O deputado Raul Pont (PT) criticou hoje a versão adotada por setores da oposição sobre o fechamento da unidade da Azaleia, em Parobé. Para ele, a empresa sai do Estado em busca de outro lugar, com mais vantagens fiscais e onde sindicatos não sejam tão atuantes e os salários sejam mais baixos. “A busca do lucro é o princípio do capitalismo. A decisão da empresa reflete esta concepção”, e reflete seu total descomprometimento com os trabalhadores e com o Estado que durantes anos lhe concedeu grandes benefícios fiscais”, afirmou.
Pont responsabilizou a guerra fiscal pela transferência de fábricas para outros estados, lembrando que a Azaléia chegou a ser beneficiada, durante o governo Britto, com mais de R$ 50 milhões do Fundopem. “Esta forma de fazer política industrial gera verdadeiros leilões das finanças públicas em benefício de empresas privadas”, criticou. Para o parlamentar, uma evidência clara de que a empresa não está em crise, são seus investimentos em unidades no exterior. Bem como, não vale o orgumento dos juros e do cambio que é o mesmo no Rio Grande o no Nordeste.
Raul Pont observou ainda que a renúncia fiscal no Rio Grande do Sul equivale a 30% da arrecadação potencial de ICMS. “São isenções concedidas com pouca ou nenhuma contrapartida e sem segurança de permanência da empresa no estado após a fruição dos benefícios”. Ele defendeu a aprovação de um projeto de lei, de sua autoria, que confere transparência à concessão de benefícios fiscais.
O deputado Giovani Feltes (PMDB) reconheceu que a Azaléia recebeu incentivos fiscais no governo Brito, mas observou que foram os governos militares os que mais concederam estes benefícios ao setor calçadista. Ele concordou que parte do problema vivido pela indústria calçadista pode ser explicado pela subvalorização do Yuan e pela entrada de calçados chineses através da triangulação comercial, que burla as barreiras impostas pelo governo brasileiro.
O governador Tarso Genro classificou como “irresponsável” a forma como a indústria anunciou a desativação da unidade em Parobé, sem aviso formal ou qualquer tipo de negociação com o Estado. “Não fomos comunicados sobre a decisão da empresa, que recebeu benefícios fiscais homéricos do povo gaúcho. Aliás, o único comunicado foi o aviso-prévio dado aos empregados demitidos”, declarou. O chefe do Executivo gaúcho anunciou que encomendará uma pesquisa para saber quanto a empresa ganhou em benefícios fiscais nos últimos anos e prometeu se empenhar para que os trabalhadores demitidos encontrem rapidamente outros empregos.
A Azaléia justificou o fechamento da última unidade gaúcha da empresa e a demissão de 800 funcionários pela “perda de competitividade das exportações brasileiras e pela concorrência com os calçados produzidos fora do país”. A empresa tem hoje 27 fábricas de calçados femininos e esportivos em três complexos industriais do Nordeste, além de uma fábrica na Argentina e outra na Índia. A direção da empresa não anunciou quanto recebeu em isenções fiscais no Rio Grande do Sul nos últimos anos, nem quanto paga para os funcionários de suas unidades no Nordeste, na Argentina e na Índia.

on May 10th, 2011 at 9:35 pm
Alguém poderia informar como se pode identificar se um calçado é da Azélia?
on May 10th, 2011 at 11:24 pm
Certamente a atitude tomada por essa Empresa representa um descaso com o Gov. do RS e com o povo gaúcho, este que deixou de receber melhor qualidade de vida nas áreas de segurança, saúde e educação com o incentivo em torno de 50 milhões de reais, este representado por Isenções Fiscais do Gov. do RS, afora os incentivos dados pelo erário público municipal.
Imagine o que essa Empresa bancou a campanha eleitoral de muito político gaúcho, é só consultar o site transparência brasil, certamente muitos milhões foram direcionados a alguns políticos eleitos, isso em nome de quem, a quem favoreceu as isenções naquela época e neste momento.
