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O retorno de Policarpo Quaresma

Com todo o respeito que o deputado estadual Raul Carrion (PC do B) merece, o projeto de sua autoria que estabelece a obrigatoriedade da tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa oscila entre o irrelevante e o constrangedor. Irrelevante porque todos os documentos públicos são escritos em língua portuguesa. Constrangedor porque a presença ocasional de um termo de outra língua nestes documentos está longe de ser um dos problemas prioritários que o Estado e o país têm para resolver. O tema só se presta a alguns minutos de holofotes midiáticos. Logo em seguida rumará em disparada para a irrelevância.

Os argumentos nacionalistas usados em defesa do projeto lembram o romance “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, escrito por Lima Barreto no início do século passado. Nacionalista entusiasmado, o personagem que dá nome ao livro, propõe à assembleia legislativa republicana a adoção do tupi como língua oficial. Certamente, o parlamentar não pensa em apresentar nada parecido. Fica a sugestão da leitura em todo caso.

Imagem: Cena do filme “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, adaptado para as telas a partir do romance “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto. O personagem principal é encarnado por Paulo José.

32 Comentários on “O retorno de Policarpo Quaresma”

  1. #1 Fernando
    on Apr 19th, 2011 at 6:06 pm

    Agora teremos o Grêmio Ludopédio Porto Alegrense e o Esporte Clube Internacional.

  2. #2 José Renato Moura
    on Apr 19th, 2011 at 7:05 pm

    Minha filha é adolescente, e matou a charada. Chamei ela para dar opinião sobre essa lei, e ela ficou revoltada: para mim esse cara não sabe falar nada em inglês, e é recalcado …

  3. #3 zé bronquinha
    on Apr 19th, 2011 at 7:30 pm

    Igualmente ao seu colega de partido, o Aldo Rebelo, que com argumentação nacionalista paranóica, para esconder o seu lado ruralista, disse que seu projeto de Cód. Florestal é combatido por legiões estrangeiras.

  4. #4 Claudio Dode
    on Apr 19th, 2011 at 7:43 pm

    Não sei se este é o caminho, mas os excessos que estão aí. Outro dia eu reparava que um caminhão de entrega estava todo escrito em ingles tanto a propaganda como as orientações de detalhes, etc..

    Gostaria de lembrar que isto é uma maneira de dominação.

    Por outro lado temos também um “esnobismo” que usar termos em ingles, que poderia representar uma convivência com os estrangeiros. Podemos ver isto nas pessoas que vão fazer algum cursinho, principalmente, nos “states”. O cara volta deletando, numa nice etc. Este tipo de gente tem de mostrar que apreendeu alguma coisa, e na maioria das vezes foi só isto.

    Ao contrário do que pensa a filha do José Renato não acredito que possa ter algum recalque o Dep. Carrion se por acaso não falar ingles, eu tenho pena é daqueles que acham “chic” demonstrar seus parcos conhecimentos de ingles, que normalmente são os que mais gostam de demonstrar algum entendimento e frequencia no uso limitado da lingua estrangeira.

  5. #5 Ricardo Mainieri
    on Apr 19th, 2011 at 10:17 pm

    Carrion me lembra certo tempo de militância estudantil. De Libelus, O Trabalho e Convergência Socialista.
    Tempo em que o militante, de certo modo, devia ojerizar tudo o que vinha dos States, inclusive o bom rock e jazz.
    Tempo em que a luta do trabalhador, do campesinato era prioritária e falar em necessidades culturais do povo soava mal.
    A dominaçâo, de fato, existe. Como existiu em eras anteriores com o francês, onde era chic falar tres jolie, chardonay, pret-a-porter.
    A língua é uma estrutura dinâmica. Incorpora estrangeirismos, gírias e até palavras chulas. Isto é próprio de seu enriquecimento.
    Eu, como aprendiz de escritor, me sentiria meio deslocado sem poder usar de toda a dinâmica que a língua portuguesa oferece.
    Meu prazer é mesclá-la, sim, com a bela língua castelhana, alguns termos em inglês, com linguagem técnica, tudo que enriquecer o texto, seja a nível de significado ou de significante.
    Sinto um certo atraso na proposição de Carrion, um homem inteligente e graduado em História pela UFRGS.
    Espero projetos mais interessantes deste combativo parlamentar.

