
O Manifesto dos 5 mil, atualmente com quase 6.000 assinaturas de professores, postado no blog http://emdefesadaeducacao.wordpress.com/, comprova a rejeição a José Serra no âmbito da Universidade brasileira. Critica seu autoritarismo como governador, sua tentativa de revogar a relativa autonomia das Universidades Estaduais paulistas, o uso da força para resolver conflitos e o achatamento salarial, em época de recordes de arrecadação de impostos. Tais métodos estendem-se ao sistema de ensino fundamental e médio, cujo desempenho sofrível revela o fracasso da política educacional que, sob o comando de Paulo Renato, não esconde seu ímpeto privatizante.
Esse diagnóstico torna-se ainda mais desfavorável a José Serra quando comparado ao êxito da política educacional do governo Lula. Sob o comando do ministro Fernando Haddad expandiu-se o número de vagas e de Universidades Federais; institui-se o Prouni, modalidades de cotas e simplificação do crédito estudantil, possibilitando o inédito acesso à Universidade de estudantes oriundos das faixas mais pobres da população. Criaram-se mais de 150 escolas técnicas federais. O ensino fundamental e médio foi reforçado por verbas em escala nunca vista, o que possibilitou o estabelecimento de um piso salarial nacional de professores. Estes se tornaram ainda alvos de engenhosos programas de formação continuada.
O Manifesto também destaca que a campanha de José Serra “promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina a difamação manipulando dogmas religiosos”. (Leia a íntegra do artigo de Ricardo Musse)
Foto: Ato realizado na USP, dia 25 de outubro

on Oct 29th, 2010 at 12:49 pm
Três Caminhos de Luz
A sociedade brasileira está diante de uma nova luta. A sua luta não é mais pela direta , pela constituinte, pela revogação dos atos autoritários. Foram-se os tempos da diretas-já. A democracia foi assimilada pela sociedade brasileira.
A democracia fez com que a repressão fosse substituída pelo diálogo. Assim, entramos numa segunda onda de luz: sem revoluções sangrentas, apenas com o diálogo, o governo Lula conseguiu incluir 50% da população brasileira na classe média.
A sociedade brasileira ultrapassou a miséria. O Brasil é um país com mercado interno. O Brasil não é mais aquele eterno país do futuro. As conquistas da democracia e de mercado interno conduzem as suas duas primeiras ondas de luz. O país venceu, se iluminou. Mas, existe uma terceira onda. O novo desafio brasileiro é o de participar da Era do Conhecimento.
Resta aos políticos saírem do obscurantismo reinante e mostrarem argumentos vindos do andar superior da política. Em vez de escuridão mostrar a luz da História. Três luzes ascenderam a História recente do Brasil: democracia, classe média, conhecimento. A terceira onda, agora, será a no próximo governo inserir essa nova classe média no conhecimento.
O momento dos candidatos é o de trazer um elemento de futuro. Os eleitores querem ouvir algo mais. Ver uma direção. Lula deixa à Dilma a missão dessa terceira onda de luz. A de acender um conhecimento para todos. A de fazer com que o país atinja sua autonomia cientifica e tecnológica. Uma luta diversa a da democracia e a da classe média. Um desafio.
Dilma tem de ir para o andar de cima das discussões. Associar seu projeto de nação com a terminologia Caminho de Luz. Compreender que a sociedade brasileira vem galgando por três caminhos de luz: democracia, classe média, e agora, o próximo desafio de seu governo é o do conhecimento. A terceira onda de luz é a de levar o Brasil a Era do Conhecimento.
A História chega a Era do Conhecimento, momento em que a civilização se move através de suas conquistas cientifico – tecnológicas, mas o discurso político brasileiro ainda é de varejo. Propõe temas como alimentação, saúde, habitação, transporte etc como valores absolutos. Não, são relativos: depende do fator capital e do fator conhecimento. Quanto ao primeiro vivemos num mundo capitalista. A facilidade com que os bancos fazem riqueza mostra a sua validade. Quanto a causalidade do segundo fator na construção da riqueza ainda é um assunto novo.
O momento político é o de ressaltar o fundamentalismo do conhecimento. Chegado é o momento de Dilma se declarar em termos do caminho do conhecimento. Apresentar a sua proposta de causa do conhecimento. O seu discurso pode ser feito em termos dos avanços da ciência e tecnologia no Brasil, das escolas técnicas, do Prouni, do PNBL etc. Sair do obscurantismo e do varejo e se colocar diante da História.
on Oct 29th, 2010 at 5:07 pm
A Universidade contra as trevas de Nosferatu.
A Universidade contra a intolerância religiosa promovida pelo Nosferatu.
A Universidade na defesa do livre saber para todos.
Universidade não rima com José Serra.
on Oct 30th, 2010 at 6:09 pm
Melk, Adorei a missão da Era Lula e Dilma a de acender as Luzes do conhecimento para todos! Seria a Ecologia Mental que está junto cm a Ecologia Social e Ambiental! Essa missão está em nossas mãos! Boa luta!