Até o final de agosto, o governo estadual deverá finalizar uma proposta a ser enviada à Assembleia Legislativa definindo um novo modelo de atração de investimentos para o Estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo governador Tarso Genro, durante almoço com colunistas políticos da imprensa gaúcha no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. Em linhas gerais, a nova proposta prevê a adoção de incentivos com foco territorial, priorizando a metade sul do Estado, em especial setores ligados à indústria de petróleo e gás e também à indústria oceânica. Os incentivos não serão exclusivamente para a metade sul, mas essa região terá uma atenção especial do governo do Estado, disse Tarso Genro.
Neste novo modelo, o governo gaúcho privilegiará investimentos que envolvam transferência de tecnologia e parcerias com empresas locais. “Vamos criar um fundo de estímulo a investimentos locais que vai liberar recursos para novos investimentos no Estado. A ideia do novo projeto é criar as condições para disseminar investimentos pelo Rio Grande do Sul, segundo uma distribuição territorial mais adequada”, enfatizou o governador. Os mecanismos técnicos para isso, acrescentou, estão sendo desenhados e devem ficar prontos até o final de agosto. “A proposta que vamos apresentar parte de um diagnóstico de que o atual modelo de incentivos, baseado em uma guerra fiscal devastadora, está esgotado”, resumiu. Tarso Genro assegurou ainda que o governo vai respeitar os contratos de incentivos existentes e que eles só sofrerão alguma mudança mediante negociação e concordância das partes envolvidas.
O governador também anunciou a criação de uma rede estadual de qualificação de mão de obra, em uma parceria do governo do Estado com empresas, universidades e escolas técnicas federais. “Não queremos apresentar mais cursos para manicure e cabeleireiro”, explicou. “Esses cursos já existem em número suficiente. O que precisamos agora, de modo mais urgente, é cursos para soldadores, para técnicos na área química, para operadores de máquinas de alta tecnologia e de máquinas pesadas”.
O governo também pretende investir na formação de uma Escola de Governo, envolvendo as universidades, com o objetivo de formar mão de obra qualificada para o Estado. Essa escola, detalhou, funcionará como uma rede de formação aproveitando estruturas físicas já existentes no Estado.
No encontro com os jornalistas, Tarso Genro respondeu a uma bateria de perguntas sobre a economia gaúcha, educação, segurança pública e previdência, entre outros temas. O governador disse que pretende repetir esse tipo de conversa, que durou mais de uma hora em tom bastante informal e colocou-se à disposição para outros encontros desta natureza.
Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini

on Jul 26th, 2011 at 5:26 pm
Mas que barbaridade tchê!
O Tarso falar que vai rever os atuais incentivos, somente se houver a concordância das partes envolvidas.
Quando seus próprios secretários e parlamentares petistas dizem que é necessário rever os incentivos(critérios, ou melhor falta de critérios…).
Esse é o cara do peremptório!
on Jul 26th, 2011 at 10:41 pm
Ver o Paulo Santana com ‘paisagem’ de intelectual é dose. E ainda ao lado do Governador??? Ou será o alter-ego Pablo? Piada!!!
on Jul 27th, 2011 at 9:27 am
De fato, o Santana ali do lado me dá calafrios…
on Jul 27th, 2011 at 9:35 am
a iniciativa é boa, crescimento dirigido.
a foto fala muito do nosso governador, bom no discurso, porém suas atitudes o entregam. paulo santana ao seu lado não precisa de adjetivação, e olha que sou gremista…
on Jul 27th, 2011 at 9:35 am
Já que o atual modelo está esgotado o governador vai “aperfeiçoá-lo”, dando além das isenções fiscais ao capital, recursos públicos do Estado ao mesmo. Que bonitinho! Depois ainda querem que aceitemos os ataques à previdência pública ainda!
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/07/tarso-prepara-pacote-fiscal-para-os.html
on Jul 27th, 2011 at 11:19 am
É muito triste ver essa foto, acho até um deboche prá quem fez campanha e votou em um candidato de esquerda(sic)!
Triste tempos esse do Rio Grande do Sul, …….depois de “aguentar” a yeda temos que assistir um devoto dela sentado ao lado de quem julgávamos que fosse mais sério.
Maria Beatriz
on Jul 27th, 2011 at 5:05 pm
O PT virou a vanguarda da direita, e o Tarso é seu porta-voz.
on Jul 27th, 2011 at 6:56 pm
Como diz o Paiani “é o fim da várzea”…
on Jul 27th, 2011 at 11:39 pm
Quer dizer, na hora de confiscar os funcionários públicos é em regime de urgência, e na hora de rever incentivos fiscais é só se a burguesia concordar e com convescote prévio com os seus arautos da imprensa? Isso parece piada! Quando é que o beneficiado por incentivos concordará com o seu fim?
Investimentos em petróleo e gás, a indústria mais poluidora e destrutiva e que tende a desaparecer no século XXI? Só falta querer montadoras de automóveis também.
Venho dizendo e repito: o PT está tornando a direita supérflua.
on Jul 28th, 2011 at 3:21 pm
Olha, Professor, vamos começar a nos preocupar quando o Sant’ana passar a publicar cartas do Tarso.
on Jul 28th, 2011 at 6:27 pm
Tarso patético com essa pose de estadista do lado do santanna. Nas fundações, autarquias e empresas estaduais podem se ver os consultores do pgqp do gerdau e fundações como getulio vargas..contradadas para que mesmo? E querendo avaliar igualitariamente realidades profundamente desiguais, como bem disse a Rejane do Cpers. Bem-feito que ouviu do santanna aquela baboseira da yeda ter sido a melhor governadora e blábláblá…ficou com cara de tacho ao lado de seus novos amigos…
on Jul 28th, 2011 at 6:29 pm
Eu estou profundamente decepcionado, do alto de meus 23 anos militando na política e nesse partidéco que virou o PT. Votando no código florestal, elegendo prioridades e “modus operandi” (só falando assim mesmo) que até dezembro era imorais e verdadeiros assaltos a mão armada.
on Jul 29th, 2011 at 5:15 pm
Eu sempre afirmei que nessa estória de guerra fiscal, nós estamos “engordando porco gordo”.
Abrimos o flanco para que as empresas fiquem a chantagear prefeituras e governos estaduais:
- “Se você não me der tanto de subsídios e incentivos, eu vou para a cidade vizinha ou para tal Estado”, é o ultimato que os ditos empreendores impõem às autoridades públicas.
Quando se aproxima o fim do período de concessão desses subsídios, a chantagem é retomada. Então, se não têm as benesses renovadas, esses empreendedores vão procurar outra cidade ou Estado ou mesmo país que possa ofertá-las. Assim, acabam eternizando o recebimento de subsídios e se safando também de forma quase que eterna do pagamento de impostos.
Enquanto isso, os tabacudos, os trouxas – estou falando de nós, trabalhadores, pequenos agricultores e empresários, é claro – não temos sequer um pequeno alívio nos impostos que pagamos.
E eu ainda vejo gente com curso superior, pós-graduação e tudo o mais, que se diz esperta, apoiando políticas desse tipo.