    Ricardo

  6. #6 Adriana
    on Apr 19th, 2011 at 11:16 pm

    Marco! Segue aqui o voto de cada deputado. E aí vai se mandar O triste Fim de Polocarpo Quaresma para todos? rsrrsrsrssr
    Confira como votou cada deputado

    Bancada do PT
    Alexandre Lindenmeyer (PT) — a favor
    Altemir Tortelli (PT) — a favor
    Ana Affonso (PT) — a favor
    Daniel Bordignon (PT) — a favor
    Edegar Pretto (PT) — a favor
    Jeferson Fernandes (PT) — a favor
    Luis Fernando Schmidt (PT) — a favor
    Luis Lauermann (PT) — a favor
    Marisa Formolo (PT) — a favor
    Miriam Marroni (PT) — a favor
    Nelsinho Metalúrgico (PT) — a favor
    Raul Pont (PT) — a favor
    Valdeci Oliveira (PT) — a favor

    Bancada do PMDB
    Alexandre Postal (PMDB) — contra
    Álvaro Boessio (PMDB) — a favor
    Edson Brum (PMDB) — contra
    Giovani Feltes (PMDB) — contra
    Márcio Biolchi (PMDB) — contra
    Marco Alba (PMDB) — contra
    Maria Helena Sartori (PMDB) — contra

    Bancada do PP
    Adolfo Brito (PP) — contra
    Frederico Antunes (PP) — contra
    João Fischer (PP) — contra
    Mano Changes (PP) — contra
    Pedro Westphalen (PP) — contra
    Silvana Covatti (PP) — contra

    Bancada do PSDB
    Adilson Troca (PSDB) — contra
    Jorge Pozzobom (PSDB) — contra
    Lucas Redecker (PSDB) — contra
    Pedro Pereira (PSDB) — contra
    Zilá Breitenbach (PSDB) — contra

    Bancada do PDT
    Adroaldo Loureiro (PDT) — a favor
    Alceu Barbosa (PDT) — a favor
    Dr. Basegio (PDT) — a favor
    Gerson Burmann (PDT) — a favor
    Gilmar Sossella (PDT) — a favor
    Juliana Brizola (PDT) — a favor

    Bancada do PTB
    Aloísio Classmann (PTB) — contra
    José Sperotto (PTB) — contra
    Jurandir Maciel (PTB) — a favor
    Marcelo Moraes (PTB) — contra
    Ronaldo Santini (PTB) — contra

    Bancada do PPS
    Luciano Azevedo (PPS) — contra
    Paulo Odone (PPS) — contra

    Bancada do PSB

    Catarina Paladini (PSB) — a favor
    Heitor Schuch (PSB) — a favor
    Miki Breier (PSB) — a favor

    Outros partidos
    Carlos Gomes (PRB) — a favor
    Paulo Borges (DEM) — contra
    Raul Carrion (PCdoB) — a favor (autor do projeto)

    O projeto

    O projeto determina que todos os órgãos, instituições, empresas e fundações públicas deverão priorizar na redação de seus documentos oficiais, materiais de propaganda e publicidade, a utilização da língua portuguesa, em vez de termos estrangeiros.

    O texto da proposta diz ainda que, nos casos excepcionais, em que não houver na língua portuguesa palavra ou expressão equivalente, o significado da palavra estrangeira deverá estar escrito, logo após sua utilização no texto

  7. #7 fátima avila
    on Apr 20th, 2011 at 6:13 am

    Creio que a mais lúcida análise que li a respeito do projeto do Dep. Carrion foi a de Ricardo Mainieri: exatamente por estrutura dinâmica que a língua se enriquece! Ao engessá-la, perderíamos este poder de transformação. E nossa relação tão próxima do Prata? E a Serra?
    Relamente, é um ranço do dep. Carroin…

  8. #8 panoramix
    on Apr 20th, 2011 at 11:28 am

    Infelizmente não pude escolher minha língua pois seguramente falaria inglês, idioma mais fácil, mais lógico, mais direto e em evolução constante!
    Português acho bonito nos escritos de Fernando Pessoa, maior poeta da língua românica flexiva derivada do latim vulgar, difícil de falar, difícil de escrever e engessada por algumas múmias que insistem no purismo linguístico. A gurizada já percebeu isso e está quebrando as regras. A rigor todas as línguas latinas são terríveis, italiano e francês são belos exemplos também!
    Raul Carrion e Aldo Rebelo sempre tiveram (e tem) minha admiração, mas o projeto em si está “out of time” :-)
    “Só pra constar: Marx também falava inglês”

  9. #9 Ricardo Mainieri
    on Apr 20th, 2011 at 11:50 am

    Obrigado pela distinção. Pessoa muito próxima a mim foi colega de faculdade de Carrion. Ele mudou um tanto ao entrar no ramo político…

    Ricardo

  10. #10 Gabriel
    on Apr 20th, 2011 at 1:08 pm

    Tem outras línguas no mundo além do inglês, por incrível de pareça.

