Daniel Hammes envia vídeo que mostra outro caso de tentativa de proibição de teatro de rua em Porto Alegre. O fato ocorreu dia 16 de outubro na Esquina Democrática, centro da capital gaúcha. A Brigada Militar tentou interromper a apresentação da peça Árvore de Fogo da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta FaveLA. Os atores (incluindo uma criança de 11 anos que participava da apresentação) foram detidos e conduzidos a um posto da Brigada Militar “para identificação”. Não adiantou muito invocarem o artigo 5° da Constituição: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação independente de censura ou autorização”…
A Rede Brasileira de Teatro de Rua promove quarta-feira (17) um ato público na Esquina Democrática em repúdio ao desrespeito aos artistas, à exigência de autorização para apresentações na rua e à cobrança para a utilização de espaços públicos. “Pedimos que todos que passaram por algum tipo de repressão nas ruas nos mandem seu relato para leitura no dia do Ato para mostrar a todos que não estamos sós! As manisfestações populares de rua não vão parar!”, dizem os organizadores da manifestação.

on Nov 14th, 2010 at 9:01 pm
Agradeço o informe do site, realmente um absurdo a ação da Brigada. É realmente necessário fazermos um ato público de repúdio. Alguém sabe mais algumas informações? abraço
on Nov 14th, 2010 at 9:02 pm
Não adiantou muito invocarem o artigo 5° da Constituição: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação independente de censura ou autorização”…
– Mas e quando foi que ARGUMENTAR com a BM serviu de alguma coisa???
on Nov 14th, 2010 at 9:10 pm
Que está ocorrendo em Porto Alegre? A democracia está sendo pisoteada? Não entendi esta, da polícia gaúcha. É necessário um protesto veemente para que atitudes deste tipo, não proliferem.
http://easonfn.wordpress.com
on Nov 14th, 2010 at 10:04 pm
Do que nos livramos, não elegendo “aquele” para a Presidencia da Republica! Isso, com certeza, se repetiria em todo o País, pois essa é a “democracia” tucana. Ainda bem que faltam apenas 45 dias para acabar esse desgoverno. Minha solidaridedade aos atores e vamos ao protesto! Um abraço, Lú.
on Nov 14th, 2010 at 10:09 pm
Novamente a “Briósa” em ação. . . cidadãos recolham-se às suas casas que o toque de recolher vai começar porque eles vão impôr. . .
Salve-se quem puder. . .
on Nov 14th, 2010 at 11:11 pm
Mais um episódio do fim-de-feira da desgovernadora. Os próximos 45 dias ainda nos trarão outras surpresas, certamente.
Há menos de um ano fui vítima das forças policias do estado de forma semelhante e permaneci amarrado a uma cama psiquiátrica por 12 horas, sem nenhum motivo médico. Correu Inquérito a partir de denúncia junto à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa.
A partir de primeiro de janeiro muita coisa precisa mudar. Mas já sabemos o que nos espera desta direita tresloucada.
on Nov 15th, 2010 at 9:31 am
Para usar a Esquina Democrática, quando se trata de ações promocionais comerciais, ou de cunho político, é preciso agendar e reservar espaço na Prefeitura Municipal. O objetivo, segundo informado pela Prefeitura é a programação da organização de segurança e trânsito adequado, a não sobreposição de atividades bem como a identificação de um responsável pela realização do evento. A fiscalização comercial é feita pela SMIC auxiliada pela Brigada. É possível e bastante provável que apresentações artísticas também devam agendar com antecedência.
Caso seja assim e o grupo de teatro não tenha agendado com a Prefeitura, a Brigada estaria no cumprimento normal e cotidiano de sua função, pois há agendamento de atividades todos os dias na Esquina Democrática, com fila de espera, inclusive.
O que deveria ser feito, neste caso, parece-me, é o questionamento da ação gerencial da Prefeitura sobre a Esquina Democrática.
Esse procedimento da Brigada de mandar parar as atividades não agendadas, identificarem-se os participantes e mandarem-nos deixar o local parece-me que é o padrão. Quando participei de atividades ali, agendadas, vi acontecer com grupos de pessoas que trabalhavam sem ter agendado com a Prefeitura.
on Nov 15th, 2010 at 12:00 pm
nunca gostei tanto do numero 45. a tia louca já vai tarde.kkkkkkkkkkkkkkk
on Nov 15th, 2010 at 1:25 pm
Pois é cidadão, nessa mesma esteira a Prefeitura em parceria com a “Briosa”, deveria também determinar, fiscalizar e prender os Meliantes, que infestam o centro da cidade.
