Jair de Souza envia entrevista com o historiador israelense Ilan Pappe sobre o conflito Israel x Palestina. Pappe é considerado um dos Novos Historiadores, grupo de acadêmicos israelenses que têm desafiado a história oficial do país, incluindo o papel de Israel na Palestina em 1948, o êxodo de árabes e as negociações de paz na região. Sua principal fonte de pesquisa é proveniente de documentos oficiais do governo isralense. Pappé é autor de uma análise profunda sobre os acontecimentos de 1948, que levaram à criação do Estado de Israel. Em de seus livros mais importantes, Ethnic Cleansing in Palestine, ele defende que houve uma limpeza étnica na região com a expulsão deliberada da população civil palestina por parte das forças israelenses. Crítico aberto do sionismo, Pappe defende que essa ideologia é um dos principais obstáculos para a paz no Oriente Médio.

on Jan 29th, 2011 at 9:57 pm
Limpeza étnica? Mas… isso é coisa de nazista! Aliás, falando sério, existem dois países, em todo o mundo – e somente dois – onde o facismo deu certö: EUA e Israel. Esse intelectual precisa aprofundar mais suas investigações acerca do tratado de “mobilidade em massa” ocorrido a partir de l942, entre a Alemanha e Israel.
on Feb 2nd, 2011 at 5:49 am
Nas décadas de 60 = 70, os dois únicos partidos do amplo espectro partidário israelense eram o dos ultra-ortodoxos, que negavam o direito de Israel existir, em função das escrituras talmúdicas e, o seu antípoda, o dos comunistas, em virtude do dogma do fim dos nacionalismos e da revoluçao mundial. Adivinhem onde o Pappe se situa.
Desta forma seus estudos históricos vão na mesma linha de sua ideologia: intervem nos documentos dos arquivos oficiais, torcendo, omitindo ou acrescentando pra provar seus pontos de vista.
Está atrás de fascismos, Ary? Favor dirigir-se ao balcão dos regimes fundamentalistas muçulmanos.
O resto é apenas ‘agit e prop’ pra entreter os que, como Cazuza cantava, precisam de uma ideologia pra viver.
on Feb 22nd, 2012 at 1:08 pm
“Está atrás de fascismos, Ary? Favor dirigir-se ao balcão dos regimes fundamentalistas muçulmanos.”
Qual é a diferença entre esses fundamentalistas e os rabinos ortodoxos israelenses, que pregam o assassinato de palestinos, impedem mulheres de usarem saias e defendem supremacia étnica (sim, senhor) dos judeus em relaçao aos demais povos do mundo?
Qto a essa “análise”do que era a política israelense no período citado, isso só pode ser piada.
Pappé é um esquerdista, sim, mas tem uma obra acadëmica longa e respeitável. “Ethnic Cleansing in Palestine” é um livro essencial para entender aquela parte do mundo. Infelizmente, incomoda para os sionistas e puxa-sacos de todas as latitudes.