vender a metade do Banco para investidores externos. Daqui pra frente nem Deus sabe o que acontecerá!
on Mar 20th, 2010 at 5:57 pm
Bem feito, essa milicada da BM merece o tribunal que possui! Pois nas ruas captam dinheiro atraves de multas para esses governos, baixam o pau em professoras etc. . . Eles merecem, pena que a boca vai acabar. . .
on Mar 21st, 2010 at 6:14 pm
Luiz
O Tribunal Militar complica a vida do soldado raso, talvez do cabo.
Nenhum coroné foi condenado por essa excrescência.
on Mar 22nd, 2010 at 1:47 pm
Exatamente por isso que merecem o que têm, pois no momento em que deixarem de atender metas de aplicação de multas, puxar o saco de oficiais e de verem os movimentos sociais como iniciativa popular de manifestação legítima e não atenderem aos interesses únicos de governos que se respaldam em dar cargos aos oficiais da BM para cargos políticos (CCs) é que terão as amarras desfeitas, a começar pela extinção dessa aberração que é o “Tribunal Militar”, composto de ignorantes jurídicos, elevados ao patamar de Magistrados, carreados ao cargo pela porta dos fundos “Cabidão de emprego”.
on Apr 19th, 2010 at 6:12 pm
Não conheço a capacidade jurídica de muito dos desembargadores do TJM, mas conheço a do Dr. Fernando Guerreiro de Lemos e, pude ver o show que deu no Banrisul . Chego a pensar que a mídia escondeu os números do Banrisul na gestão dele,só quem leu foi eu?? Desculpem mas acho um absurdo as críticas cegas que li aqui “RS Urgente”. Acho até que o TJM é muito pouco para a capacidade dele e tbm por que sei que financeiramente, nem precisa. Fernando , um abraço querido amigo.