Quem e por que decidiu terminar com as carroças e os carrinhos de papeleiros em Porto Alegre? Quais foram as razões invocadas para que se conseguisse aprovar uma lei que prevê a proibição quase total de sua circulação na cidade num prazo de oito anos, mais exatamente no período 2008-2016?
Um argumento largamente utilizado – certamente o mais aceito – é o suposto prejuízo que trazem ao precário, ao caótico trânsito da cidade. Ninguém que tenha um mínimo de bom senso vai dizer o contrário, que as carroças e os carrinhos não causam nenhum prejuízo à circulação dos demais veículos. Mas também é verdade que nem as carroças e nem carrinheiros são o principal problema.
O crescente caos do nosso trânsito – todo mundo sabe – decorre do desenfreado aumento da frota de automóveis que circulam nas nossas cidades. Seu número duplicou em menos de dez anos, e cresce, todo ano, 7%, ou até 8%. Aqui em Porto Alegre são mais de 660 mil veículos automotores, na grande maioria, automóveis que, juntos com as motos – cuja frota “explodiu” nos últimos anos – paulatinamente substituem o transporte coletivo.
Os ônibus circulam cada vez mais vazios: nesta última década o número de passageiros por eles transportados caiu 30%. Por que as pessoas não andam mais de ônibus? Por que as vias expressas são insuficientes ou ineficientes e eles circulam à mesma velocidade ou até em velocidade menor que a dos automóveis. Aqui em Porto Alegre, especialmente, os corredores existentes aguardam uma ampla reformulação e reestruturação através do sistema BRT (Bus Rapid Transit), anunciado há vários anos, mas que pouco avançou. Faltam iniciativas e investimento público para pelo menos amenizar os problemas de circulação. Estudo da Fundação Getulio Vargas calcula em mais de 30 bilhões de reais os prejuízos anuais causados às populações de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro pelos congestionamentos do trânsito.
Mas os técnicos são unânimes em afirmar que a melhoria do transporte público é providência meramente mitigadora e que deverá ser necessariamente combinada com a limitação da circulação de automóveis na cidade. São Paulo com o rodízio das placas retira de circulação um milhão de automóveis a cada dia, número que já se torna insuficiente e que indica claramente a urgente necessidade de limitar ainda mais a sua circulação. Estranhamente aqui em Porto Alegre este importante tema ainda não entrou em pauta.
Vê-se que os vereadores erraram feio no foco e um Executivo municipal sempre omisso – relembrem o recente episódio do Pontal do Estaleiro – ratificou o absurdo. Eles se preocuparam em proibir a circulação de 7 ou 8 mil carroças – ninguém sabe o número certo – em vez de enfrentar o verdadeiro problema: a limitação da circulação dos quase 700 mil automóveis da cidade. Se fosse um faroeste, diríamos que o “xerife”, temeroso de enfrentar o bando de perigosos pistoleiros, bota na cadeia aquele velhinho inofensivo que se embriagava lá no fundo no saloon.
Uma segunda linha de argumentos, melhor seria dizer, de motivações, já bem menos consistente, mas concreta, é de que as carroças são um “símbolo do nosso atraso” e, como tal, poderão macular nosso “cartão de visitas”, causando uma má impressão aos turistas, especialmente em anos próximos e que antecedem uma Copa do Mundo. Elas revelam uma pobreza indesejada e repudiada, significam subemprego e ocupação marginal, algo que nos envergonha e que, portanto, não deve ser mostrado. É como aquela família que ignora seus parentes obscuros, pobres, que enterra aquela parte do seu passado “cinzento”, nebuloso. Ou do pai, que esconde aquele filho que teve azar na loteria genética.
Por fim, temos a argumentação de que as carroças e os carroceiros devem deixar de existir para não ocorram mais os freqüentes maus tratos aos cavalos. Ora a fragilidade desta tese é evidente. Primeiro: é claro que os maus tratos existem, mas devem constituir a exceção e não a regra. Um trabalho de assistência, reeducação dos carroceiros violentos ou “mal educados” se não for a solução, pelo menos amenizaria o problema.
As discussões, os preconceitos e as tese anti-carroças e carrinheiros existem há muitos anos, já alimentaram iniciativas legislativas no passado, felizmente mal sucedidas. Voltaram à tona no ano de 2008, através de um projeto de lei de origem legislativa de autoria do vereador Sebastião Melo (PMDB).
