
Por Renata Colombo – Rádio Guaíba/APEDeMA-RS
A sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), localizada na esquina entre as avenidas Aureliano de Figueiredo Pinto e Praia de Belas, em Porto Alegre, foi destruída, na tarde desta segunda-feira, por uma empresa que pretendia instalar uma floricultura e uma pizzaria no terreno. Trabalhadores que estavam no local afirmaram que foram contratados para demolir o galpão pela empresa Peruzzato e Kindermann. Segundo a Agapan, a empresa tinha um alvará provisório. O documento, no entanto, não está assinado pelo titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Valter Nagelstein, mas por outros servidores da secretaria.
Segundo a secretária-geral da Agapan, Eliara Manfredi, a ONG também tem concessão da prefeitura da Capital para utilizar o espaço. Ela disse que há cerca de cinco anos os voluntários se reúnem lá semanalmente e que a autorização do município vale para 20 anos. Eliara contou que a sede estava sendo adaptada para uma construção auto-sustentável e já tinha, inclusive, um telhado ecológico. A secretária lamentou que todo o trabalho da ONG tenha sido destruído junto com o prédio.
O titular da Smic, Valter Nagelstein, disse que foi alertado da situação no fim da tarde, e que já tomou providências para identificar os autores da falha. Ele afirmou que vai determinar uma apuração rígida do caso. Diretores da Agapan registraram a ocorrência na polícia.

on Jun 7th, 2011 at 1:58 am
No momento apenas palavras de uma canção invade meu inquietante pensamento: “E quem vem de outro sonho feliz de cidade, aprende depressa a chamar-te de realidade.Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso…A força da grana que ergue e destrói coisas belas” (Caetano). Tristeza.
on Jun 7th, 2011 at 9:18 am
Vai ver que o dono da lanchonete ficou tão indignado por uma maloca ser a sede da Agapan e a derrubou. Certamente irá construir um edifício para receber a associação.
on Jun 7th, 2011 at 11:18 am
Esta lógica é avassaladora. São tantos os acordos que entes públicos realizam com privados, que não há mais um rito formal para ocuparem locais públicos. Porto Alegre que já foi exemplo nacional em legislação ambiental e de entidades pioneiras na á rea , que é o caso da AGAPAN, agora se encontra violentada por qualquer servidor da SMIC que autoriza um alvará provisório para destruir um galpão, instalado numa área cedida por 20 anos. Uma pergunta apenas.Esses que assinaram o alvará agiram por livre arbítrio ou receberam ordens superiores? E tem ambientalistas que acham bom fazer acordos com essa gente!
on Jun 7th, 2011 at 11:50 am
Valter Nagelstein não sabia? Mas é o próprio ditador de plantão, centralizador e autoritário. Além de grosseiro e rude. Tanto na vida pessoal, onde já fui vítima das suas patadas, que foram devidamente retribuídas, como na SMIC.
Agora este papinho furado “eu não sabia…”, “vou apurar…”. Tá bom, secretário, tire a cidade toda para idiota.
on Jun 7th, 2011 at 1:44 pm
Caro Fortunatti, se continuar esse jeito “xoque de jestão” ficará difícil até eventuais diálogos futuros para composição de chapa! O problema é mais sério do que parece, a população em geral está vendo todo esse descaso da PMPA, e seguramente se continuar o formato “fo-fo” Vossa Excelência não se elege!
on Jun 7th, 2011 at 7:12 pm
Hua, hua, hua, hua!!!!! E eu que achava que o Fortuna já havia esgotado todo seu arsenal autofágico, me vem com mais essa!!!!
Realmente, a estratégia dele é perfeita: “Só mesmo o PT pode me salvar agora”
Abr
on Jun 8th, 2011 at 1:20 am
INACREDITÁVEL!
Não acreditei quando li.
É SURREAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
on Jun 8th, 2011 at 10:56 am
Sem palavras! O país regride em respeito e cidadania com velocidade sem precedentes. Até quando a população seguirá apática e acrítica? Isto foi CRIME, ROUBO, VIOLÊNCIA com licença administrativa. ATÉ QUANDO?
on Jun 8th, 2011 at 2:57 pm
Inacreditável, não tivesse visto!
Interessante como o tal secretário é DESATENTO!
O Sr.Fernando tem razão: esse sujeito é de uma soberba sem igual.
O desrespeito aos cidadãos, ao meio ambiente, a coisa pública, privada, etc., está se tornando corriqueiro. E os Edis, nossos representantes????
Ah, sim. Últimamente andam num conchavo de nos deixar rubros de vergonha de termos a eles dado nossos votos.
on Jun 8th, 2011 at 9:52 pm
Marco: as desculpas do secretário da SMIC são esfarrapadíssimas. Primeiro: a expedição de um alvará, documento que autoriza o exercício de atividade tem inúmeros pré-requisitos. Primeiro: verificar se o zoneamento de uso do plano diretor permite a atividade naquele local. Segundo: se o imóvel onde a atividade vai ser exercida é regular e se tem características adequadas para a atitivade prevista. Terceiro: o requerente deve apresentar o documento que comprove a propriedade ou o contrato de locação do imóvel. Em caso de imóvel público – próprio -, a autorização da Prefeitura, Estado ou União para que possa utilizá-lo, ou seja a permissão de uso. Como o alvará foi concedido sem que os pré-requisitos legais tenham sido cumpridos? Como este alvará “caiu de paraquedas”? Tá claro que tem boi na linha. Os responsáveis diretos (que assinaram o alvará) devem ser severamente punidos e o secretário da SMIC, o responsável maior, sumariamente demitido. Um abraço
Paulo Muzell
on Jun 9th, 2011 at 10:48 am
Prezado Paulo, me permita uma correção: em sendo imóvel público de propriedade do município, a PRIMEIRA medida é a verificação da situação legal do mesmo – se concedido, alugado, alienado, liberado, etc. Após esta verificação, se procedem os demais atos.
Abr
on Jun 9th, 2011 at 1:27 pm
Uma decepção…mais uma! Atrocidades acontecem em nossa cidade, depois de uma estrada no meio do marinha…mais essa.