Não se vê qualquer ação contra os “Flanelinhas”, que praticam extorção contra proprietários de veículos na cara da Brigada e nada é feito, pois não se vê qualquer ação de tal magnitude contra estes, nem sequer são identificados, pois se sabe que tal extorção é para abastecer o comércio de toxicos.
Espaço público é espaço público em qualquer lugar da cidade, que seja de comum uso da população, sem distinção de local.
Lamentável, mas a população só tem a perder. . . mas ao menos um Brigadiano se fez feliz por se sentir “Otoridade” naquela hora e conduzir por sentimento íntimo pessoas de bem que só tinham a intenção de levar alegria a alguém. . .
on Nov 15th, 2010 at 2:00 pm
O povo gaúcho está colhendo o que plantou ao renegar nas urnas a reeleição de uma política correta e democrática que era a do governo Olívio.
Se deixaram manipular pela RBS no caso da CPI dos Bingos e deu no que deu.
E para comprovar que o gaúcho é analfabeto político, deram nas urnas a vitória ao Serra aqui no Estado.
O Tarso só se elegeu porque não tinha concorrente.
on Nov 15th, 2010 at 2:58 pm
Agendamento com a prefeitura? Que absurdo!!!! Era algo comercial? Era algo político? Ou era algo cultural? E mesmo que fosse, caralho, essa racionalização que faz concordar com os governantes que, cada vez mais, tranformam o que é público em algo que é gerenciado pelo ESTADO, ESSE FANTASMA – e não pelas pessoas que são a SOCIEDADE VIVA – deve acabar.
O espaço público não precisa de uma ORDEM IMPOSTA de cima. Se é público, é de todos e é usado da forma que melhor convier – às vezes com ordem, às vezes com CAOS.
on Nov 15th, 2010 at 3:26 pm
Como diria nosso querido professor Ariovaldo, trata-se de uma ação da iluminada brigada militar contra o comunismo internacional. Há alguns quillômetros dali outros ativistas, num assalto a banco, tentavam afastar o foco de nossos valentes soldados do povo, que não se deixaram enganar e finalmente com valor e empenho conseguiram arrastar ao xilindró os perigosos subversivos.
on Nov 15th, 2010 at 8:15 pm
Bem lembrado, Luiz. Não me consta que flanelinhas, mendigos, sem-teto, homens-sanduíche, compradores de ouro, panfleteadores e ambulantes em geral agendem com a Prefeitura. Taí uma coisa que só o Prefeito Fortunati poderia nos explicar: como e por que as coisas assim estão? Já que da Yeda não se pode esperar nada, sequer resposta, e se ela responder não dá pra acreditar.
on Nov 15th, 2010 at 10:05 pm
porto alegre está ficando cada vez mais opressiva, e parece que o porto alegrense quer isso…
olha o que é a EPTC…
on Nov 15th, 2010 at 10:27 pm
Cidade mal administrada, culturalmente abandonada, BM arrogante e despreparada. Graças a Deus esse tempo de trevas está no fim. Que o portoalegrense lembre disso quando for escolher novamente o prefeito. Fortunati/Fogaça nunca mais!
on Nov 16th, 2010 at 2:05 am
Os endereços oficiais para informações, críticas, reclamações, sugestões: fortunati@fortunati.com.br
Ou por aqui: http://www.fortunati.com.br/MainPortal.php?do=portalContatoPadraoAc&Opc=CLEAR
E
Brigada Militar-Corregedoria Geral
Rua dos Andradas, 522
Centro – Porto Alegre – RS
Tel: (51) 3288-2953
on Nov 16th, 2010 at 2:37 am
Muito bem colocado! Infelizmente, o problema da estupidez política generalizada de grande parte da população é que todos acabam sofrendo as consequências.
Está na hora da parte bunda-mole desse povo se dar conta. A mediocridade, o efêmero, o supérfluo e a idiotice reinam na sociedade brasileira.
on Nov 16th, 2010 at 7:32 am
Recebi a denúncia de alguns amigos escritores sobre uma arbitrariedade de semelhante proporção.
