Acho oportuno lembrar um episódio que chocou o Estado e envergonhou a Brigada Militar. A tortura praticada por um grupo de brigadianos contra cinco jovens em Flores da Cunha, em 27 de dezembro de 2007. Na ocasião quinze PMs, entre eles um major e três capitães, praticaram atos de barbárie e selvageria contra os referidos jovens. Um deles, inclusive, foi empalado; e conseguiu sobreviver.
Na ocasião, a ordem do Governo Yeda Crusius era tentar, de todas as formas, abafar o caso, desqualificando o depoimento das vítimas; evitando assim desgaste para a imagem do governo. Foi uma luta; para os quadro sérios da Brigada Militar; levar adiante a investigação, no âmbito da Corregedoria. A ordem clara era abafar e deixar o fato cair no esquecimento e foi grande a pressão do Palácio (leia-se Yeda Crusius e Cia) tentando jogar para debaixo do tapete toda a barbaridade que ocorreu.
Na época, a então Ouvidoria da Segurança foi a primeira a denunciar o crime e torturadores, causando verdadeiro rebuliço dentro do Governo. Já no dia seguinte aos fatos estávamos em Flores da Cunha e Caxias, falando com vitimas, seus familiares e advogados, exigindo apuração rigorosa das denúncias, apesar de toda a pressão em contrário. Foi uma das tantas vezes em que tive a cabeça pedida sem maiores cerimônias.
Não fosse a ação da Ouvidoria e pressão da imprensa, o episódio teria resultado em impunidade. Hoje vemos que valeu a pena. Agora chega a notícia de que até maio deverá sair a sentença, a qual, estou confiante, irá condenar os torturadores. Espero que a sentença seja compatível com a brutalidade e o mal praticado por pessoas que deveriam proteger e não torturar cidadãos indefesos.


on Feb 10th, 2011 at 6:18 pm
E a morte de Elton Brum, foi esquecida????
on Feb 10th, 2011 at 7:27 pm
Muito oportuna a pergunta, Maria; e é importante que ela seja respondida pelas “autoridades competentes”.
O assassinato do Elton ocorreu mais de cinco meses depois de minha saída do órgão; e na ocasião denunciei publicamente tanto o crime quanto a farsa montada em torno das investigações.
Defendo a reabertura do caso, para que o verdadeiro autor do assassinato seja punido, assim como aqueles que encenaram aquela farsa macabra, com a finalidade de imputar a um soldado crime cometido por um oficial superior.
Assim como o verdadeiro assassino, também os integrantes do alto comando da Brigada Militar, o Secretário de Segurança e a Governadora do Estado, à época do crime, também deveriam responder pelos atos praticados e por obstrução à lei e a busca da persecução penal.
Politicamente, vivemos o melhor momento para que estas e outras atrocidades cometidas pelo governo de Yeda Crusius sejam efetivamente reveladas em toda sua extensão e punidas, para que nunca mais venham a se repetir.
on Feb 10th, 2011 at 9:27 pm
Obrigada Sr. Adão Paiani, por sua resposta. Sei bem o que e como foi o seu final no (des)governo Yeda. Mas ainda bem que o senhor esta aqui para contar-nos, já o mesmo ñ podem dizer o Marcelo Cavalcanti e o senhor Möller (desculpe se a grafia ñ foi correta) aquele executivo da empresa fumageira.
on Feb 10th, 2011 at 10:15 pm
Quem quiser constatar torturas em delegacias, basta dar uma incerta nas referidas repartições públicas, nas sextas e sábados, depois das 22 horas. O pau come onde “o filho chora e a mãe não escuta”, como dizia um cartaz, numa das salas, no porão do Palácio da Polícia, lá pelos idos de 80.
on Feb 11th, 2011 at 2:47 am
O Palácio da Polixca não tem e nunca teve porão ou porões.