O projeto tem evidente vício de origem, pois propõe uma proibição que tem como pré-requisito a existência de um programa de reciclagem e treinamento de um grande contingente de população – se afirma que são mais de 12 mil trabalhadores, que sustentam mais de 30 mil pessoas -, com garantia de geração emprego e renda compatível. Por se tratar de uma população de baixa renda, uma avaliação das condições de saúde e um programa de assistência médica e monitoramento de assistência social se torna necessário. Pasmem: nada disso existia previamente. Pior ainda, não existe hoje, como veremos. Não há dúvida alguma: a sanção pelo prefeito Fogaça do projeto aprovado pela Câmara, originando a lei 10.531, de setembro de 2008 foi um gigantesco equívoco. Um atropelo eivado de omissão, preconceito e autoritarismo. Colocou-se a “carreta na frente dos bois”: no caso específico, a carroça à frente do cavalo. (continua…)


on Jun 26th, 2010 at 12:05 pm
Não me leve a mal, Paulo. Entendo cada colocação e as respeito. Mas tapar o sol com a peneira, ou com discurso, não funciona no mundo real. Primeiro, a explosão da venda de carros vem do aumento do poder de compra da população brasileira, pela redução de impostos do governo federal que faz as montadoras quebrarem recorde atrás de recorde de vendas e a idéia de ascênsão social através do carro, que existe em TODAS as classes sociais, afinal, quem não gosta de ter um carro na garagem. Sem falar nas facilidades de financiamento, hoje compra-se um carro zero sem entrada, com a primeira prestação para o mês de setembro.
Não tenho nenhum tipo de preconceito com os carroceiros, na verdade, me considero uma pessoa de mente aberta, espairecida, não tenho preconceitos na minha vida. Mas já comentei aqui no blog do Marco, quem quiser, próxima quarta, é meu convidado para tomar café da manhã comigo na sacada do meu apartamento na rua Luis Affonso, entre José do Patrocínio e João Alfredo, e ver com seus próprios olhos o “higiênico” trabalho de reciclagem feito no meio da calçada e o estado em que a calçada fica depois. Quarta-feira passada uma espécie de camada de gordura ficou impregnada no chão, ao ponto de as pessoas escorregarem, sem falar no cheiro insuportável dessa gordura. Foi preciso chamar uma empresa com um lava-jato pelo condomínio para fazer a limpeza.
É preciso sim dar oportunidades de reinsersção para os carroceiros, a questão prática é muito simples, Porto Alegre não comporta mais carroças, seja o motivo que for. Estético, viário, sanitário, humanitário, todas as razões tem seus fundametnos. Tenho a impressão que alguns defensores das carroças gostam delas por uma espécie de “lembrete” a população a situação social que existe em torno dos bolsões “Padre Chagas” que existem em Porto Alegre. Que tal depois deixarmos a população gigantesca de mendigos sem nenhuma forma de assistência como lembrete também?
Tenho por norma nunca deixar minhas convicções políticas cegarem minha razão, e esse é um caso. Não quero que os carroceiros passem por uma “limpeza étnica”, nem que sejam simplesmente proibidos e jogados a própria sorte. Mas não posso usar um enxergão e ignorar a realidade. Tivemos alternativas de transporte como o Aeromóvel(sabotado pelo lobby da ATP), e fala-se no famoso Metrô de Porto Alegre(que talvez os filhos que eu venha a ter desfrutem dele), nenhuma foi aproveitada por NENHUM governo municipal. Agora, só resta encarar a realidade.
on Jun 26th, 2010 at 1:32 pm
Carroça é problema para o cidadão carroceiro e para o cidadão não-carroceiro.
Tô com o Fernando, alguma atitude precisa ser tomada.
Sou a favor da proibição havendo um projeto para encaminhar o pessoal que (sobre)vive da carroça.
on Jun 26th, 2010 at 6:02 pm
Com relação a situação dos carroceiros talvez não seja necessário acrescentar mais comentários o texto por si só resume de forma clara e objetiva a que ponto chegamos, convenhamos e reconhecemos que não existe uma política social por parte da Pref. Mun.POA com relação aos dois prefeitos, Fogaça ou Fortunati, aliás muito interessante tivemos uma só eleição e temos como resultado dois Prefeitos, o primeiro Sr. Fogaça abandonou, o outro, muito oportunista, pois dificilmente se elegeria abraçou o barco, que por sua vez está afundando em sérios problemas que vão da ética e o cuidado com dinheiro público, infelizmente, os dois não correspondem aos anseios de uma sociedade honesta e séria. Voltando ao assunto dos carroceiros, visto não haver um projeto ao alcance desta população, certamente iremos criar mais um sério problema social dentro do contexto da sociedade, aliás existe muito Agente Público que não gosta de pobres, o que fazer com eles neste momento, esconder os mesmos, tirar os mesmos das ruas com suas carroças e jogá-los a própria sorte. É evidente que a Pref. MUn. POA terá que implementar um projeto de imediato, estão esperando o que, certamente deixarão o problema se estender até que não haja solução para os mesmos, e aí irão apreender as carroças e prender os seus condutores.
