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A sustentabilidade da governadora Yeda

Paulo Mendes Filho (*)

A sustentabilidade ambiental passa longe do imaginário da governadora e de sua equipe de Governo. Pelo contrário, faz tudo contra a sustentabilidade. Empoderando o agronegócio em detrimento da agricultura familiar, o uso de veneno em detrimento da agricultura orgânica, a monoculura em detrimento da agricultura diversificada age contra a biodiversidade. Enfraqueceu a Secretaria da Agricultura, disponibilizando o orçamento ao menor nível da sua história, e desestruturou totalmente a Secretaria de Meio Ambiente.

No mesmo ritmo, mandou embora mais de 500 técnicos qualificados da Emater-RS. Desfez o zoneamento da silvicultura elaborado na Fepam e FZB. Estimulou politicamente e economicamente o plantio dos transgênicos e da monocultura de soja em todo o Rio Grande do Sul. E por fim, no apagar das luzes, colocou a venda o MORRO SANTA TEREZA em Porto Alegre. Um dos únicos campos nativos de Porto Alegre, que faz parte do Bioma Pampa. Uma grande área verde que está sendo oferecida para a iniciativa privada por menos de 10% do seu valor de mercado.

Portanto, infelizmente, por tudo que estamos assistindo podemos afirmar que a governadora Yeda e seu governo são insustentáveis no Rio Grande do Sul. Colocar um artigo sobre biodiversidade é de um oportunismo característico deste governo. Mídia casada, um dia aterrisa o primeiro artigo sobre meio ambiente e no outro notícia sobre liberação de recursos do Banco Mundial para o Bioma Pampa. Mas que mágica a governadora pretende fazer? Se o seu governo modificou o zoneamento da silvicultura e já acertou a ocupação do Bioma Pampa com paus de eucaliptos. Agora pretende posar de ambientalista. O que é isso? Depois de iniciado o mais agressivo plano de destruição do Bioma Pampa joga para a torcida afirmando que chegou “a vez do pampa”. Mas que grande piada.

Falar de Biodiversidade em artigo, noticiar recursos do Banco Mundial para o Bioma Pampa e ao mesmo tempo estimular a monocultura que vai retirar milhares de agricultores familiares do campo, degradar o ambiente e comprometer o futuro de toda a Metade Sul é no mínimo uma grande contradição. Não passa de recursos de palanque e como se diz no popular “um olho na gata e outro no peixe”.

Precisamos ficar muito atentos. Primeiro, se o recurso do Banco Mundial vai chegar de fato. Se chegar, atenção dobrada, para acompanhar onde será aplicado. O Rio Grande precisa de sustentabilidade, luta, mobilização e uma overdose de verdade, mas a governadora continua insistindo apenas na sustentabilidade de seu governo.

(*) Diretor do Semapi Sindicato, Secretario de Meio Ambiente da CUT-RS

10 Comentários on “A sustentabilidade da governadora Yeda”

  1. #1 Ary
    on May 26th, 2010 at 10:03 pm

    Precisamos de um Lutz para ir ao Banco Mundial e dizer que os recursos não podem vir. Yeda Casanova só está preocupada com o “meu ambiente”. Eu tenho um sonho: Ver Yeda e sua turma trabalhando numa faixa de domínio, vestindo laranja e usando tornozeleiras.

  2. #2 Ary
    on May 26th, 2010 at 10:06 pm

    Esqueci de dizer: Sustentabilidade para Yeda Casanova significa apenas votos suficentes na AL. É assim que ela se sustenta.

  3. #3 elektrofossile
    on May 26th, 2010 at 11:22 pm

    Quer mais desastre ambiental do que fechar o Palácio Piratini? Nem a BP conseguiu maior desastre no Golfo do México do que a ex-governadora em exercício, sô!

  4. #4 jumaria
    on May 27th, 2010 at 2:21 am

    Ora Sr. Paulo a grana do Banco Mundial é a FUNDO PERDIDO foi o que li no CP do dia 26, então a aplicação já está decidida, é verba para a campanha de reeleição da cara -de -pau.

  5. #5 Ronin
    on May 27th, 2010 at 9:11 am

    Então é apenas um premio de consolação já que a grana não saiu por razões técnicas??kkkkkkkk

  6. #6 CLAUDIAO
    on May 27th, 2010 at 9:58 am

    Paulinho,

    é isso aí mesmo! Falar em alavancar a sustentabilidade do Pampa (2/3 do território gaúcho) com R$ 5 milhoes e 900 produtores é piada! É como querer acabar com a seca com 3 mil açudes!
    Somos 500 mil famílias no campo , senhora desgovernadora! Nao esquecemos que a senhora demitiu 500 técnicos da EMATER, aplicou o menor orçamento da agricultura em toda a história e exterminou todos os programas para a agricultura familiar!
    E agora, para alavancar sua reputaçao, Yoda Casanova vendeu metade do Banrisul para fazer acesso asfáltico e garantir apoios fisiológicos!

  7. #7 Simão Bacamarte
    on May 27th, 2010 at 11:07 am

    Sempre que Simão vê este clichêzinho de “sustentabilidade” estampado em algum lugar, ele se pergunta: sustentabilidade do quê, exatamente?

    Em certo sentido, a desgovernadora usa de boa fé quando emprega esta palavrinha bonita. Ela e sua matilha de hienas querem sim a sustentabilidade. De um projeto predador, subserviente a interesses desumanizantes, a sustentabilidade ad eternum da desfaçatez, da irresponsabilidade e da destruição de tudo que é público e serve ao bem comum.

  8. #8
    on May 27th, 2010 at 4:56 pm

    mas tu queria o que, já que o grande apoio da jabiraca vem do nefando (pra não dizer outra coisa) partido da propina, o partido de 11 entre 10 latifundiários guascas, bem como das papeleiras, grileiros urbanos, etc?

  9. #9 Lorena
    on May 28th, 2010 at 7:20 pm

    É isso aí Paulinho. Já que esta mídia vendida não publica o que verdadeiramente interessa a população temos que usar a internet.

  10. #10 Falcão
    on Jun 1st, 2010 at 8:19 pm

    É isso aì Paulinho, um desgoverno destes não pode ser poupado. O Enfraquecimento da extensão rural foi muito além da perda dos valorosos 500 ou mais colegas, é a busca do descrédito de umserviço que está a mais de 50 anos mudando a vida de milhares de familias neste Estado. “Mas não podemo se entregá prás mulher amigo e companheiro”. Abraços
    Falcão

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