Até mesmo eu que gosto de expor essa instituição hoje transformada em partido político voltado ao próprio umbigo havia esquecido desses bandidos. O governo da paulista a quem trato carinhosamente de tYa deu a eles tamanha liberdade que fizeram tudo o que queriam. Foram a polícia POLÍTICA dela. Mataram de forma covarde um infeliz sem terra com um tiro pelas costas. Espancaram professores. Ousaram tentar intimidar a Polícia Judiciária em manifestação na frente do Piratini. Roubaram telhas de dentro do Piratini. Nunca antes na história deste estado havia sido formada uma quadrilha tão grande dentro da sede do governo estadual. O Tarso herdou um pepino e penso que o Michels poderá colocar essa gente nos trilhos, mas não vai ser tarefa fácil, pois as unhas deles cresceram demais e será difícil cortá-las, não impossível.
on Feb 11th, 2011 at 9:48 am
Jair Krischke, colocou outdoors em POA com a foto de um homem (acho que era doge o apelido) num pau-de-arara. Um dos acusados de torutra foi o inspetor Ênio Carrazoni. A Justiça mandou retirar os outdoors. Na ocasião, foi denunciado na imprensa que no Palácio havia uma sala, no sub-solo, usada para torturas. Na porta, podia-se ler “aqui o filho chora e a mãe não escuta”.
on Feb 11th, 2011 at 1:04 pm
enquanto isso o tal de mendes, coronézinho fanfarrão, falastrão, um dos “expoentes” da “política de segurança”(???) de yrc, desfruta de uma cadeira vitalícia num tribunal. é brincadeira!!!
on Feb 11th, 2011 at 10:57 pm
Ary, também, lembro desse caso(outdoors)!
Quanto à tortura, não sei hoje, mas no tempo da dona louca CORRIA SOLTA no Palácio e a afirmativa é de, como se diz, “gente de lá de dentro!!!”
on Feb 13th, 2011 at 3:23 pm
Ha duas semanas em Uruguaiana, alguns brigadianos executaram com 8 tiros um jovem que fugia deles de carona numa moto. Duas testemunhas amedrontadas contaram que ele rogou pela vida e ainda assim foi executado. Uma testemunha chamou a ambulancia, que foi dispensada, tambem por telefone celular, pelo brigadiano, segundo a testemunha em depoimento aa TV local. A versao oficial foi de reacao do “fugitivo”. Ainda que fosse um bandido perigoso, pode a Brigada paga (ainda que mal paga) com os impostos de todos, executar quem lhe aprouver? Qual sera a reacao do novo governo, que eu ajudei a eleger? Espero que nestas coisas que sao mais importantes e menos caras ($) ja vejamos profundas mudancas o mais breve possivel.
on Feb 13th, 2011 at 10:21 pm
Lembrei agora de outro fato igualmente escandaloso. Quando executado o médico Becker, vi foto do vidro da porta do motorista com uma concentração de tiros digna de um atirador profissional. Quando li a matéria segundo a qual dos cinco tiros disparados um não havia progredido no corpo da vítima já percebi de onde saíram tais disparos. No dia seguinte disse o que pensava e o que havia concluído a um jornalista para o site do qual escrevo e forma esporádica e a um estudante de jornalismo em cujo site assino coluna que a munição era do estado e tudo indicava que os executores igualmente. Passados uns trinta dias a Delegacia de homicídios revelou que a munição era da Brigada Militar, o que eu presumi ao ler a notícia em ZH, pois somente eles usam munição recarregada. Polícia honesta, digna e que preze a vida de seus servidores usa somente munição de qualidade. Munição recarregada pode trancar uma pistola das usadas e levar o policial à morte. Algum tempo depois o curso da investigação tomou outro rumo, o que até hoje não compreendi, mas com o governo que tínhamos tudo era possível.
on Apr 19th, 2011 at 11:55 pm
Não tenho nada a ver com tal acusão de tortura que os PMs estão sendo submetidos.Mas o que não posso deixar de falar é da condenação que este colunista de nome M.A.W está fazendo em seu comentário.Estive como cidadã,acompanhando os passos desta confusão desde a época em que se encontrava em fase de inquérito e sei,relatado por pessoas que tão somente são testemunhas(não são réus),que o inquérito foi baseado em pressões mentais para os Pms dissessem o nome de quem o encarregado do inquérito,na época queria ouvir.Isso seria importante que o senhor falasse também,e deixo claro que sou contra qualquer tipo de violência contra a vida.E mais,esse inquérito/processo é a maior fofoca jurídica vista no Rs.