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Conheça a história de crimes da British Petroleum

Não é possível contar toda a história de canalhices da BP em poucas páginas, nem as conseqüências de seus negócios na geopolítica, na balança da guerra e da paz, na economia, no meio ambiente e no mundo em geral, envolvendo desde a política do Oriente Médio até pessoas sem posses, às vezes assassinadas em comunidades remotas. Essas notas oferecem apenas um vislumbre da enormidade de crimes cometidos por essa empresa. A BP não representa nenhuma exceção entre as empresas petroleiras nem entre as grandes corporações. Sua história, além do vazamento de petróleo no Golfo do México, constitui um exemplo mais de seu enorme poder e impunidade.

O primeiro golpe de estado da British Petroleum, na ocasião chamada Anglo-Iranian Oil Company, foi executado com a ajuda da CIA em 1953. Cinqüenta e sete anos mais tarde, seus golpes de estado consistem em usurpar, comprar ou driblar as funções do Estado. Hoje o Mineral Management Service (Serviço de Administração de Minerais), do Departamento do Interior dos Estados Unidos parece estar sob seu mando. Apenas onze dias antes da catástrofe do Golfo do México, a BP conseguiu para esta operação a “exclusão categórica” do estudo de impacto ambiental da National Envieronment Policy (Política Nacional Ambiental). O artigo é de Julie Wark, integrante do Conselho Editorial de SinPermiso.

3 Comentários on “Conheça a história de crimes da British Petroleum”

  1. #1 gaúcho
    on Jul 12th, 2010 at 9:44 am

    E se o vazamento fosse na Bacia de Campos?
    Paulo Ricardo da Rocha Paiva

    A tão invocada comunidade internacional pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, quando o assunto é Coreia do Norte ou Irã, parece, ainda não foi instada a demonstrar apreensão, temor, a sua indignação enfim ante a barbeiragem perpetrada pela British Petroleum no Golfo do México. É estranho, desde 20 de abril último, uma petrolífera britânica vem sendo cobrada pelo governo americano para debelar vazamento de óleo no mar, já considerado o maior desastre ambiental dos EUA, de graves prejuízos para o sistema ecológico no Atlântico Norte, e ninguém protesta! E se o desastre tivesse sido causado pela Petrobras nas plataformas da Bacia de Campos? Que prato feito para Obama e Cameron, que já fazem singrar atrevidas as suas esquadras nos mares do Sul. Sim, por que quem garante que nossa estatal estaria capacitada para, no mais curto prazo, fazer cessar o espargimento de petróleo que persiste até hoje? Imaginem como ficaria Lula, muito mais para pavão midiático do que para líder gestor de crises. Hillary, então, iria tripudiar sobre o chefe de uma Nação desarmada que, justiça seja feita, atiçado pela carta de Barack, “teria tornado o mundo mais perigoso pelo acordo costurado com o Irã”.

    De tudo isto, a grande realidade que não cala é que a expressão “comunidade internacional“, já faz tempo, é usada para escamotear a defesa de interesses dos todo-poderosos; existe um verdadeiro estamento, uma sólida argamassa espiritual entre os povos de língua inglesa, que os une acima do bem e do mal, e um indiscutível pacto de aço para garantia perene de suas sobrevidas. Em assim sendo, para que alfinetar a opinião pública mundial com um problema entre compadres tão bem afinados em todos os eventos de repercussão no cenário mundial? A “comunidade internacional”, desde que não os atrapalhe, afinal de contas, só serve mesmo como massa de manobra para a conquista dos butins de regalo para seu clube fechado. Governantes, políticos, diplomatas, intelectuais, sociedade de uma maneira geral, aí está um questionamento de peso para nossa inteligência. Se o vazamento fosse no litoral do Brasil, iríamos debelá-lo a tempo “pelo bem da humanidade”, sem intromissões externas? Sim, porque senão vamos ter que engolir muitos, mas muitos sapos mesmo!

    Coronel de Infantaria e Estado-Maior/RR

  2. #2 ProfeGélson
    on Jul 12th, 2010 at 4:02 pm

    Caro Marco: me parece houve um engano em relação à data “1953″(cento e cinquenta e sete anos mais tarde…)…dá uma olhadinha!!Abraço!!

  3. #3 Marco Aurélio Weissheimer
    on Jul 12th, 2010 at 5:08 pm

    Tens razão, Gelson. Ficou sobrando o “cento”. Obrigado pela correção. abraço.

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