Por que a EPTC não emplacou todas as carroças e fez um levantamento da situação social dos mesmos, porque não quis, esperou que um Ver. POA Sr. Sebastião apresentasse um projeto para acabar com os carroceiros, afinal qual foi a proposta para os mesmos por parte do Vereador, nenhuma.
Certamente, o mesmo obteve um grande número de votos ao se eleger com este propósito.
Quero deixar claro que não sou contra os carroceiros, mas que precisamos achar uma alternativa de trabalho para os mesmos, isto não resta dúvida ou este problema tomará proporções.
O que está faltando por parte do erário municipal é respeito com o cidadão que não teve oportunidade na sociedade, infelizmente para muita gente este tipo de cidadão não interessa ao convívio da sociedade e é desta forma que a Pref. Mun. POA está deixando transparecer neste momento.
on Jun 26th, 2010 at 6:44 pm
Caro Fernando, no geral, concordo contigo. Essa história das carroças é injustificável. Muitas delas são “pilotadas” por adolescentes e até por crianças de 10 ou 12 anos, algumas vezes assustadas, noutras se divertindo com os riscos que correm no trânsito; é óbvio que a situação é absurda. Quanto aos cavalos, caro Paulo, os maus tratos não são exceção, são a regra; não acredito em programa algum de reeducação e é inadmissível vermos todos os dias estes animais sendo torturadados pelas ruas, sangrando, sob frio e chuva, subindo lombas com cargas pesadíssimas, às vezes caindo ao chão exaustos e sendo chicoteados como a triste cena do livro Dostoievski. E, por favor, não me acusem de me preocupar mais com os cavalos do que com os carroceiros, porque isso seria o tipo de argumento populista; ou lutamos por uma sociedade que protege os mais indefesos, entre estes, os animais, ou é a barbárie. Não suporto o governo Fogaça-Fortunati, não acredito nas suas intenções com relação a este tema e nem que tenham competência para resolver o caso. Mas não concordo com a tentativa de defender a manutenção desta situação das carroças com argumentos do varejo político. A solução é complicada, passa por programas sociais amplos, programas de reinserção no mundo do trabalho e investimento de verdade em transporte coletivo, todos sabemos; mas manter daqui pra frente este festival mórbido das carroças é um erro.
on Jun 26th, 2010 at 10:50 pm
Eu também sou contra ter carroças,puxadas por estes pobres e torturados animais!Já me incomodei muito,quando assisto estes criminosos,baterem nos lombos destes animais,que já aparecem os ossos,e as feridas enormes,que estão infeccionadas sem o mínio de tratamento!Os carroceiros,precisam sim trabalhar,pois tem que sustentarem 10 filhos,com mais de 3 mulheres,e não querem jamais fazerem uma vasectomia,enquanto uma mulher leva 9 meses para dar a luz,estes homens,podem fazer ´mais de 200 filhos por ai,e haja cavalo,e haja,governos para sustentarem com bolsa-família e outros quetais,estas criaturas que não tem responsabilidade nenhuma com a família,ainda menos ainda com um pobre animal,q é mais humano,do que estas criaturas,sem coração!Torço para o Tarso Genro e a Dilma ganharem,pois tenho certesa,que êles darão um jeito nesta situação,humanizando mais estes carrascos!!!
on Jun 27th, 2010 at 8:47 am
Não tenho nada contra os cavalos, nem nada contra os carroceiros. Acho até que deveriamos ter uma regularização do setor. Vamos lá então:
Para mantermos as carroças devemos criar vias carroçáveis com bebedouros para a pata de obra eqüina de 4 em 4 quilômetros. O relho teria que ser de cetim e para fiscalizar este trânsito criariamos os marronzinhos. Seria criada a carteira nacional de habilitação de de carroceiros e os quadrúpedes teriam que freqüentar a escola nacional de adestramento de eqüinos e similares. Após 8 anos de serviço os eqüinos e similares seriam aposentados pelo INSS.
on Jun 27th, 2010 at 12:58 pm
Carrinhos Elétricos para catadores de Papel
http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?82061&PHPSESSID=24d5e8e05a347e1a7f58255e8aa8df60
Em Brasília há triciclos à Diesel substituindo carroças.
