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Golfo do México: desastre dentro do desastre

As consequências trágicas da catástrofe ambiental no Golfo do México seguem sendo minimizadas pela imprensa brasileira. Até o caso envolvendo o goleiro Bruno, do Flamengo, vem ganhando maior destaque. A Copa do Mundo, obviamente, contribui para a secundarização da cobertura, mas não explica tudo. Para quem quiser se atualizar um pouco sobre o tema sugiro a leitura dos textos publicados hoje no jornal Sul 21 e no site de meteorologia MetSul, que fala sobre a possibilidade do agravamento do desastre com a chegada da temporada de furacões na região do Golfo:

Desastre dentro do desastre

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) confirmou nos últimos minutos da terça-feira que Alex se transformou no Golfo do México no primeiro furacão de 2010 no Atlântico (imagem abaixo), apesar de ser a segunda tempestade em 2010 a receber nome no oceano em decorrência da tempestade tropical Anita, na costa do Sul do Brasil, em março. O primeiro furacão do ano no Atlântico Norte se forma momento em que a região experimenta um drama.

O vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México (indicado no círculo escuro acima), o maior desastre ecológico da história americana, pode virar pesadelo. Tudo começou em junho (clique sobre as duas fotos abaixo para ampliar), quando uma explosão atingiu a plataforma da British Petroleum (BP). Desde então, e hoje é 72º dia de vazamento, milhões de litros de petróleo já vazaram no Golfo do México.

As conseqüências para o ecossistema da região são catastróficas, incalculáveis, e devem permanecer por tempo inimaginável, afinal até hoje se encontra óleo sob a areia no Alaska em face do acidente com o Exxon Valdez em 1989, portanto há 21 anos. As imagens abaixo, divulgadas pela organização ambientalista Greenpeace, dão a dimensão da tragédia ecológica que se abate neste momento no Golfo do México. (Clique aqui para ler mais)

Mais sobre o tema também no Sul 21

2 Comentários on “Golfo do México: desastre dentro do desastre”

  1. #1 edu
    on Jun 30th, 2010 at 9:55 pm

    Existe um dado, que pode ser maluco, mas nao conheco nenhum outro do genero, portanto la vai:

    “se o fluxo de petroleo continuar nos niveis atuais, em 18 meses todo o oceano Atlantico seria contaminado…”

    Alguem possui mais dados sobre o tema?

  2. #2 Silza Freire
    on Jul 6th, 2010 at 3:09 pm

    Olá, nada vai bem?
    Enviei um email a Petrobrás, perguntando a eles, porque eles não ajudam a solucionar o problema, afinal eles se vendem como modelo de tecnologia de ponta. E também os perguntei se um acidente dessa proporção viesse a contecer numa das plataformas brasileiras, já que eles não tem solução para ajudar no golfo do méxico, então seria uma catástrofe aqui também?
    Não me responderam até hoje.

    Silza Freire, artista arteira e ambientalista.

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