Por Flávio Aguiar, direto de Berlim
Tarso está na frente. Tarso deve ganhar, se der a lógica.
Sem euforias eufóricas, o que acima está dito, deve acontecer.
Por quê?
O que mudou no Rio Grande, desde as últimas derrotas das frentes lideradas pelo PT, em Porto Alegre e no Estado?
Claro: o governo da Yeda foi um desastre.
Também claro: Fogaça se afundou num mar de contradições.
Etc. e tal.
Mas também é claro: pela primeira vez, desde muito tempo, o PT entrou unido na eleição.
Portanto, capaz de fazer alianças para fora, não apenas para dentro, acomodando tendências.
Isso é um diferencial decisivo.
Somos um estado de cultura fronteiriça.
E de guerras civis imperdoáveis.
Não há família riograndense de tradição antiga que não tenha algum parente de antanho degolado, ou morto em combate contra adversários locais, para dizer o mínimo. Só na minha houve dois.
Esse arquétipo cultural atravessa tudo, até o futebol.
Em nosso estado, a agregação é fundamental.
E o PT, nos últimos anos, vinha querendo levar eleições, entrando dividido na área do adversário.
Assim, o centro avante jogando para um lado, o meia direita para outro, o meia esquerda saindo pela lateral, o ponta direita olhando para o céu, e o ponta esquerda saindo do estádio! Não vai.
Agora não. Como vivo fora do Rio Grande e do país faz algum tempo, não sei o que houve. Mas algo houve. E o PT e a sua frente entraram unidos contra as direitas, que entraram desunidas.
E isso fez, faz e fará a diferença.
Só não vê quem não quer.

on Sep 10th, 2010 at 6:58 pm
Tem também outros elementos consideráveis para a possível vitória de Tarso.Um deles, que pra mim é o fundamental, é que o PT, seu candidato e propostas, os fizeram palatáveis aos que, outrora, consideravam estes radicais, de esquerda e até socialista. Quando Tarso fala que dará o mesmo tratamento ao agronegócio e a agricultura familiar, escapa-lhe o definidor e síntese de um PT domesticado, que vive apenas intensamente as agendas eleitorais. Acena assim para além dos tradicionais 30% recebidos por candidatos petistas no primeiro turno.
on Sep 10th, 2010 at 10:58 pm
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Além dessa união petista gaúcha e da enorme colaboração da arrogante e suspeita Vovó Pantalha e do incompetente e negligente Zé Fumaça,
não podemos esquecer do efeito da onda vermelha onde surfam LULA e DILMA.
Embora, aqui no Sul, pela melhor condição sócioeconômica da maioria da população e pela apropriação indébita praticada pela direita inescrupulosa, os programas sociais do governo federal não tenham repercutido com a mesma intensidade do que no Norte e no Nordeste, foram indubitavelmente um fator relevante na mudança de atitude do eleitorado sulista.
E eu e minha família, através de trabalhos voluntários realizados junto a populações carentes (abaixo da linha de pobreza) somos testemunhas oculares desse fato: o bolsa-família, muito mais do que promover a inclusão social, está salvando vidas.
EXISTE MAIOR BEM QUE POSSA RECEBER O SER HUMANO DO QUE A PRÓPRIA VIDA E A DE SEUS FILHOS ?
É até emocionante falar sobre isso…
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on Sep 11th, 2010 at 10:49 am
Os sinais trocados de Flávio Aguiar. Acontece no RS o que acontece em nível nacional. No RS, o PT só sai unido se o candidato for Tarso. Se fosse Olívio, Tarso e seu grupo boicotam. Nacionalmente, só pode ser candidato a direita. Se for de esquerda, o “perigo” é grande. E tudo e todos boicotam, ou pelo menos tentam boicotar. Nos não esqueçamos que nas eleições passadas, quando a RBS fazia como sempre o boicote à esquerda e o apoio deslavado à direita, Tarso, ao invés de denunciar no horário eleitoral preferiu fazer reunião com os Sirotisky pedindo água. E ganhou. Do dilúvio…