
A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades e provocar medidas para promover a recuperação do Monumento aos Açorianos, em Porto Alegre. A obra, de autoria do escultor Carlos Gustavo Tenius, foi construída na década de 70 em homenagem à chegada dos primeiros casais de açorianos que povoaram a cidade. Segundo a promotora de Justiça Ana Maria Moreira Marchesan, o inquérito foi motivado pela deterioração especialmente na base do Monumento. As peças de aço estão corroídas em decorrência da acidez natural da terra e da urina de pessoas e animais.
O autor do Monumento foi ouvido, segunda-feira (31), pela promotora Ana Marchesan. Tenius relatou que já houve tentativas de recuperação do Monumento por parte do Município, mas nenhuma bem sucedida, sob a alegação da falta de recursos. “As chapas que o sustentam estão se desmanchando. A corrosão é inevitável. Qualquer dia o Monumento vai adernar”, alertou.
A promotora informou que o Ministério Público buscará soluções para o problema junto à Prefeitura de Porto Alegre. Posteriormente, será avaliada a necessidade de ajuizamento de uma ação civil pública contra o Executivo municipal.
O Monumento aos Açorianos foi inaugurado em 1974. Segundo Carlos Tenius, sua construção foi feita a pedido do então prefeito de Porto Alegre Telmo Thompson Flores, que queria uma obra de arte próxima de cada viaduto construído na cidade. Localizado no Largo dos Açorianos, que também abriga a histórica Ponte de Pedra, a estrutura lembra uma caravela formada por corpos humanos, e pretende representar a vitória e o progresso. Hoje representa também o abandono e a falta de cuidado.
As informações são da Agência de Notícias do MP.
Fotos: Marco Quintana/Agência de Notícias do MP

on Jun 2nd, 2010 at 7:28 pm
SABE O QUE OS MALLANDROS DA PMPA VÃO FAZER…? ADIVINHEM? UMA PARCERIA COM ALGUM REFRI…MAS É OU NÃO É DOSE?
on Jun 2nd, 2010 at 8:48 pm
Esta gestão não dá a menor bola para Cultura.
Vide o caso do Araújo Vianna que está entregue às traças e baratas, apenas com alguns tapumes tentando sugerir obras. Também, depois de 5 anos…
O pior é que querem sediar a Copa. Com a cidade e seus equipamentos desta maneira.
Pobre do Tenius vendo sua obra ser corroida pelo descaso e a urina dos humanios e animais…
on Jun 2nd, 2010 at 10:41 pm
Este monumento é a cara dos que administram POA. A deterioração está por toda a parte…
on Jun 2nd, 2010 at 11:04 pm
Esse monumento é muito feio,credo !
Melhor tirar e plantar uma lindo IPÊ.
Abraço no blog
on Jun 2nd, 2010 at 11:52 pm
O Senhores não acreditam mas há uma idéia(?): retirar os monumentos de POA, PODE?????
on Jun 3rd, 2010 at 2:53 pm
O prefeito José Fortunati e seu antecessor, o candidato ao governo estadual José Fogaça criaram um modelo novo de administrar. O de deixar apodrecer para, depois, pegar recursos, de preferência federal, para arrumar tudo o que deveria ser conservado. Visível não é só Monumento aos Açorianos, tem o Auditório Araújo Viana e outros que passamos desapercebido até que venham a cair em cima de alguém. Há aqueles, longe da vista do transeunte comum, dentro das secretárias e seus departamentos em semelhantes condições.
Que seja bem-vindo os recursos federais.
Ah! o nome do projeto desta administração chama-se PORTO ALEGRE SEM NINGUÉM e qualquer alusão a uma possível série de TV é indevida, pois a série é que se inspirou no projeto da gestão do município. Fogaça e Fortunati deveriam pedir ressarcimento.
on Jun 3rd, 2010 at 6:26 pm
Se o prefeito deixou uma obra quebrada por mais de 4 anos, (FONTE DE TALAVEIRA) bem na frente da Prefeitura, o que esperar dos cuidados com o “LAÇADOR”, Monumento dos AÇORIANOS, auditório ARAÚJO VIANNA e outras obras desta cidade?
on Jun 3rd, 2010 at 7:09 pm
INACREDITÁVEL! A frase: “POR UMA PORTO ALEGRE LIMPA”, foi apagada, imediatamente, pela administração municipal. Enquanto a degradação e o sucateamento se alastra por todos os espaços de Porto Alegre, nem um gesto é emitido para solucionar tais problemas, como: (vou citar apenas um) o percurso dos pedestre, em especial, o estado deplorável das calaçadas.