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A falência do discurso que defende a venda de bens públicos para resolver problemas públicos

O texto que abre a coluna de hoje de Rosane de Oliveira em Zero Hora é um bom resumo da falência do discurso que vem, na maior parte do tempo, governando o Rio Grande do Sul nas últimas décadas. A jornalista defende o projeto de venda de uma área equivalente à metade do Morro Santa Tereza, argumentando que somente em um “Estado ideal” a referida área poderia ser preservada como uma área pública, como “uma imensa área verde”, exemplifica. Como o Rio Grande do Sul não é um Estado ideal é preciso passar o terreno nos cobres. O discurso não é novo. Trata-se da mesma lógica argumentativa que justificou, por exemplo, as privatizações implementadas pelo governo Antônio Britto (PMDB). Aliás, para o campo político que governou o Estado em 12 dos últimos 16 anos, a única forma de enfrentar a “falência do Estado” é enfraquecendo ainda mais o Estado, vendendo patrimônio público, desmontando políticas sociais, implantando choques de gestão onde as primeiras vítimas são a educação, a saúde e a segurança. E, quanto mais o Estado fica enfraquecido, mais se usa o discurso da “falência do Estado” para enfraquecê-lo ainda mais.

Depois, diante dos problemas agravados por esse aprofundamento da “falência do Estado” dilui-se a responsabilidade numa história que não tem nomes nem partidos. Os problemas viram problemas de “sucessivas administrações”. Essas administrações só têm nomes e certidão de batismo quando ousam tocar outra música.

“O Rio Grande do Sul não é um Estado ideal. Não se pode mais esperar por soluções mágicas”, escreve a colunista de ZH. Essa é a disjuntiva apresentada como sendo expressão do realismo e do bom senso. Quem se opõe ao projeto da venda de metade do Morro Santa Tereza, por suspeitar que as motivações do projeto têm mais a ver com desejos imobiliários do que com qualquer outra coisa, é adepto de “soluções mágicas”. Só com a venda da área o Rio Grande do Sul encontrará solução para o atendimento de seus adolescentes infratores.

Sem vender o terreno, como financiar a reestruturação? – pergunta Rosane de Oliveira. Ou, dito de outro modo, sem vender patrimônio público como financiar políticas públicas? Esse discurso empoeirado e anacrônico vem sendo repetido monotonamente nas últimas décadas.

Cabe lembrar o espírito público de um de seus mais entusiasmados defensores, o ex-governador Antônio Britto, que deixou seu governo pela porta dos fundos do Palácio Piratini e foi ganhar dinheiro na iniciativa privada que não gosta de “soluções mágicas” e que não se cansa de denunciar a “falência do Estado”. Menos, é claro, quando ela própria está ameaçada pela falência, e aí bate às portas do Estado para “pedir uma ajuda”. Entre uma crise e outra, entre uma apropriação privada de recursos públicos e outra, esse discurso vai sendo atualizado com palavras que não conseguem disfarçar sua verdadeira natureza: privatizar (ou seja, tornar privado o que era público), aplicar choques (de gestão, de governança), adotar o zero como objetivo (tolerância zero, déficit zero…). Restringir, vender, dar choques, zerar…Esses são os termos desse discurso falido que não se cansa de consumir vorazmente os bens públicos e a denunciar a falência do que está consumindo.

Vídeo: Imagens & Edição de Josias Bervanger/Sul 21

22 Comentários on “A falência do discurso que defende a venda de bens públicos para resolver problemas públicos”

  1. #1 Rick
    on Jun 9th, 2010 at 10:08 am

    Como disse em post anterior, a abelhinha se traveste de cronista e tenta dar suas ferroadas, meio na base do morde e assopra.
    Pode enganar a alguns, que enrolados por discursos de “especialistas”, teimam em não exercer uma das funções primordiais da mente: o pensamento
    Em seu twitter ela ataca, curiosamente, a isenção de impostos à Arena do Grêmio, outro projeto polêmico. Não por discordância da essência, mas por que a isenção beneficia uma concorrente da Maiojama, braço imobiliário do grupo RBS.
    E assim vai se fazendo o jornalismo marrom no RS…

