A recuperação econômica sem criação de postos de trabalho nos EUA está se convertendo em uma recuperação sem trabalho e renda, diz o analista político Mike Whitney em um artigo onde sustenta que a economia norteamericana está, sim, em depressão. Ele aponta os indícios: os salários se contraem, os postos de trabalho escasseiam, o auxílio desemprego acaba e o dólar despenca. Pode-se duvidar que os EUA estão em meio a uma depressão? Há 14 milhões de desempregados, 42 milhões dependendo dos cartões de alimentação, os sem teto não param de crescer, os despejos subiram para 2 milhões por ano.
Ele cita Robert Reich, secretário do Trabalho no governo Clinton, para sustentar seu ponto:
“A notícia economicamente mais relevante deste primeiro semestre de 2011 é a da queda dos salários reais (…) A fim de manter os postos de trabalho, milhões de estadunidenses estão aceitando reduções salariais. E se já foram despedidos a única maneira de encontrar um novo trabalho é aceitar salários ainda mais baixos”.
“A contração salarial está colocando as famílias estadunidenses em uma situação esquizoide de duplo vínculo. Antes da recessão eram capazes de pagar as faturas porque dispunham de dois salários. Agora, o mais provável é que disponham de um e meio, ou de somente um e em processo de contração (…)”.
“A recuperação econômica sem criação de postos de trabalho que os EUA estão experimentando está se convertendo em uma recuperação sem salários. O que aponta para uma probabilidade de nova recessão muito maior que o risco de inflação”.
A situação dramática vivida por milhões de trabalhadores e trabalhadoras dos Estados Unidos não está sendo objeto de atenção na mídia internacional. Para quem quiser ler algo sobre o assunto, aqui vai a íntegra do artigo de Mike Whitney.

on May 11th, 2011 at 11:37 pm
Foi preciso dez anos e uma guerra mundial para os Estados Unidos sairem da Grande Depressão. Além de uma forte atuação do governo de Franklin Delano Roosevelt na economia e na sociedade para os Estados Unidos não acabarem. Acabarem mesmo, sem FDR e o New Deal os Estados Unidos provavelmente teriam mergulhado numa nova guerra civil, revolução ou secessão.
Pouca gente sabe ou já viu imagens, mas existiam favelas no Central Park em Nova York. As pessoas ficavam horas em uma fila para conseguir um prato de sopa do Exército da Salvação e morriam de frio na rua.
Não estamos em uma guerra mundial como a do século passado, Obama por mais bem intencionado que seja não é FDR e os danos da desregulamentação financeira de Ronald Reagan foram devastadores.
Acham que em dois, três anos a crise irá se dissipar? Nem Obama prometeu isso, nem o mais otimista analista tem coragem de dizer algo semelhante. A economia americana irá ter mais altos e baixos, recaídas, crises, etc. Por sua capacidade de reinvenção, de inovação, irá sobreviver e a maré irá virar.
Quando? Quem tiver a resposta arruma um emprego na Casa Branca.
on May 12th, 2011 at 9:50 am
Foi preciso dez anos e uma guerra mundial para os Estados Unidos sairem da Grande Depressão. Além de uma forte atuação do governo de Franklin Delano Roosevelt na economia e na sociedade para os Estados Unidos não acabarem. Acabarem mesmo, sem FDR e o New Deal os Estados Unidos provavelmente teriam mergulhado numa nova guerra civil, revolução ou secessão.
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