    Inclusive, para reforçar a liberdade linguística, recomendo que as lojas que usam “Sale” e “Off” nas liquidações usem uma língua diferente a cada semana.

    Nedersetting! Kasunduan! Uppgjörs! lonnaíochta!

    Entendeste o tamanho da bobagem?

  11. #11 stela pastore
    on Apr 20th, 2011 at 1:31 pm

    Acho que língua tem a ver com soberania.
    Poucas pessoas, percentualmente, falam inglês no Brasil. Mesmo que o português seja um idioma gramaticalmente complicado, é nossa língua. A tradução dos termos em inglês vai contribuir para que as pessoas compreendam melhor os termos, que usam na forma de repeteco atualmente e para não passar vergonha.
    Acho o projeto pedagógico e contribuir para o maior conhecimento das pessoas. Considero que o debate é rico, e tem muitas nuances positivas. Me pareceu que a mídia no dia de hoje está com pressa em tratar este tema e o tem tratado preconceituosamente.

  12. #12 Zeca
    on Apr 20th, 2011 at 2:29 pm

    Carrion, tão preocupado com o vernáculo, deve começar a ler Oswald de Andrade urgentemente. Aliás, o deputado em questão votou a favor do aumento de seu salário em 73%. Ele tem se esforçado para engrandecer seu currículo.

    Que venha a surra eleitoral daqui a quatro anos.

  13. #13 Paulo Sbentenar
    on Apr 20th, 2011 at 2:30 pm

    Como é que é mesmo, em inglês : “SINDROME DE VIRA-LATAS” ?

  14. #14 Rafael
    on Apr 20th, 2011 at 3:55 pm

    Talvez a criação de uma lei não seja o mais recomendável. Mas endosso qualquer campanha que busque diminuir o excesso de estrangeirismos. Sei ler e falar inglês, mas misturar várias línguas demonstra, isto sim, pobreza de vocabulário em todas elas. A imensa maioria de estrangeirismos pode ser traduzida de forma tranquila.

  15. #15 Daniel
    on Apr 20th, 2011 at 3:58 pm

    Dizer que ”as línguas latinas são terríveis” é, no mínimo, uma tremenda ignoräncia linguística. Trata-se de um comentário que não possui nenhum sentido e é até mesmo contraditório, pois qualquer idioma é ”mais fácil, mais lógico, mais direto” do ponto de vista dos seus falantes nativos. São critérios subjetivos e, no limite, históricos que dizem que uma ou outra língua é mais fácil que outra. Como no próprio exemplo, se o português está sendo reinventado, então ele também está em constante evolução! A questão de preservar o idioma contra a dominação linguística não se reduz a proibir estrangeirismos, mas antes busca mostrar que não é tão evidente assim que o inglês seja e deva ser falado por todo mundo. É um problema que fica bem mais nítido em países como o Canadá, onde o bilinguismo significa primeiro a preservação de cada idioma. Apesar do PCdoB ter se tornado um partido oportunista, esta proposta pelo menos lembra que nossa língua é sim um patrimônio importante, assim como ela é uma coisa viva, o que pode ser verificado no nosso rico folclore, na música brasileira e nas falas regionais. É uma questão de deixar de ser preguiçoso e complexado, e ir além de um F. Pessoa.

  16. #16 Fernando
    on Apr 20th, 2011 at 4:20 pm

    Oswald é nome próprio. Aí pode.

