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Mulheres protestam contra plástico verde

Cerca de 800 mulheres integrantes da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Levante da Juventude e Intersindical ocuparam na manhã desta terça-feira o pátio da empresa Braskem, do grupo Odebrecht, no Polo Petroquímico de Triunfo, região metropolitana de Porto Alegre. A manifestação – que integra a jornada nacional de lutas referente ao 8 de março, Dia da Mulher – tem o objetivo de denunciar que o plástico verde, produzido à base de cana de açúcar, é tão nocivo e poluidor quanto o plástico fabricado à base de petróleo. O produto é apresentado como sendo uma solução para os problemas ambientais. As promotoras do protesto rebatem dizendo que o plástico verde intensificará a proliferação do monocultivo, aumentará a transgenia, o uso de agrotóxicos e a concentração de terra.

Para viabilizar a produção de plástico verde em grande escala, observam ainda os movimentos sociais, a empresa tem como meta plantar quase dois milhões de hectares de cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul. “Isso inviabiliza ainda mais a agricultura camponesa e gera a expulsão de milhares de famílias camponesas da terra. Para a população da cidade, o crescimento de mais essa monocultura significa aumento dos preços dos alimentos e mais pessoas disputando empregos e moradia”, afirmam os organizadores do protesto em nota distribuída aos meios de comunicação.

6 Comentários on “Mulheres protestam contra plástico verde”

  1. #1 Ary
    on Mar 1st, 2011 at 10:18 am

    Em 2005 estive no Pontal do Paranapanema, na cidade de Teodoro Sampaio, em São Paulo. Por três vezes. Visitei um assentamento da reforma agrária (de nome Ribeiro ou Ribeirão “alguma coisa”), com 220 lotes de 15 hectares cada um (mais ou menos). Naquele assentamento, os agricultores firmaram contratos individuais com as usinas de álcool e açúcar. Todos estavam plantando cana em contratos firmados por vários anos. Do alto, em sobrevôo, dava a impressão que as terras haviam voltado para um proprietário e que tudo era um imenso latifúndio, já que não se vislumbrava demarcação entre as oplantações de cana. Lá, o protagonismo é do MST.

  2. #2 Antonio Segetto
    on Mar 1st, 2011 at 11:15 am

    A vanguarda do atraso está sempre a postos. Por que não param de pedir cestas básicas pagas pela população e arrumam algum trabalho para se ocupar?

  3. #3 Ary
    on Mar 1st, 2011 at 1:49 pm

    Antônio Segetto, a tua concepção de modernidade levou o mundo a ser o que é. Muito provavelmente, se o mundo fosse povoado com esse tipo de mentalidade seria algo muito parecido com “um drink no inferno”.

  4. #4 aliancaliberal
    on Mar 1st, 2011 at 3:45 pm

    Verdade a maioria dos assentamentos não produz nada economicamente viavel .
    A sempre a necessidade de cobrir com a exploração dos outros.
    …….
    Quando a metade que trabalha descobrir que sustenta a outra metade inutiu isso vai acabar.

  5. #5 ana ali
    on Mar 3rd, 2011 at 12:32 am

    Caro Ary,
    o que nos salva e o mundo, consequentemente, é que não temos esse olhar CAOLHO e mentalidade obtusa, pois se assim fosse o caos estaria estabelecido totalmente. Bravamente resistimos…

  6. #6 Cássia Paula Colla
    on Mar 7th, 2011 at 12:05 am

    O que vemos é liberdade de expressão de pessoas organizadas e engajadas na luta feminista. Ao contrário do 2º comentário não estão pedindo cestas básicas, estão mais uma vez alertando a sociedade para mais um modo de produção inviável e insustentável de produção. Fico extremamente decepcionada com a percepção erronea de pessoas que tiram conclusões sem conhecer realmente o trabalho dos movimentos sociais e da importancia de alertar a sociedade para o caos que o capitalismo está levando a vida como um todo.

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