Tem que achar uma alternativa prá esses trabalhadores .
http://www.lixobrasil.com.br/index.php/materia/81-uma-experiencia-que-tirou-carrocas-da-rua-
Na minha rua, eu adoro quando passa o reciclador de carroça,pois o caminhão de lixo é Seletivo,só leva o que quer,e o resto fica espalhado na rua.
O reciclador de carroça,leva tudinho, ao contrário da rua do Fernando.
Deveriam criar mais cooperativas de reciclagem.
Abraço no blog
on Jun 27th, 2010 at 1:20 pm
A carroça e o cavalo são problema,mas o problemão maior é esse aí:
http://www.mafiadolixo.com/2009/04/dmlu-de-porto-alegre-envia-%E2%80%98toneladas%E2%80%99-de-entulhos-para-serem-enterradas-no-aterro-da-sil-solucoes-ambientais-em-minas-de-leao/
Daqui à pouco vamos ficar soterrados em lixo,culpando os carroceiros.
on Jun 27th, 2010 at 7:56 pm
Terezinha e Sueli: Obrigado por mencionarem os cavalos e os maus tratos – as verdadeiras vítimas de um processo que se afirma apenas a partir de uma visão utilitarista das demais formas de vida. Diversão, alimentação, cobaia e trabalho: É assim que a “humanidade” impõe a relação com os não humanos. Isso, um dia vai acabar. E vai acabar mal. E o ônus será do homem.
on Jun 28th, 2010 at 9:02 am
Remindo: excelente o teu senso de humor. Vias carroçáveis, relhos de cetim, escola nacional de adestramento para equinos, ótimo! Só não dá para concordar com a aposentadoria aos oito anos, não podemos contribuir para agravar o desequilíbrio das finanças previdenciárias do país. Embora a gente não deva perder o bom humor, a questão é seria porque o poder público proibe, cerceia uma atividade, sem ter condições ou sequer intenção de dar uma solução séria para o problema. E o resultado final é mais miséria, mais marginalidade. Um abraço
Paulo Muzell
on Jun 28th, 2010 at 9:38 am
Alguns, aparentemente, gostariam de confinar os carroceiros e suas famílias em uma ilha do Guaíba, cercada por arames farpados eletrificados.
Após isso passariam a olhar, com orgulho, o trânsito repleto de automóveis reluzentes, cada com uma pessoa dentro.
Só tem uma coisa que destoaria desse visual: esses ônibus grandes e fora de moda. Após as carroças vão fazer uma grande campanha para proibir esses ônibus feios de circular. Ou somente circularão da meia noite às 5 da madrugada.
Depois serão as lotações e os táxis.
Os táxis talvez não, pois só gente chique pode pagar por eles.
Realmente é uma forma de ver as coisas.
on Jun 28th, 2010 at 10:50 am
Simão espera que a associação dos carroceiros, que no mais apóia de rebenque erguido, atue preventiva e corretivamente no que diz respeito aos maus tratos. E viva a Dona Palmira.
on Jun 28th, 2010 at 1:36 pm
O próximo projeto (deveria ser dejeto) vai ser pra tirar os pobres de circulção das ruas e dos bairros de Porto Alegre. Aguardem !
on Jun 28th, 2010 at 7:00 pm
Concordo com o Remindo em relação aos não humanos terem algum direito à aposentadoria. Afinal, por que precisam trabalhar (com maus tratos) até o fim da vida?
