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Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS começa a funcionar

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado do Rio Grande do Sul (CDES-RS) começou a funcionar oficialmente na tarde desta terça-feira. A sessão de instalação do conselho foi realizada no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini. O CDES-RS é um espaço público não estatal que atuará como órgão de consulta e assessoramento do governador Tarso Genro. Composto por 90 conselheiros de diferentes segmentos da sociedade e por 11 representantes do governo, terá o papel de analisar, debater e propor diretrizes para promover o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. O pleno do Conselho se reunirá a cada dois meses. Entre esses encontros ocorrerão reuniões temáticas entre os conselheiros que podem escolher em que câmara temática querem atuar.

Na solenidade de instalação, o secretário executivo do CDES-RS, Marcelo Danéris, destacou o caráter plural da instância e a responsabilidade dos conselheiros em pensar um projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul. “Os conselheiros estão convidados a pensar não em seu segmento em particular, mas sim em propostas para o desenvolvimento do Estado e para o bem-estar do povo gaúcho, especialmente dos setores mais pobres da população. Ninguém será convidado a abrir mão de suas convicções. Pelo contrário, está convidado a trazer suas opiniões e convicções para o CDES com o objetivo de buscar pontos de acordo. Estamos vivendo um momento histórico onde estamos sendo desafiados a fazer história”, disse Danéris que citou ainda um dado que revela um grande interesse na sociedade pela proposta do Conselho: “recebemos mais de 300 pedidos para participar do Conselho, o que indica o valor da iniciativa”.

O governador Tarso Genro lembrou a sua experiência por ocasião da criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, em 2003. “Alguns comentaristas apontavam o CDES com o um elemento de desestabilização do Congresso, como uma espécie de soviete. Seria um soviete bastante estranho, pois reuniria banqueiros, religiosos e outros setores da sociedade. Os fatos demonstraram que essa caracterização era totalmente equivocada. Felizmente aqui no Rio Grande do Sul saltamos essa etapa. Após a experiência dos últimos oito anos do governo Lula, nossa discussão está num patamar superior. Temos um grande acordo em torno da ideia de buscar crescimento com inclusão social e de democratizar o Estado. Nosso debate hoje é como fazer isso”, disse Tarso.

A secretária executiva do CDES nacional, Esther Bemerguy, elogiou a iniciativa do governo gaúcho e destacou algumas das principais contribuições que o conselho nacional realizou durante o governo Lula. Em 2008, observou, quando iniciou a crise financeira internacional, o CDES fez uma série de recomendações para o governo federal. “A maioria dessas propostas foi transformada em política de governo, ajudando o Brasil a superar rapidamente os efeitos negativos da crise internacional”. Ela destacou ainda que o grande diferencial da experiência do conselho é que a conversa e o diálogo são absolutamente transformadores. “Tenho certeza que vocês experimentarão isso aqui também”, afirmou dirigindo-se aos conselheiros que lotaram o salão Negrinho do Pastoreio.

Também integrante do CDES nacional, o vice-presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopes Feijóo, lembrou que, quando o conselho começou a se reunir propôs que a inclusão social fosse o motor do desenvolvimento brasileiro, o que acabou se concretizando nos anos seguintes. “Essa acabou sendo uma iniciativa extremamente importante que ajudou o Brasil a sair da crise de 2008-2009. Ninguém abriu mão de sua história e de suas convicções. O mais importante é que, por meio dessa experiência, estamos produzindo uma transição da democracia meramente representativa para uma democracia participativa que ainda precisa ser aperfeiçoada”.

Foto: Eduardo Seidl/Palácio Piratini

4 Comentários on “Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do RS começa a funcionar”

  1. #1 zé bronquinha
    on Mar 15th, 2011 at 7:38 pm

    O governo de Tarso Genro com o PDT, PTB mais acanhadamente O PP, herdeiro da golpista arena, acabou no dia de ontem. Lá em Não-Me-Toque ,na grande festa do latifùndio chamada de EXPODIRETO, o governador ladeado pelo Sperotto da FARSUL, mais Marco Maia e o vulgo Cabo Anselmo, também conhecido por Aldo Rebelo ou Bonecão de Olinda, se refestelaram em vivas ao relatório predador do novo Código Florestal que vao terminar com o que resta de matas nativas a beira dos Riachos e aumentar em plantios em morros, salvando assim de pesadas multas os criminosos do agronegócio que já haviam infringidoa lei ambiental. São tempos difíceis para os justo e honestos!

  2. #2 Cristian Sangalli
    on Mar 15th, 2011 at 9:31 pm

    Não vejo la muito futuro nesse conselho…as grandes questões não vão passar…ano que vem eleitoral trava tudo…no geral sobram 2 anos mas as grandes mudanças não ocorrem neste tempo.

  3. #3 Professor Sílvio Alexandre
    on Mar 16th, 2011 at 9:31 am

    Pô, pior que é verdade o que o Zé Bronquinha tá falando hem.
    O que é essa postura do Marco Maia meu, que arrogância e que finura hem(de onde vem a grana?)
    O cara tem pinta e age, fala, escreve e se coloca na midia como defensor das elites desse país.
    Tá mal o PT hem!!!
    Fala aí Marco:

  4. #4 Marcelo
    on Mar 16th, 2011 at 10:27 am

    Marco,

    O Conselho tem lá suas possibilidades. Em especial de viabilizar a aprovação dos projetos do governo…
    Mas essa história de espaço público não-estatal não dá.
    O Conselho é espaço criado pelo governo para decidir sobre as pautas do governo. Não tem nenhum caráter deliberativo.
    Esse ranço do Tarso de garantir que é “não-estatal” só pode ser trauma de certas ideias já abandonadas por ele. Ok. Mas daí o governo criar um espaço de decisão que vai funcionar com dinheiro público, para decidir sobre políticas governamentais, de cuja vontade dependerá o executivo estadual é estatal. E que bom.

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