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RS tem 4 nomes na lista suja do trabalho escravo

O Rio Grande do Sul aparece com quatro citações na lista suja do trabalho escravo, divulgada no Portal Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo: duas delas envolvem a prática do corte de pinus. A atualização semestral da “lista suja” do trabalho escravo, divulgada em dezembro, incluiu 88 novos empregadores e somou um total de 220 infratores. Antes da alteração, o cadastro oficial mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tinha 147 nomes. Os quatro casos citados no RS são os seguintes:

(1) Cleber Vieira da Rosa & Cia.Ltda – RST-101, km 154, n° 5000, Mostardas, corte de pinus, 3 trabalhadores flagrados em situação de trabalho escravo.

(2) De Bona e Marghetti Ltda – RSC 101, São José do Norte, corte de pinus, 5 trabalhadores flagrados em situação de trabalho escravo.

(3) Ricardo Peralta Pelegrine – Zona Rural, Cacequi, 4 trabalhadores.

(4) Valnei José Queiroz – RST-101, zona rural, Capão de Areia, São José do Norte, 6 trabalhadores.

A “lista suja” é reconhecida internacionalmente como um dos principais instrumentos no combate ao crime de trabalho escravo no Brasil. A pressão decorrente da inclusão no cadastro se dá por parte da opinião pública e também por meio da repressão econômica. Após a inclusão do nome do infrator na lista, instituições federais, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos privados também estão proibidos de conceder crédito aos citados na lista.

O nome da pessoa física ou jurídica incluída permanece na lista por pelo menos dois anos. Nesse período, o empregador deve garantir que regularizou os problemas e quitou suas pendências com o governo e os trabalhadores. Caso contrário, permanece na lista.

Foto de agosto de 2009, em São José do Norte: Trabalhadores tiveram que construir alojamentos com restos de madeira e lona (Procuradoria Regional do Trabalho-4)

6 Comentários on “RS tem 4 nomes na lista suja do trabalho escravo”

  1. #1 zé bronquinha
    on Jan 5th, 2011 at 8:38 pm

    Primeiro, acho que um salário mínimo de 540,00 coloca todos os trabalhadores em condições de escravidão.É só fazer as contas da possibilidade de compra para duas pessoas com esse dinheiro. Segundo, a grande incidência dos flagrantes em plantações de pinus nos remete a avaliar qual a real necessidade de plantar esta “praga” exótica, que, junto com o eucalipto são responsáveis por consumo de m ilhões de litros de água por dia, como é o caso recente da seca em Bagé, onde um jornalista fala da pujança econômica do lugar contrastando com a grande estigaem, e, no fundo, imagens impávidas de maciços de pinus e eucaliiptus que roubam água dos lençóis freáticos com apoio de governos corruptos e predadores da natureza.

  2. #2 edu
    on Jan 5th, 2011 at 8:47 pm

    Marco, o que gostaria de relembrar nao é diretamente ligado ao tema do teu post, mas é importantissimo:

    – os Gauchos estao esquecidos que nossa divida com o banco mundial esta cotada em dolares???

    – se amanha o dolar der um salto de 400% como no inicio da decada de 2000, ESTAMOS FERRADOS!!!

    Tudo bem que a culpa pode ser atribuida à yeda(kidiaba) de triste memoria e ao tal aod (de triste memoria) cunha (que ganhou uma boquinha no banco depois de fechar negocio com eles, triste), mas nao justifica o risco!!!

    Podemos ver quadruplicada ma divida que estava equacionada…

    ACORDA RIO GRANDE!!!

  3. #3 adriano marcello
    on Jan 6th, 2011 at 2:21 pm

    Veja que coincidência, os nomes da lista suja estão todos ligados ao monocultivo de pinus. Assim como o monocultivo em larga escala de outra espécie exótica, o eucalipto, essa modalidade amplamente subsidiada pelas mudernas políticas do PMDB de Rigotto e do PSDB de Yeda, serviram muito mais para gerar ruidosos danos ao meio ambiente e ao bioma pampa. A justificativa da geração de empregos para um região deprimida econômicamente cai por terra com o enquadramento pelo MTE revela exatamente como funciona.

  4. #4 Luís
    on Jan 8th, 2011 at 12:38 am

    Um “novo jeito” de empreender…

  5. #5 Luiz Müller
    on Jan 9th, 2011 at 11:58 am

    Marco

    A lista, embora real, esconde coisas. A primeira delas: Em alguns casos, e não posso dizer de todos, estas empresas praticamante desconhecidas, trabalhavam para multinacionais. É ocaso por exemplo, de CACEQUI, onde estes trabalhadores escravizados, e não eram só 4, cortavam lenha (eucaliptos) para a ALL – América Latina Logistica, a Privata, dona da antiga RFFSA aqui na região sul. Mas isto fica bem “escondidinho”. Quem ainda impõe trabalho escravo no Brasil é a sanha capitalista das mutinacionais, que ao fim e ao cabo, são beneficiárias da escravidão. Se fazem isto aqui, imagina o que não fazem em outros países.

  6. #6 Julio Silveira
    on Jan 9th, 2011 at 6:23 pm

    Francamente, esse tipo de gente que dissimula uma situação de trabalho para ludibriar trabalhadores em suas necessidades de sobrevivência é uma coisa abjeta.
    Mas, eu gostaria de saber se esses agro exploradores fazem parte de alguma associação rural de agricultores. Será que essa visão não está sendo aceita com naturalidade dentro destas associações?
    Acho que deveria haver uma clara posição de repudio a tudo isso, a essa prática. Certos habitos, ou visões podem muito bem serem resquicios de cultura onde a mão de obra era vista como parte insignificante, sem valor. Já é tempo de um maior clamor não apenas em defesa de propriedades (principalmente latifundios), mas também em defesa da dignidade humana no trabalho, nessas propriedades.

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