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Alunos da FAPA e UFRGS promovem ato pela abertura dos arquivos da ditadura

Os diretórios acadêmicos de História da UFRGS e da FAPA realizarão neste domingo (3) um ato público, em Porto Alegre, em memória aos mortos e desaparecidos da ditadura militar no Brasil e em defesa da abertura dos arquivos da ditadura. Esta campanha é pauta nacional da Federação Nacional do Movimento Estudantil de História, e tem se espalhado em centros acadêmicos de todo o país. O ato é promovido pelos estudantes, porém, é aberto para todos os movimentos sociais, organizações políticas e entidades que são favoráveis a causa. A concentração para o ato está marcada para as 15 horas, nos Arcos da Redenção, devendo seguir em caminhada até o Colégio Militar, onde está prevista a entrega de uma carta para os representantes dos Direitos Humanos.

3 Comentários on “Alunos da FAPA e UFRGS promovem ato pela abertura dos arquivos da ditadura”

  1. #1 Carla Lima
    on Apr 2nd, 2011 at 8:43 pm

    Brilhante iniciativa!Todos devemos prestigiar
    Carla Lima

  2. #2 Neli
    on Apr 4th, 2011 at 4:41 pm

    Vi num filme, que logo após a queda do muro de Berlim os arquivos já estavam disponíveis para consulta. Quem poderia expor sobre as condições dos arquivos da ditadura no Brasil? Eles estão organizados para possíveis pesquisas?

  3. #3 Fernando
    on Apr 4th, 2011 at 10:55 pm

    Neli, a queda do Muro de Berlim apesar de ter sido pacífica foi um tanto anárquica. Os alemães “ex-orientais” invadiram a sede da Statsi, botaram fogo e destruíram muita coisa. Os teóricos da conspiração dizem que entre os manifestantes haviam dezenas de ex-agentes e informantes da Statsi que sabiam exatamente o que destruir, e assim sumirem com provas de seu envolvimento na repressão.

    Após a reunificação, Egon Krenz, o último lider da RDA foi julgado e posto na cadeia sob a acusação de assassinato, assim como outras figuras do antigo regime e alguns guardas de fronteira. Erich Honecker, antecessor de Egon Krenz, fugiu para Moscou para evitar sua prisão. Foi extradidato por Boris Yeltsin em 1992 mas acabou libertado pelo governo alemão por sua saúde debilitada. Morreu em Santiago do Chile, em 1994.

    O curioso é que os líderes do Partido Socialista Unificado da Alemanha foram processados e condenados. Egon Krenz, Günter Schabowski, Günther Kleiber, entre outros, cumpriram tempo de prisão(4-6 anos), assim como alguns guardas do Muro de Berlim, todos acusados de assassinato.

    Já os agentes da Statsi sumiram na fumaça dos arquivos destruídos…

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