O que se precisa urgentemente é que o Gov. do RS disponibilize os dados referentes a isenções fiscais concedidas a Empresas no RS, estes dados devem ser transparentes para o cidadão que paga impostos e quer saber para onde foram carreados os recursos públicos ano a ano.
O que se constata que o Diário Oficial do Estado publica a isenção faltando com os dados em recursos financeiros e períodos e contrapartida das Empresas beneficiadas.
No Gov. Yeda alegavam que esta lista não poderia ser fornecida por vários e inúmeros motivos, estranho tudo isso, a quem interessa que a lista não seja publica.
Ficaremos no aguardo da publicação da referida lista de isenções fiscais, que no ano de 2011 representam 11 bilhões de reais, pelo menos é que muito político comenta e a própria imprensa.
Pasmem, as isenções fiscais no RS parecem ser caso de polícia.
on May 11th, 2011 at 12:28 am
Se muito me engano, Antônio Britto trabalhou na Azaléia depois que saiu do governo….de repente foi um “prêmio”…
on May 11th, 2011 at 5:13 am
Nós vivemos naquela região de 1988 a 2000.Muitas empresas de lá foram para o nordeste, pois queriam ganhar mais pagando menores salários. A Azaléia teve seu casco rompido e começou a fazer água no momento em que os de Paula vacilaram e entregaram a empresa para àquela coisa ruim que afundou o estado. Só podia dar nisso. Se a memória não me trai, aquela coisa fechou uma das unidades fabris do grupo sediada em São Sebastião do Caí ou a deixou bastante debilitada e foi fechada logo a seguir.
on May 11th, 2011 at 8:49 am
Após a concessão de incentivos do FUNDOPEN e a derrota eleitoral o ex-governador Antonio Britto foi cobrar a conta da Azaléia que lhe proporcionou o cargo de presidente do Conselho de Administgração, Nessa gestão vários candidatos a deputados pegaram dinheiro para a campanha eleitoral, sendo que um deles, inclusive é do PT e amigo do Rau Pont que é o atual prefeito de NH, Tarcisio Zimmermann, é só olhar no site do TRE/TSE.Essa é a prova que não existe almôço de graça.
on May 11th, 2011 at 10:31 am
Tudo o que Pont e Genro dizem é verdade. Mas é verdade também que o governo federal não tem dado a devida atenção ao problema do câmbio. Quem acompanha o Luis Nassif nos últimos *anos* está acostumado a vê-lo bater na mesma tecla: o descuido do câmbio nos coloca no risco de desindustrialização. Se as omissões dos discursos de Pont e Genro indicam que seu partido ainda não dá a atenção requerida ao problema, e não reconhece os erros dos governos Lula e Dilma na área, estamos mal.
on May 11th, 2011 at 11:02 am
Nossa mídia badala muito os Grendene: festas de fim de ano em Punta, as dezenas de esposas e ainda maior número de filhos….
Podia antes ter badalado os incentivos fiscais versus comprmissos com a comunidade….
Agora é tarde.
on May 11th, 2011 at 1:39 pm
Zé, é por este motivo que as campanhas devem ser financiadas com dinheiro público. Mesmo eu sabendo que Tarcisio Zimmermann nunca faria este joguinho sujo de que o acusas, por ter arrecadado dinheiro para sua campanha com esta empresa, corre o risco desta acusação.
on May 11th, 2011 at 1:40 pm
A Vulcabras (Azaléia) foi se embora atrás de baixos salários e incentivos fiscais lá no extremo oriente. Acho que o Brasil devia cobrar uma taxa extra de uns 100% nos produtos destes fujões quando quisessem importa-los para o Brasil.
on May 11th, 2011 at 2:24 pm
Vou observar com muito cuidado a marca do calçado que comprarei de agora em diante . ” Se for Azaléia,não compro. ” E vou gritar isso aos 4 ventos !!!! SE FOR AZALÉIA NÃO COMPRE ! SE FOR AZALÉIA N Ã O COMPRE !
on May 11th, 2011 at 3:28 pm
Sim, foi diretor. Segundo um conhecido que trabalhou lá nessa época, ele não tinha poder nenhum, somente o cargo e o salário.
on May 11th, 2011 at 3:32 pm
A Azeléia não vai quebrar, seus proprietários não vão abandonar Punta e St. Barth, não venderão suas Ferraris nem deixarão de viajar de primeira classe e jato executivo com o teu boicote, Golvaci.
