José Fogaça (PMDB) renunciou hoje ao cargo de prefeito de Porto Alegre, para o qual foi eleito no final de 2008. Uma das estratégias do PMDB para tentar neutralizar os impactos negativos da renúncia é compará-la, incessantemente, com a renúncia de Tarso Genro (PT) à prefeitura, em 2002. Essa estratégia foi replicada o dia inteiro hoje nos meios de comunicação de Porto Alegre, sendo abraçada por vários colunistas políticos. Além de tentar diluir os danos à imagem de Fogaça, esse movimento tenta puxar Tarso mais uma vez para o tema da renúncia. Um movimento esperado e previsível.
Mas isso não é o mais importante em todo esse episódio. O ofício do prefeito que renuncia não se dirige aos 470 mil e 696 portoalegrenses que acolheram, nas urnas, o pedido de Fogaça para permanecer mais quatro anos na prefeitura. O mínimo que o prefeito deveria fazer neste dia é dirigir-se a esses eleitores explicando suas razões. Fogaça não fez isso, limitando-se a enviar um ofício burocrático ao presidente da Câmara de Vereadores. Um ofício redigido numa linguagem bem distante das incursões emotivas do autor de “Vento Negro” que marcaram boa parte do discurso de campanha do candidato (ver vídeo abaixo).
Tudo se passa como se Fogaça quisesse se livrar rapidamente do cargo e dessa situação incômoda, sem prestar contas à população do que fez até aqui e do porquê de sua decisão e abandonar o cargo para o qual foi eleito. O fato de Tarso Genro ter renunciado à prefeitura em 2002 não legitima politicamente a omissão de Fogaça em prestar contas a seus eleitores. As decisões que Tarso Genro e o PT tomaram no processo eleitoral de 2002 tiveram seu custo político. E esse preço foi pago. Por isso, o PT tem todo o direito (e dever) de se manifestar agora sobre a renúncia do prefeito e emitir seu juízo sobre a administração Fogaça. Quem tem uma conta a acertar agora com a população de Porto Alegre é o sr. José Fogaça. Uma conta cujo valor não pode ser pago com um ofício burocrático.


on Mar 29th, 2010 at 8:09 pm
Como cidadão e como funcionário obrigado por estes 470 mil babacas a servir sob as ordens deste prefeito inútil e venal, tenho a dizer que o que essa gente merece não é explicação. Quem quer explicações somos nós, os milhares que não votaram nele e temos de ver as praças imundas e cobertas de lixo, as ruas esburacadas e escuras, o Araujo desmoronando, a saude em petição de miseria, mendigos tomando as ruas com a assistencia social arruinada, campanhas marqueteiras com o dinheiro público, tipo essa excrescência do “novo sinal de transito”, negociatas suspeitas com a midia e com as grandes empresas, enfim, a cidade virando um lixo. E se você tem alguma esperança com o Fortunatti, olha só QUEM ele chamou do exílio em SM. Tem gente que merece se lascar mesmo. Aqui em Poa tem 470 mil. Quantos haverá no RS?
on Mar 29th, 2010 at 10:26 pm
O renunciante é um indicar que mede o nível da irresponsabilidade social e pública dos eleitores de Porto Alegre. Ele indica a degradação humana, no campo da moral, da ética, da educação, da cultura, da política e da civilidade em que se encontra a sociedade gaúcha. Ele é o serviçal dos corruptos capitalísticos depredadores consumidores e dos eleitores sem cidadania.
Há uma esperança de um despertar entorno do Projeto Político do estadista Tarso Genro.
on Mar 29th, 2010 at 10:50 pm
Já fazem um mes,que o aniversário de Porto Alegre,é festejado pela mídia,e por conseguinte o prefeito fantasma,que se alguma coisa êle fez,foi o Vento Negro,e a música,Porto Alegre é Demais!!!
on Mar 30th, 2010 at 5:01 am
Acredito que você tenha feito a mesma crítica ao Tarso em 2002.
on Mar 30th, 2010 at 7:51 am
Este governo Fogaça ainda deixou vários resquícios na Adm. Fortunatti.
Continua o eng.º Presser que esteve a frente do DMAE e do projeto Sócio-ambiental o qual enfrenta questionamentos na Polícia Federal, além de ter mandado um projeto de enxugamento de chefias do órgão para a Câmara no apagar das luzes.
Continua o caso SOLLUS sem solução plausível e um secretário morto no qual a polícia teve uma investigação em tempo recorde.
Volta o questionado Bussato(substituindo sua esposa), aquele mesmo que disse que os órgãos estaduais sustentavam políticos.
Isso é o que se chama herança maldita…
funcionário indignado
on Mar 30th, 2010 at 11:28 am
Uma coisa errada não transforma outra coisa errada em certa.
FOGAÇA RENUNCIA A PREFEITURA DE PORTO ALEGRE SOB PALMAS: NÃO É TRAIÇÃO A QUEM O ELEGEU?
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on Mar 30th, 2010 at 10:20 pm
E eu acredito que a Cris tenha feito a mesma defesa do Tarso em 2002. Ela e a RBS…