    Rick

  2. #2 Paulo
    on Jun 9th, 2010 at 10:40 am

    É impressionante como um discurso que não se sustenta no ar possa ter tanto eco como este.
    Não há projeto para a FASE, nwm, owlo há proposta sobre o que será feito na área (será vendida, mas para quem e com que objetivo), não . É curioso como o discurso fala em soluções mágicas quando se trata do Estado buscar alternativas, como se não fosse mágica a solução de vender a área para “desenvolver” Porto Alegre e solucionar os problemas da FASE…
    Enfim, o discurso encontra eco no vácuo daqueles que se recusam a pensar.

  3. #3 silvia
    on Jun 9th, 2010 at 10:41 am

    Não podemos esquecer que o PMDB, aliado e cúmplice do governo Yeda não teve a prestação de contas de 2005 – PASMEM -aprovada e ficará um ano sem receber a verba partidária, ou seja, precisam urgentemente FAZER CAIXA para a campanha, essa é a verdade…

  4. #4 Rodrigo Cardozo
    on Jun 9th, 2010 at 10:42 am

    [Ironia Mode On]
    Nossa, emocionante a defesa da RBS, Maiojama e da cronista dos pobres menores. Até correu uma lágrima aqui!
    [Ironia Mode Off]

    Cuidado Rosane! Tem um lugarzinho especial no inferno pra quem tenta ganhar dinheiro fácil usando crianças! O Grupo RBS está parecendo aquelas senhoras que colocam crianças nas sinaleira pedindo, tentando lucrar mais com a pena das pessoas. Mas não se enganem, chegando em casa é uma surra de vara verde que as crianças ganham pelo serviço.

  5. #5 Sobradinho
    on Jun 9th, 2010 at 11:12 am

    Como não poderia ser de outra forma, o grande projeto imobiliário que em breve será lançado no Sul do Brasil, conta com o apoio do Grupo RBS, conta também com Dep. Estaduais Aliados da Sra. Yeda, conta com apoio dos Vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre, conta com o apoio do ex-Pref. Fogaça e do atual Pref. Fortunati, em que se utilizam das crianças para vender o patrimônio público do povo do Rio Grande do Sul. Não é de hoje que as privatizações tomaram conta do erário público, sim para se beneficiarem, ora o projeto de privatização foi um fracasso total: conta da luz subiu acima da inflação, o telefone fixo subiu acima da inflação, o telefone celular nem se fala, afora outros órgãos públicos que não puderam ser privatizados por falta de tempo. O que a sociedade colheu com as privatizações, nada, encareceu o custo de vista, não tem retorno de qualidade, isso sem falar nas privatizações que ocorreram nas estradas do RS,imagine que esta conta, também dos pedágios, quem paga é o cidadão,que paga impostos, este custo dos pedágios foi carregado para a mesa do povo gaúcho, por isto o custo de vista no Sul é tão caro, afinal o pedágio é uma exploração, não conseguiram fazer vingar a prorrogação dos pedágios, faltou dinheiro para as campanhas, vamos então vender o patrimônio público do povo gaúcho, com isso vamos abastecer os partidos com dinheiro, muito dinheiro. Qual será o custo de cada voto dos Deputados Aliados do Parlamento Gaúcho com referência a venda da área da FASE. Dividido o voto pelo valor de venda do terreno. Infelizmente este é o Rio Grande que muitos políticos gostam, usufruir do bem público em prol do privado, um grande negócio, uma grande safadeza com o povo gaúcho, estão são os representantes do povo gaúcho. As eleições estão próximas, e isto será usado nos discursos do pleito, será o ônus para muitos partidos, quer queiram ou não.Questão de tempo.

  6. #6 Sammy
    on Jun 9th, 2010 at 12:35 pm

    “Esse discurso empoeirado e anacrônico vem sendo repetido monotonamente nas últimas décadas”. Me pergunto até q ponto esses discursos são anacrônicos; recorrentes e presentes, eles sempre são a solução para algo, geralmente apresentados como discurso para tornar o Estado eficaz e um investidor saudável e coerente. Portanto eles não parecem ser “elementos estranhos ao contexto temporal”. Lamentável.