on Jun 28th, 2010 at 7:51 pm
Ary,muito obrigado pelo apoio,eu não posso fingir e apoiar tais crimes,porque são criminosos,quem tem coragem de espancar e submeter estes pobres cavalos,a carregar um pêso superior as forças deles!!!Eu parei carroças,eu retirei da AV.Ipiranga,dois cavalos assustados,que por um milagre de Deus,não foram atropelados e jogados encima de vários carros,causando uma tragégia!!!Queimei minhas mãos com as cordas q estavam,em volta dos pescoços dos dois equinos!Gritei,e pedi ajuda,aos motoristas,pois estava sendo arrastada pelos dois cavalos mas ninguém sequer veio me ajudar,então eu terminei de atravessar a Ipiranga,e levei os dois cavalos,á umm posto de Gazolina,que tem ali,perto da rua Chile,onde era a minha residência,e chamei a Brigada,o funcionário do posto Ipiranga,se negou a ficar com os cavalos,então eu pedi para êle me ajudar a amarrar com firmesa,os dois em uma árvore,provavelmente onde os carroceiros tinham deixados os animais ali,mal amarrados,e eu fiquei ali e a Brigada Militar,só veio depos de 2 horas!Eu cuidei dos animais,mal tratados,ali nos canteiros da Ipiranga!Eu com 1,50 de altura,pesando 50 k(na época)fiz isto,e é por isto,que eu detesto estes homens q aprisionam e maltratam os seres vivos,animais,vegetais e humanos!
on Jul 1st, 2010 at 1:31 am
Pois é, Teresinha. Sempre que eu leio sobre maltratos a animais, me lembro da saudosa Palmira Gobbi, de quando ela desceu o relho em um torturador de cavalos. Eu era criança na época, mas nunca me esqueci. Conheço também algumas histórias suas. São ambas mulheres de coragem, em cujos exemplos muitos marmanjos deviam se espelhar. Meus cumprimentos, e um grande abraço.
on Jul 1st, 2010 at 11:48 pm
Obrigado querido Marcos,a recíproca é verdadeira,um grande abraço para vc também!
on Jul 4th, 2010 at 10:14 pm
Marcos, sou leitora de seu blog, mas, nesse momento, discordo totalmente contigo. Todos os cavalos de tração sofrem maus-tratos, não é da natureza deles andar 8h, 12h por dia. Infelizmente, temos uma visão especista de que é normal explorar os animais, mas o que se faz é escravizar um animal que necessita de inúmeros recursos que um cachorreiro mal tem para si próprio. Indico-te o excelente documentário Vida de Cavalo, produzido pelo Instituto Nina Rosa, onde se fala da natureza dos equinos e suas necessidades. Reintero, que entendo o problema dos carroceiros, mas, para mim, é inadmissível a exploração de qualquer ser (independentemente de qual seja) tanto numa carroça, numa carrete, numa corrida ou afins.
on Jul 4th, 2010 at 11:14 pm
Obrigado pelo comentário, Priscila. Mas a tua discordância não é exatamente comigo, mas sim com o Paulo Muzell, que é o autor do texto. abraço.
on Nov 30th, 2010 at 2:43 pm
E o mais incrível (e triste) é que em nenhum momento o autor do texto se “lembrou” de mencionar os cavalos.
Por isso que quanto mais conheço os humanos, mais amo os animais.
on Apr 20th, 2011 at 4:21 pm
Gostaria de fazer algumas colocações, além de todos esses fatos com relação ao transito, que é um transtorno para quem precisa trafegar, é preciso considerar que através destas carroças existem crinaças e adolescentes em risco permanente, que precisam sofreviver que colaboram no sutento de suas familias e que não tem total culpa de não estar enserido no mercado de trabalho formal, por diversos motivos.
Entre esses motivos a falta de trabalho formal para seus pais, que não conseguem passar para seus filhos motivação para trabalhar, para viver inclusive pq subexistir em uma cidade grande é quase impossivel.
Com isso falta insentivo, oportunidade e DINHEIRO para que seus filhos não reproduzão a vida dos pais, vcs podem me questionar varias coisas, inclusive o planejamento familiar, eu diria, existem profissionais principalmente no serviço público, que é quem precisa dar conta disso, mas importante salientar que quem precisa da conta de tudo é os respons´veis pelo andamento desenvolvimento da UNIâo, enfatizo EXTREMAMENTE DESQUALIFICADOS pelo sociedade e pelo ESTADO, e EXTREMAMENTE QUALIFICADOS para desenvolver seu trabalho.
Só que não podemos somente pensar no NOSSO MUNDINHO, existe muito mais além disso, e inclusive pasmem!!!!! faizemos parte desse muito mais, querendo ou não, aceitando ou não,entendendo ou não.
Então caros esta na hora de para de criticar a subsistencias das familias de carroceiros e usa da influencia que “certos” tem e minimizar as dificuldadesx enfrentadas por todos os cidadão formalmente trabalhadores, e não esconder a sujeira para baixo do tapete!
Importante concordo que a situação está insuportavel, mas exixtem formos de pelo menos tentar reajustar certas coisa.