O máximo que tu vai conseguir é terminar com os empregos que sobreviveram em Parobé.
Agora, se for para abrir a caixa preta do Fundopen e por uma reforma que acabe com esta maldita guerra fiscal, pode contar com o meu grito.
on May 11th, 2011 at 4:19 pm
Alguém sabe informar se a Azaléia fabrica sapato número 171?????
on May 11th, 2011 at 5:15 pm
No período 1.995 a 1.999 ””Antonio Britto era o Governador do RS””. Mais tarde, de 07/2.003 a 12/2.008, ””Antonio Britto foi o Presidente da Azaléia””(hahaha). Que casualidade, tche!!!!!!!!!!!!!!!!
on May 11th, 2011 at 5:48 pm
Impressionante, tudo o que o Sr. Antônio Brito pôs as mãos quebrou.
on May 11th, 2011 at 7:34 pm
Dão incentivo para os grandes e as empresas pequenas pagam a conta. Tem que acabar com os salarios grandes no Governo do RS, assim não precisa tirar tanto das empresas. Numa coisa Azaléia está certa, começou a dar prejuízo, fecha. Porque se preocupar com trabalhador se qualquer coisa metem na justiça como forma deganhar dinheiro fácil?
on May 11th, 2011 at 8:45 pm
Este pessoal adotou o “know-how”das montadoras de veículos. Sugam o que podem e não poderiam não fossem alguns governantes calaveras e trambiqueiros, para dizer pouco. Como as montadoras…”levarão a planta” para outras paragens com algum safado de plantão que lhes encha os bolsos com o din-din que deveria ser aplicado em educação e saúde. Quanto a infra-estrutura, o din-din do povo é bem aplicado…na infra deles.
on May 11th, 2011 at 10:12 pm
Mais uma herança maldita do Brito e da Yerda, de triste memória.
on May 11th, 2011 at 11:34 pm
Estes “reformistas”, se é que ainda podem ser chamados assim, que administram os negócios da burguesia são simplesmente ridículos e incoerentes em suas afirmações. O Pont propõe “humanizar” e “moralizar” as isenções fiscais ao capital enquanto que o governador que recentemente concedeu um generoso incentivo fiscal à Braskem, fala em “transparência” do entreguismo.
Seria cômico se não fosse trágico!
on May 12th, 2011 at 9:05 am
e o odone quase o levou para o Grêmio….. o clube já anda mal das pernas, nem quero imaginar como ficaria.
on May 12th, 2011 at 10:04 am
Brito: A herança maldita! Infelizmente, o ex-governador vai se tornar o governador mais lembrado da história do RS. Mais um monstro fabricado pela RBS/Globo. Em protesto, pelo fato dessa empresa receber milhões em incentivos do governo e, depois, “se lixar” para o RS, já estou participando da campanha: “Não compre nada que leve a marca Azaléia ou Grendene”.
on May 12th, 2011 at 5:47 pm
Por isso que eu dou risada quando me vem com esse papo de:
Ah, eu sou gaúcho!!!!
on May 13th, 2011 at 7:27 pm
É o mesmo comportamento de uma nuvem de gafanhotos…Devastam toda uma lavoura para partir para a próxima…saem gordaços!!
on May 18th, 2011 at 11:42 am
O que os Deputados Estaduais e Federais do PT e PDT estão fazendo de concreto para evitar a quebradeira calçadista? O Vieira da Cunha, por exemplo, este ano, só soube aumentar o próprio salário! Votam em tudo o que a Dilma e o Tarso mandam. Depois choram empregos perdidos? Piada.