  7. #7 armando
    on Jun 9th, 2010 at 1:27 pm

    Não vejo porquê o estado ficaria enfraquecido por vender uma área, qualquer que seja. É claro, desde que o processo de venda seja limpo e transparente. É inteligente otimizar recursos, seja em qualquer governo, mesmo o dessa mulher. Existem regras ambientais que protegem a área em questão, não importando quem detenha sua posse ou propriedade. Não se trata de desalojar os atuais ocupantes, mas sim de realocá-los de forma digna. Mas, convenhamos, a área não está sendo utilizada dentro das normas ambientais vigentes, no momento, não é verdade? Agora, considero demagógico desejar manter ocupações irregulares em área nobre, quando estas pessoas que ocuparam a área irregularmente possam ser realojadas de forma digna, e sem custo para elas, em locais não tão valorizados. Isso é racional. Por exemplo, a construção daqueles apartamentos na esquina da João Pessoa com Princeza Isabel, quando a área poderia ser permutada por um local menos valorizado, possibilitaria a construção de um número pelo menos 5 vezes maior de unidades habitacionais. Isso é racional. E o que foi feito no local, não. Espero que o senhor seja aberto a opiniões divergentes da sua – respeitosas – e publique meu comentário. Grato.

  8. #8 Jorge Ferreira
    on Jun 9th, 2010 at 2:10 pm

    Rosanes, Lasiers, Carolinas e outro tantos tem se caracterizado por venderem-se isentos mas na verdade serem porta vozes de um segmento da sociedade, aquele do lado em que está seu patrão. Par manter ou ampliar a carreira no grupo, vem com um discursinho de engana bobo e idiota, que aliás está se tornando a clientela preferida das Zhs e Vejas da vida. Depois os coitados da área comercial dessas empresas ficam enxendo o saco com inúmeros telefonemas implorando para que se volte assinar o jornaleco mixurica e vazio em que trabalham. Ainda prefiro os Túlios, bobinhos mas autênticos, não enganam ninguém pois todos sabem o que são e o que querem, e ainda pensam que tem crédito. Coitado do RS com um governo desses e com jornalistas amestrados para acobertá-lo

  9. #9 Juju
    on Jun 9th, 2010 at 2:21 pm

    Armando, entendo tua opinião sincera, e realmente acho que se as coisas fossem do jeito que falas, transparentes, planejadas, visando o bem comum, talvez pudesse haver um debate público sobre a venda ou não venda do terreno, por um valor razoável, com fiscalização sobre o qeu será feito,como e por quem. Acontece que é duro de engolir que em final de governo, este assunto seja colocado em pauta em caráter de urgência, já que, se a ideia é boa,como pensas, qualquer governo e quaisquer parlamentares aprovariam. Poderia haver tempo para as coisas serem melhor discutidas, mas aí vem as eleições e quem está no poder perde a “boquinha” de ganhar o seu “por fora” da venda do terreno. Só isso explica a urgência.
    Quanto as leis ambientais, pode acontecer o que aconteceu como estaleiro só. O terreno foi vendido por uma mixaria por que haviam leis que limitavam as construções ali. Qual nossa surpresa, que logo feita a venda, “surgiu” na câmara um projeto de emnda que perimitia que se construisse ali justamente os prédios que a construtura, que pagou preço de banana pelo terreno “trancado”, queria construir. Ora, se era para construir arranha céus na beira do rio, que pelo menos, vendessem o terreno pelo seu valor real.

  10. #10 claudia cardoso
    on Jun 9th, 2010 at 2:44 pm

    Com o agravante, de que Rosane Oliveira trabalha numa mídia que tem interesse direto na venda do Morro, através do braço imobiliário MAIOJAMA. Então, não há nada mais abusivo este comentário da abelhinha! Pena que suas ferroadas não tenham o mesmo destino de suas congêneres… Esta criatura já estaria extinta há tempos!