  17. #17 panoramix
    on Apr 20th, 2011 at 6:15 pm

    É interessante como algumas pessoas emitem suas opiniões desaforadas e agressivas alavancadas no comentários de outras. Parecem não possuir ideias próprias e lançam seu ranço, seja lá de que especie for, contra qualquer coisa que atentar contra suas verdades que são sempre pétreas, absolutas e certamente geniais. Seus raciocínios são minimalistas e tem o objetivo único de tentar avacalhar o próximo. Penso que esse espaço disponibilizado e moderado pelo Weisseimer não é bem para debates, mas não vou levar agressão de graça, mesmo porque não me referi a ninguém especificamente, minha opinião foi genérica e ratifico o que disse.
    Qual é companheiro: bordoada de graça? Ignorante, preguiçoso e complexado, qual é a tua meu?
    Vira-latas e adjetivo pra tucano que gosta de tirar os sapatos e esse não é o meu caso, embora não tenha achado que o comentário do Paulo Sbentenar tenha sido pra mim, quem pegou o bonde andando foi vossa eminência!

  18. #18 Zeca
    on Apr 20th, 2011 at 7:28 pm

    Ok, mas me referia a antropofagia mesmo… hehehe

  19. #19 Ariane
    on Apr 21st, 2011 at 12:17 am

    Constrangedor é achar que esta discussão não tem sentido. No final do ano fui a formatura de uma escola de música onde participaram mais de cem crianças e não havia nenhuma música brasileira, Isso não ocorreu por acaso. Há um descuido, um descaso com nossa língua e com nossa cultura. Talvez o projeto não esteja bem formulado. Não o li. Mas o fato é que precisamos urgentemente de proteção para nossa cultura e logicamente para nossa linguagem. A França faz isso e ninguém acha ruim.

  20. #20 gaúcho
    on Apr 21st, 2011 at 9:58 am

    Vou remar contra a maré, achei muito bom o projeto do bom dep. Carrion, viajo todo o Brasil e conheço quase todo o mundo e posso dizer que um dos lugares em que mais se usa o inglês é no RS, em especial, a cidade de Porto Alegre.

    Sinceramente, acho ridículo e patético querer empregar uma palavra estrangeira quando há equivalente em vernáculo, para mim é prática típica de classe média colonizada.

    Respeito todas as opiniões mas achei o projeto de lei válido e útil.

  21. #21 Daniel
    on Apr 21st, 2011 at 8:09 pm

    Nevermind.

  22. #22 Felipe
    on Apr 22nd, 2011 at 9:47 pm

    O projeto é surreal e de um preconceito, tipo: só porque, atualmente, o inglês é a língua mundialmente “dominante”. E se for do francês, pode? E se for do espanhol, pode? E se for uma palavra de origem indígena (mandioca, tapioca, Paraná, Iguaçu e milhares de outros exemplos…), pode? Porque nada disso é “português”. Convenhamos, é um projeto patético, que ignora completamente o simples fato de que as línguas – TODAS – são organismos vivos, dinâmicos, que buscam e levam palavras em outras fontes. O mais admirável de tudo isso é o próprio inglês, uma língua originalmente germânica e que foi invadida pelo latim, galês, escandinavo, normando, etc… O inglês talvez seja a língua mais misturada e mestiça do mundo, com influências de inúmeros povos e cultura. Aí está a riqueza da língua de Shakespeare, que não fez leis para se “proteger” de “ameaças” culturais imaginárias e que, ao adotar (pelo povo, povão mesmo) termos externos, não deixou de evoluir ou existir e continua aí, viva. É muita pretensão do tal deputado acreditar que uma língua tão forte e rica como o português (e seus falantes, escritores e estudiosos) precise de “proteção”. O fato é que o português continuará sua trajetória evolutiva, com ou sem tal lei sensacionalista. E, convenhamos, ninguém seria louco de retirar da língua palavras como camundongo, acarajé, balé, futebol, alfaiate, açúcar, xadrez, etc, etc, etc. Eu sugeriria que o deputado voltasse correndo aos bancos escolares, pois o tamanho da sua ignorância é atordoante para quem ocupa um cargo público de tamanha relevância.

  23. #23 Mariah
    on Apr 23rd, 2011 at 10:34 pm

    É um case interessante! O problema é que existe uma mentalidade idiota, pobre, colonizada que força a barra usando termos em inglês, quando os temos em port. Uma coisa é usar a palavra mouse que entrou para o port. quando não tínhamos um termo para isso. Outra é usar off, para liquidação. Só uns comerciantes bestas para fazer isso. Só que a tal lei tb não é o caminho.