A poetisa Telma Scherer tentou realizar uma performance em plena Feira do Livro e foi impedida por policiais. Para completar o caos, ela foi levada de camburão até o posto da BM, na Praça XV, prestar depoimento.
Este fato está bem documentado no link da Rádio Guaíba: http://www.radioguaiba.com.br/Noticias/?Noticia=221522
Proibição de teatro de rua, impedimento de performance na Feira do livro, Porto Alegre está ficando, cada vez, mais rançosa e obscurantista.
Ricardo Mainieri
on Nov 16th, 2010 at 8:06 am
Tentando manter o tom contido do Luiz, começo com o seguinte:
O primeiro sinal da tentativa de CONTROLE do estado sobre as atividades sociais é o REGISTRO. O ato próprio de criar uma mera “ação gerencial” sobre uma questão como a livre-expressão num espaço público notoriamente marcado pela democracia – daí seu nome – é um absurdo gigantesco um verdadeiro erro epistemológico tanto legislativo quanto em relação ao que a CIDADE é enquanto SÍMBOLO DA SOCIEDADE que a forma. A cidade é nosso PALCO social, o o público é o local da LIVRE-EXPRESSÃO, que não pode ser pautada, seja por tentativa de “administrar” o uso do espaço, limpa-lo, mante-lo em “ordem” ou outra questão qualquer.
É parte da DEMOCRACIA o livre uso do espaço – garantido pela CONSTITUIÇÃO e portanto INQUESTIONÁVEL por lei ou pior por medida administrativa da SMIC, da SMED, da SMAM ou da puta que pariu.
Perdõe a linguagem, mas é isso mesmo. Essa tentativa de DISCIPLINA da manifestação pública é tão democrática e necessária quanto foi o cadastramento dos judeus pelos nazistas ou dos leprosos nos anos passados.
É altamente autocrática, facista e deve ser combatida imediatamente!
Agora, por mais que a cultura da “ordem” impere na “briosa” o problema aqui não é a mão que bate, mas o cérebro que comanda o movimento. Qual é o entendimento que existe? Yeda neles? Últimos suspiros dessa que foi das mais enlouquecidas governantes que tivemos?
abraços!
on Nov 16th, 2010 at 10:47 am
Mais um triste evento autoritário do caótico desgoverno Yeda,que usa a Brigada de forma truculenta e facistóide contra o cidadão,mas permite a jogatina e os pontos de droga,facilmente indentificados.
Fui oficial do exército na época da ditadura e nem as forças armadas dos anos de chumbo eram tão prepotentes e despreparadas quanto a polícia militar do governo tucano.
Graças a Deus nos livramos deste lixo de governo aqui e no Brasil.
on Nov 16th, 2010 at 7:46 pm
Concordo contigo Alexandre em grau, genero e número, pois se valer de condições para uso de espaço público e usar força policial (BM) para evitar manifestações não préagendadas é algo incabível nos atuais dias, pois estamos voltando a ditadura de pseudos Democratas. . . abraço.
on Nov 16th, 2010 at 10:40 pm
Alexandre, concordo com grande parte do que disseste aqui. Acho que a Prefeitura deve gerir o espaço público municipal na medida prevista nas leis do município, estado e país, leis que devem estar ao abrigo da Constituição e respeitar os limites predeterminados nela, com o respaldo e atuação do conjunto das instituições, ponto onde se insere a Brigada Militar.
No meu primeiro comentário narrarei um fato, prestei um testemunho e manifestei a opinião, que reafirmo, de que a demanda deve ser encaminhada à Prefeitura, consequentemente ao Prefeito, pois é ele o primeiro responsável pelas ações institucionais aplicadas na municipalidade (testemunhei acima a característica institucional da ação).Caso o Prefeito afirme que a ação da instituição Brigada Militar está em desacordo com o que é solicitado pela administração do município, aí sim quem terá que responder pelo fato será a comandante da BM, a Sra. aquela.
Acho muito importante esta discussão aqui entre nós, o público transeunte, contribuinte, cidadão, mas, ocorrido o fato ao qual nos opomos, tendo resultantes protestos, discussões, e conclusões, poderemos alcançar resultados melhores ao solicitar respostas a quem deve dá-las, correções a quem deve aplicá-las e atitudes a quem deve tomá-las.
Na minha opinião o primeiro que deve responder é o Sr. José Fortunati. fortunati@fortunati.com.br