  11. #11 Luís
    on Jun 9th, 2010 at 3:08 pm

    Exatamente: o discurso continua porque encontra eco numa sociedade alienada e conservadora como a sociedade brasileira, e especialmente a gaúcha.
    Para mudar isto não bastam alguns governos ou algumas campanhas políticas limitadas, mas uma vasta experiência política.

  12. #12 Marcelo
    on Jun 9th, 2010 at 6:08 pm

    Rosane de Oliveira:
    Assim que os comentários contrários aos seus “posts-editoriais da rbs” no blog da Zeagá, começaram a ser maioria, passou a denominar os mesmos de “pichadores”.

    Antes da manifestação do MP com relação a execução do Eliseu Santos, quem ousasse dizer isso nos comentários era considerado “adepto da Teoria da Conspiração”

    Essa é nossa abelha-rainha.

  13. #13 Claudio Dode
    on Jun 9th, 2010 at 7:17 pm

    Eu acredito que ninguém, mas ninguém mesmo defende o modelo atual da Fase. Nem poderia, pelo menos honestamente. Eu acho, aliás, que se tem que fazer uma mudança radical na estrutura da Fase.

    Mas com certeza não se faz a mudança necessária com a simples construção de um ou de mil prédios novos.

    A reforma que se faz necessária e urgente deveria começar com uma estruturação do sistema, e no qual participassem todos os agentes e servidores, tais como, pedagogos, assistentes sociais, psicologos, enfim, aqueles que são capazes de mudar o paradigma da socialização dos jovens que estão.

    Que esta mudança seja feita em um predio novo é, também um ideal.Mas que o prédio novo seja a única proposta a ser discutida é pura enganação.

    Não existirá um reforma verdadeira na Fase patrocinada pela discussão de engenheiros, empreiteiros e negocistas com dirigentes de órgão públicos, que não se preocuparam nem com o presente deste jovens, muito menos com seu futuro. E e estes dirigentes de órgãos públicos normalmente estão mais preocupados com a ascençao política, e não raro na ascensão, digamos, social.

    Me preocupa é com a proximidade de uma eleição, e diga-se de passagem, deverá ser muito dispendiosa para os pretendentes do atual governo. E na véspera, surja um “negocião” deste tamanho.

  14. #14 Thomas Morus
    on Jun 9th, 2010 at 8:33 pm

    Tentei uma vez criticar a “ética” da Abelhuda no seu site questionando se o fato de ela trabalhar para os donos da Maiojama não a deixava como a defensora de um dos lados. Adivinhem se ela publicou…

    Senhores da Blogosfera do BEM (não do DEM) vamos colocar um site que capture as imagens dos comentários CENSURADOS!
    Que ao menos os DONOS da notícia passem vergonha de gritar a toda hora pela liberdade de imprensa (dos patrões).

  15. #15 clayton ricardo soares
    on Jun 9th, 2010 at 9:01 pm

    hoje é um dia bem feliz aqui em casa. Por força deste post, consegui convencer minha mulher a, finalmente, cancelar a assinatura desse miserável tablóide. Com direito a resistir às inúmeras tentativas de persuasão do operador, acusando a pobre colunista, a abelha rainha do atraso e do provincianismo identificado por Fernando Pessoa. Fim. Aqui em casa, não entram mais. E não levam mais meu dinheirinho. De quebra, não vou ter aqui, também, o coitado do Wianey. Vou tentar o Jornal do Comércio, para as notícias da paróquia. Tem, ao que parece, uma razoável redação, que compensa os colonistas. Nada é perfeito. (Viva a blogosfera!)

  16. #16 Jo
    on Jun 9th, 2010 at 9:27 pm

    Post maravilhoso. A simplicidade é mesmo uma coisa importante. Tanta névoa de interesses sonegados do espaço público que chega a causar horror. Usam os delinquentes por eles gestados e violam mais uma vez nossa inteligência. A empresa de comunicação tem uma empresa interessada na compra do terreno. É assim, não há posição que não a de uma empresa interessada na compra. Essa senhora de Oliveira que vá passar álcool com paninho na mesa do chefe, porque colunismo político não é comércio. RSUrgente ruleia.

