Emir Sader escreve na Carta Maior sobre como o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, ficou furioso com a divulgação, por integrantes de sua equipe econômica, de algumas medidas que pretende implementar caso seja ele. Se alguém aí pensou em “choque de gestão” , acertou. O resumo da obra seria o seguinte:
A primeira medida econômica de Serra seria um duro ajuste fiscal – como é típico dos governos neoliberais. Segundo revelado por dois membros da equipe econômica tucana, se promoveria a renegociação de contratos e o corte de despesas públicas – conforme o modelo do FMI. Esse seria o começo do “choque de gestão”, típico das gestões tucanas. “Ele vai entrar com medidas fiscais e até renegociação de alguns contratos”, disse a fonte tucana. ”As despesas da máquina pública estão sob um controle muito frouxo…”
Critica-se o aumento das despesas públicas, uma suposta queda na arrecadação e as desonerações feitas para resistir aos efeitos da crise mundial. Anuncia que estão vigilantes quanto à cotação do real frente ao dólar. O papel dos bancos públicos seria “relativizado”, de forma coerente com a privatização do Banespa, vendido ao banco espanhol Santander, assim como a colocação à venda da Nossa Caixa que, felizmente, foi resgatada pelo Banco do Brasil. Assim, São Paulo, o estado mais rico do país, não tem mais nenhum banco público. O candidato tucano preferiu liquidar o patrimônio para fazer estradas, que aparecem muito mais do que financiamentos subsidiados para casa própria, por exemplo, como faz o governo federal. “Relativizado” significa baixo perfil, Estado mínimo, conforme o receituário neoliberal, para que os bancos privados possam ser absolutizados, possam ocupar mais espaço ainda.
Diz o tucano, na entrevista a Reuters, que o fortalecimento dos bancos públicos contribuiria para “aumentar a pressão inflacionária, ao aquecer em demasia a atividade” (sic), preocupação prioritária dos neoliberais, que não aprendem com o governo Lula que se pode – e se deve – aumentar os salários e diminuir as taxas de juros que, em um marco de crescimento com distribuição de renda, não apresentam riscos inflacionários. “Não acho que os bancos públicos precisam ter uma política tão protagonista (sic) neste pós-crise”, afirma a fonte, de forma coerente. “Uma atuação menos arrojada, inclusive, poderia ser um dos caminhos para evitar a alta das taxas de juros a fim de controlar a inflação e as expectativas de preços”, comenta a Reuters, a partir da conversa com membros da equipe econômica tucana.
A equipe serrista considera exagerados os estímulos fiscais dados pelo governo Lula durante a crise. “Não precisava dar para toda a linha branca e depois para móveis…” Parece que seguem acreditando que o próprio mercado tem mecanismos próprios de reativação econômica. Apostam pouco na concretização de reformas como a tributária, em que o interesse seria apenas o de desonerar investimentos e folha de pagamento, sem nada que apontasse para uma estrutura tributária em que “quem ganha mais, paga mais”, como seria socialmente justo.
Foto: José Serra e Yeda Crusius, ontem (5), na Federasul, em Porto Alegre (Silvio Alves/Palácio Piratini)


on May 6th, 2010 at 4:43 pm
Ou seja, de volta aos tempos de FHC, sem a sutileza!
on May 6th, 2010 at 5:25 pm
O Desastre anunciado…
on May 6th, 2010 at 6:12 pm
Esta foto está impagável. A cara de pavor do Serra perto da Yedinha é indescritível!!!!
on May 6th, 2010 at 9:58 pm
A Yerda tirou no mínimo uns 500 mil votos do Serra com esta foto.
on May 7th, 2010 at 1:52 am
É o mesmo samba de uma nota só.
on May 7th, 2010 at 2:27 am
Essa foto parece a “Última Ceia”, cheia de santinhos… o Calvário está próximo!
on May 7th, 2010 at 9:15 am
Caros Marco e amigos do RS
A privatização em SP foi fundamentalista: até o SUS foi vendido (aos pedaços, porque os valentes tucanos não encaram briga de frente). Além disto, em SP houve (e há):
1 – perseguição a moviemntos sociais e sindicatos (a ordem é a PM – a Brigada Militar de vcs – baixar o sarrafo em grevista.
2 – perseguição a jornalistas que criticam qualquer aspecto do governo (demissão ou campanhas difamatórias na imprensa, outra safadeza tucana).
3 – SP tem uma infestação de pedágios: não se andfa 20 minutos em qualquer rodovia sem passar por uma pedágio
4 – Já falei da privatização do SUS, mas não falei das Organizações $ociai$, que “administram” hospitais públicos (sem pronto-socorro, porque PS tem fila e fila é coisa de pobre e vai aparecer mal na TV) mordendo uma grana pública sem prestação de contas.
5 – A “porcarização” da educação pública em SP, com progressão continuada, perseguição a professores (umas bordoadas em quem fizer greve) e desmanche do conteúdo programático.
6 – Obras tocadas na correria:
* asfalto que esfarela na marginal
* pontes que não suportam ventos de 50 Km/h (13.6m/s), equivalente a um temporal tropical
* Linha 4 do metro com desabamentos, ruínas e outros desastres.
Como engenheiro, sinto vergonha destas obras.
Vcs estão vendo o que espera o Brasil se este sujeito for eleito: além da sujeição completa aos intere$$e$ norte-americanos; a insistência no neo-liberalismo zumbi