Pais e alunos do Colégio de Aplicação da UFRGS realizarão protesto em frente à escola, nesta terça-feira (15/03), às 8h. O motivo é a falta de professores, que inviabiliza o inicio do ano letivo das séries iniciais. O concurso público, que permitiria a contratação de 33 professores, sofreu recurso judicial, impedindo a efetivação de alguns dos aprovados, atrapalhando assim o retorno às aulas para as séries iniciais da escola e prejudicando o bom andamento do ensino das demais turmas.
A situação do CAp ainda é agravada com a proibição, por parte do MEC, da contratação de profissionais substitutos, que durante muito tempo foram a alternativa à carência de concursados, problema já conhecido em todas as universidades públicas. O concurso já não seria suficiente para repor o quadro docente, que diminui gradativamente, dado o grande número de servidores da universidade que irão se aposentar. Os pais preocupam-se com a qualidade de ensino que a entidade poderá manter nestas condições.
A comunidade escolar deseja chamar atenção do “conselho da UFRGS”, que decidirá na próxima quarta-feira (16/03) sobre as vagas pendentes do concurso, e do MEC, que está cometendo um desserviço à educação de mais de 600 crianças.
(*) Este texto é da COPAME – Comunidade de Pais e Mestres da Escola.

on Mar 13th, 2011 at 8:52 pm
Fiz o concurso do CAP ano passado e fiquei impressionado pela total falta de profissionalismo e pela consequente falta de critérios. Os processos judiciais foram mera consequencia dos problemas de um processo de seleção extremamente problemático, que incluía questões repetidas, bibliografias não recomendadas e transtornos até mesmo quanto aos gabaritos.
Sinceramente, entendo a reclamação da COPAME, mas falta também uma autocrítica sobre os processos de seleção do CAP.
on Mar 13th, 2011 at 8:54 pm
Devagar com o andor. A política do MEC de fazer concurso público para todas as vagas de docencia não é acertada? Sabemos q contrato temporário é o inicio da precarização das relações de trabalho. Se a Justiça embarga um concurso, é ela q deve ser pressionada – e nisso, sim, MEC e Universidade tem q ser ativos. Contrato temporário é coisa de governo neoliberal, não podemos cair nessa!!
on Mar 14th, 2011 at 11:07 am
A quem interessou todo este processo, a falta de transparência, falta de eficiência com o trato da coisa pública. O que os responsáveis pelo referido Concurso tem a se manifestar neste momento.
Se a justiça se manifestou pelo embargo do Concurso, podemos imaginar o que teria sido detectado que motivou tal procedimento.
Esperamos o que o Reitor da URGS se manifeste, afinal de contas se trata de coisa pública e de recursos públicos pago pelos contribuintes.
on Mar 14th, 2011 at 11:46 am
Preocupante essa situação. O Aplicação sempre foi escola de excelência, tive a sorte de ter meus dois filhos como seus alunos, mas já sentíamos, há alguns anos, o efeito danoso dos contratos temporários.
on Mar 14th, 2011 at 3:06 pm
O CAp sofre muito mais do que com a falta dos professores. Há um bom tempo são os professores substitutos que levam o CAp nas costas, tendo que aguentar as guerras de egos dos professores efetivos, uma administração deficiente e a consequente falta de profissionalismo de alguns desses “responsáveis”, que inclusive leva a problemas na hora da seleção de novos professores e de contratação.
on Mar 15th, 2011 at 7:32 pm
Qualquer coisa que aconteça com um professor efetivo, nós ficamos sem aula? é isso?
Não dá, precisamos de professores substitutos sim.
on Mar 15th, 2011 at 8:18 pm
A falta de professores no CAp não é um problema de agora. No ano passado uma turma de 3º ano das séries iniciais (crianças de 8 anos) passou o ANO INTEIRO sem professora pedagoga e as aulas foram dadas por professores de música, inglês, espanhol entre outros. Fiquei impressionado com o caso.