  24. #24 elektrofossile
    on Apr 24th, 2011 at 3:45 am

    pois é, BrancaCasa e parceiraKhatarina. nesta esteira acompanhei manifestações várias e diversas enquanto vai esquentando meu notebook. há que haver a liberdade solicitada e batalhada. nem por isso o idiomático seja desprezado. como é legal dizer “ficheiro” para arquivo, ou “rato” para mouse, ou – talvez = baixamento, para ‘download”. download é muito down. eu acho

  25. #25 elektrofossile
    on Apr 24th, 2011 at 3:46 am

    muyto erudito, todo mundo. khlaro

  26. #26 Roberto Weber
    on Apr 24th, 2011 at 7:17 pm

    Engraçado que na França esta mesma lei existe e funciona há mais de vinte anos. Ninguém reclamou…mas nós aceitamos sermos aculturados o tempo todo, na fala, nas canções, na escrita. Um exemplo: a nossa música “sertaneja”, que melhor seria chamar-se “USA country music”…

  27. #27 Marco W.
    on Apr 25th, 2011 at 9:12 am

    Não existe essa mesma lei na França. O que existe é a Lei Toubon que estabelece regras gerais sobre o uso da língua francesa e sua relação com outros idiomas. A lei prevê sim mecanismos de “defesa” do idioma francês, resguardando porém as “denominações de produtos típicos de países estrangeiros que sejam vastamente conhecidos”, entre outras exceções.

  28. #28 pico de menezes
    on Apr 25th, 2011 at 9:28 am

    Enquanto isso… lá na vila… o pai de 5 filhos levanta as 4… pra pegar 3 onibus… e ganhar 1/20 do q o deputado ganha… esse pai tá cagando pro off, sale, chardonay. Mudem a vida dessas pessoas. Olhem a tabela dos votos na Assembleia e analizem. Os caras nem sabem no q votaram, só sabem q têm q votar com os da bancada.

  29. #29 Arturo
    on Apr 25th, 2011 at 3:19 pm

    Honestamente, qualquer coisa que queira proteger a “pureza” cultural e linguística do Brasil, um país MESTIÇO, é de uma antice atroz.
    Votei no excelentíssimo deputado na eleição de 2006 e admiro sua luta em diversas áreas, mas nessa, lamento, ele errou feio. A língua é dinâmica e mutante e não é uma lei qualquer que vai protegê-la de estrangeirismos (que, inevitavelmente, serão incorporados ao vernáculo com o passar do tempo). Existem abusos? Sem dúvida. Devemos perder tempo com eles? Na escola e não na legislação.
    Ademais, pretender querer comparar o caso do Quebec, como alguns fizeram, com o Brasil é de uma ignorância histórica incrível. E, estrangeirismos por estrangeirismos, o francês quebecois é repleto deles, MESMO.

    Acho que o Carrion deveria juntar-se ao MTG em sua busca por “pureza” cultural…

  30. #30 Gabriel
    on Apr 27th, 2011 at 2:08 pm

    A lei não proíbe nada e não tem nenhuma referência ao inglês. A lei apenas obriga que sejam traduzidos os termos estrangeiros.

  31. #31 Felipe
    on Apr 27th, 2011 at 10:01 pm

    A lei é voltada basicamente contra o inglês, inspirada no que os franceses (fazendo-se de vítimas e esquecendo-se de que também foram colonialistas) fizeram na França. É pura dor de cotovelo dos franceses, que não suportam o fato de o inglês ter se difundido eficientemente pelo mundo. E é claro que é patético alguém falar “delivery” quando existe a palavra “entrega” em português. A questão não é essa. A questão deveria ser valorizar suficientemente os professores e o ensino de português, botar o povão para de fato LER e ESCREVER. Bem formado, qualquer cidadão brasileiro saberá perfeitamente distinguir entre o bom uso da língua portuguesa e modismos mercadológicos de lojistas e publicitários recalcados que usam termos desnecessárias em inglês para parecer algo “chic” ou moderno. Essa é a questão.

  32. #32 Toninho Sá Guimarães
    on Dec 26th, 2011 at 11:20 pm

    Se o PCdoB colocasse em prática todo este pudor em defender a língua em suas alianças político-eleitorais, certamente teriam evitado cometer traíções históricas à classe trabalhadora, tais como a aliança deles com Collor quando da eleição deste ao governo alagoano.

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