
Sugiro a leitura deste ótimo artigo de balanço sobre a política externa brasileira, por Cristina Soreanu Pecequilo, Doutora em Ciência Política e Professora de Relações Internacionais:
O referencial para a avaliação da política externa brasileira é o conjunto de esforços do país, que possui identidade, prioridades e projeção internacional. A conclusão é de um balanço positivo. Da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) aos G20 comercial e financeiro, ao IBAS, ao exercício da liderança focada em temas sociais (fome, saúde, desenvolvimento) observa-se autonomia e equilíbrio. Fazendo uso dos termos norte-americanos, o Brasil exerce a diplomacia do “poder inteligente” (smart power).
A projeção em questões mundiais, e não somente nas relativas a um espaço ou tema como América do Sul e comércio, retomou uma tradição e patrimônio esvaziado na década anterior e tornou a política externa foco de debate. Estas discussões estenderam-se democraticamente à sociedade, demonstrando que a participação internacional resulta de um contexto político e econômico de estabilidade e recursos, somado ao amadurecimento do Brasil e sua população, que reconhece o país como potência, assim como cada vez mais o fazem outros Estados. Embora em diversas oportunidades este diálogo tenha ocorrido de forma construtiva, buscando elucidar os porquês de prioridades e movimentações, em outras o que se observou foi a crítica fácil.
Esta dinâmica demonstra-se em polarizações ideológicas, avaliações parciais e fabricação de crises que atribuem às escolhas brasileiras resultados como isolamento, perda de credibilidade, enfraquecimento e ausência de legitimidade. Observa-se em certos meios a prevalência de um balanço negativo destas experiências, comparadas a um falso positivo: os anos 1990 e sua postura minimalista. Mesmo quando houve continuidade, característica da política de Estado, apontou-se quebra que levou à suposta radicalização. Neste campo inserem-se a integração sul-americana, o pleito ao assento de membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU), a defesa do sistema multilateral justo na Organização Mundial de Comércio (OMC), descontextualizados e avaliados como exercícios de poder. Vitórias em painéis da OMC contra o protecionismo norte-americano, como no caso do algodão, e o direito do Brasil retaliar os EUA foram apresentadas como agressões e não resultado de um julgamento legal no âmbito da organização. (A íntegra do artigo)

on Jul 22nd, 2010 at 10:06 pm
Como é dificel as pessôas entenderem os costumes,do povão!Já fiz mais de 10 Caravanas da Cidadania e das Mulheres, por todo o Rio Grande do Sul,do ano de 1993 até 2002,Falei com milhares de gente,da classe média baixa até da classe mais pobre,como era o povo excluido,na era Collor até FHC!Sei que o povão,só ouvem as versões das notícias conforme a imprensalona quer que o povo mais pobre acreditem e passem a “AMAR,QUEM A MÍDIA QUER E A ODIAR A QUEM A MESMA MIDIA QUER!”Eu queria fazer uma pergunta á um SEM NOÇÃO,chamado alvaro,que é leitor deste Blog,de onde êle tirou que quem ouve a Rádio Pampa(AM)e a Bandeirantes,eram só duas pessõas,eu e o Panoramix!Que absurdo!!!!Na época que eu tinha muita disposição e saúde(para dar e vender)eu caminhei mais de 50 km a pé,fazendo campanha para o PT.Passava nos prédios em que tinha segurança ou portaria,e alcançava alguns panfletos,e perguntava,qual o meio de comunicação,que êles costumavam ouvir,lêr ou assistir??Todos,milhares deles ouvem rádio,ouviu seu alvaro??”INFELIZMENTE RÁDIO”,e mais,as que falavam mal de “alguns políticos”e quais os políticos que esses hienas radialistas costumam caluniar e cruxificar???Ora,o PT sem sombra de dúvida nenhuma!
on Jul 22nd, 2010 at 11:09 pm
Sou da Zona Norte de Porto Alegre
Parabéns pelo blog.
Sempre quando eu posso eu volto aqui.
Abraços
on Jul 23rd, 2010 at 7:05 am
Conheci esta jovem pofessora pela TV. Tive boa impressão.
Mas a mídia preferiu o tétrico Magnoli, por razões óbvias.
on Jul 23rd, 2010 at 9:21 am
Antes do Lula, a política externa brasileira era a do “Sim Senhor”, o sonho da direita era ser um bairro de Miami.
on Jul 24th, 2010 at 5:43 pm
Análise elucidativa! Trabalho como esse fazem bem a saúde mental e contribui para o processo civilizador.