  17. #17 Mariah
    on Jun 9th, 2010 at 10:16 pm

    Sim, claro, eu acredito que agora, justamente agora, a RBS está interessada em resolver os problemas da FASE. Não há nenhum interesse particular nisso… e dinheiro pra campanha da yeda e do fogaça não vai faltar.

  18. #18 Suzie
    on Jun 10th, 2010 at 12:54 am

    Quem vai comprar/adquirir os belíssimos imóveis ali construídos?
    Juízes, desembargadores, promotores, advogados bem pagos, alguns deputados bem “patrocinados”, alguns vereadores,alguns jornalistas, empresários…
    Quem eles acreditam que enganam?
    E para as campanhas em 2010, vai rolar o tutu.
    Imaginem , comprar por 100 milhões o “terreninho” e: vender cada imóvel por volta de 3 milhões(por baixo)…
    Quantos prédios cabem ali?
    Perto do Barra Shopping, do Jockey, do Pontal(que garanto não desistiram), dos seus barquinhos ancorados logo alí, do Beira Rio, do Museu Iberê Camargo,”obra” do Fernandinho, o mesmo empenhado na “venda”do terreninho, defensor das OSCIPES…criação de FFHH em 1999…
    Logo mais irão mandar as Escolas de Samba para a zona norte.
    A Prefeitura vai encarregar-se de “embelezar” o local.
    Quem merece?

  19. #19 Suzie
    on Jun 10th, 2010 at 1:14 am

    Lembrei de outras “ligações” planejadas…
    Lembrei dos “Portais da Cidade” são PPP(não vai faltar parceria privada), retiram os onibus do “caminho”, rapidamente todos(as) proprietários dos imóveis, chegam com seus importados no trabalho, ficam próximos das casas maçomicas, de seus escritórios privados…
    Lembrei também daquele MEGAPROJETO para a copa, no Beira Rio, com prédios imensos…
    Sem contar o “golpe” do metrô patrocinado pelo Governo Federal que queriam até o Beira Rio…
    Chego a sentir um soco no estômago!
    É de dar nojo!!!!!!!!!!!!!

  20. #20 Suzie
    on Jun 10th, 2010 at 1:18 am

    Corrigindo: casas maçonicas…
    Falo sobre este assunto, porque vivo cercada por elas.
    Encontro nas saídas: deputados, juízes, vereadores…batendo papo após reuniões.

  21. #21 Luis Armidoro
    on Jun 10th, 2010 at 8:39 am

    Caros Marco e amigos do RS:

    Mais um exemplo do choque de “jestão” (com j de jegue) tucano em SP (não se esquecem que o fantoche que governa vcs logo terá estas idéias): o (des)Governo do estado de SP irá ANTECIPAR receitas de concessões rodoviárias (privatizadas em 1998) para fazer caixa. Assim, as conce$$ionárias não darão uma grana para o Poder Público entre 2011 e 2018. Em SP, além de destruir o presente, os tucanos se empenham em exterminar o futuro

  22. #22 armando
    on Jun 11th, 2010 at 8:49 pm

    Juju, replicando teu reply, te digo: se o problema é desconfiança na atual detentora do poder (também não gosto nem confio nela) então apresentem uma emenda ao projeto onde conste que somente no exercício de 2011 possa ser efetivada a alienação da área. Defina os critérios agora, operacionalize com o próximo governante, seja quem for. Considero óbvio que não será a tya. Esta desculpa de “falta de tempo para debater” é utilizada, por exemplo, desde que o detestável Brossard era deputado, por esse mesmo. Arruma outra.
    Quanto à área do estaleiro, foi vendida em leilão por quem mais pagou. Depois mudaram a regra do jogo. Não tenho nada a ver com o comprador, mas convenhamos…
    Francamente, que argumentos fracos.
    (ao leitor que não entendeu nada, peço que leia meu comentário mais acima).

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