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Néstor Kirchner e o que vem por aí

Escrevo esse texto em meio ao calor dos acontecimentos, na mesma manhã do anúncio da morte de Néstor Kirchner, e oxalá esteja errado. Mas sinto dor e medo e necessito expressá-lo. Penso que estes dias serão muito feios, com um carnaval de hipocrisia no Congresso. Os mortos políticos estarão ali com suas caras impávidas. Os ressuscitados de governos anteriores. Os bajuladores profissionais que agora se dizem “dissidentes”. Os frívolos e os garcas que diariamente desenham Rudi e Dany. Todos eles e elas. Caras de plástico, de ferro fundido, de caca endurecida. Aplaudidos secretamente por aqueles que já estão emitindo sorrisos de alegria feroz.

Os veremos na televisão, eu já os vejo neste meio dia ensolarado que, aqui no Chaco, ao menos, resplandece como que para uma causa melhor.

Nunca fui kirchnerista. Nunca vi Nestor pessoalmente, jamais estive em um mesmo lugar com ele. Nem sequer votei nele em 2003. Eu lhe disse isso na única vez que me telefonou para pedir-me que aceitasse ser o embaixador argentino em Cuba.

Sempre disse e escrevi que não me agradava seu estilo meio descarado, essa informalidade provocadora que o caracterizava. Sua maneira tão peronista de fazer política juntando água clara e azeite usado e viscoso.

Mas fui o respeitando na medida em que, com um poder que não tinha, tomava velozmente medidas que a Argentina precisava e que quase todos vínhamos pedindo aos gritos. E que enumero agora, porque no futuro imediato me parece que teremos que destacá-las para marcar diferenças. Mudanças feitas por ele, ou seu governo, e agora o de Cristina. O artigo é de Mempo Giardinelli, escritor e jornalista argentino.

2 Comentários on “Néstor Kirchner e o que vem por aí”

  1. #1 Fernando
    on Oct 28th, 2010 at 8:33 pm

    Me desculpem, posso ser de esquerda, mas ninguém vai me dizer que essa dupla, que desde que subiu ao poder aumentou seu patrimônio pessoal em mais de 1000%, é modelo de alguma coisa.

    Nunca foram de esquerda, sempre foram dois demagogos de marca maior, que tornaram-se de esquerda por puro oportunismo.

    E pensar que na década de 40 a Argentina tinha indicadores sociais semelhantes ao do Canadá. Depois alternaram-se três tipos na Casa Rosada. Picaretas, sanguinários de uniforme e os que eram as duas coisas ao mesmo tempo.

  2. #2 Teresinha Carpes,Brasil Urgente,Dilma Presidente!!
    on Oct 28th, 2010 at 11:47 pm

    Fiquei muito triste com a morte deste líder destemido,e que sempre defendeu os excluidos´!Este cara,este Presidente,enfrentou a imprensa,~ele e sua mulher Cristina atual Presidenta da Argentina!É uma lástima os hermanos e nós mesmos que admirávamos seu governo,perder este Grande Líder,da América do Sul!Fuersa Cristina,que Deus te ajude a enfrentar os antigos oponentes e a imprensalona,que teu companheiro Nestor Kirchener!

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