A empresa Isdralit Indústria e Comércio (Grupo Isdra) assinou, dia 4 de outubro, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual comprometendo-se a “adotar” a Praça Marquesa de Sevigné, no centro de Porto Alegre. A medida é uma compensação pelo corte de 34 árvores, incluindo espécies nativas, em 2008, em um terreno na rua Engenheiro Teixeira Soares, bairro Bela Vista, para a construção de um edifício de apartamentos. Segundo o MP, a empresa cortou as árvores sem ter feito o pedido de licenciamento ambiental exigido por lei.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM) também assinou o TAC na condição de supervisora do cumprimento do acordo. Em um prazo de 30 dias, a empreiteira deverá assinar o Termo de Adoção da praça e a SMAM definirá quais os serviços e obras que devem ser realizados na área, podendo chegar ao valor de 100 mil reais. Após essa definição, a Isdralit terá mais 120 dias para concluir a urbanização da praza. Em caso de descumprimento, a empresa pagará uma multa diária de R$ 1 mil. A adoção tem validade de cinco anos, segundo informa o Ministério Público Estadual.
Considerando o número de obras em Porto Alegre, que envolvem a derrubada de árvores, seria interessante saber qual o procedimento padrão adotado pelas empreiteiras. Estão realizando os estudos de impacto ambientais necessários ou, num cálculo de custo-benefício, é mais vantajoso ignorar a legislação e assinar um TAC anos depois da obra consumada.
Foto: Julianne Maia (MP-RS)

on Oct 7th, 2011 at 3:17 pm
Miguelagem da Isdralit. É óbvio que assinar um TAC ordinário e fajuto é compensador. Quem deveria assinar o TAC é a SMAM, que abandou mais uma de suas filhas, entregando para adoção. O lamentável é o comportamento cômodo do MP. Mas não tem nada não, o importante é que o senhor Jesus está no comando!
on Oct 7th, 2011 at 3:47 pm
Podiam começar tirando a boca de fumo que funciona ali.
on Oct 7th, 2011 at 6:44 pm
Até onde eu sei, a Isdralit é propriedade da família Zacchia. Chequem…
on Oct 7th, 2011 at 7:37 pm
Essas empreiteiras fazem o que querem, do jeito que querem. Não existe lei em Porto Alegre. E, vale dizer, as quatro administrações do PT criaram essas cobras.
on Oct 7th, 2011 at 7:49 pm
A empresa viola a lei, derruba 34 árvores e o que ganha em troca: propaganda GRATUITA com plaquinha com o nome dela no centra da capital!!!
Como a coca-cola “adotou” o largo Glênio Peres (e o bicicletário que colocaram lá no largo – única melhoria – foi bancado pela prefeitura)
on Oct 7th, 2011 at 8:33 pm
Ao contrério, Jorges. O P.P. Záchia que casou com uma Isdra(se não me engano até já se divorciou), ele é dentista de formação. Agregado da família, nunca permitiram que ele apitasse muito na empresa. Curioso caso de casamento judeu-otomano.
on Oct 9th, 2011 at 2:05 pm
Cuidar de árvores que já existem não vai trazer de volta as 34 que eles cortaram. Deviam era plantar 34 árvores de volta,nem que fosse em outro lugar.
on Oct 10th, 2011 at 9:06 am
por que a empresa cortou as 34 árvores? para poder construir mais. qual deveria ser a punição para ela? o órgão responsável pela análise e aprovação do projeto deveria punir a empresa restringindo a área permitida para a construção.
on Oct 10th, 2011 at 10:38 am
Menos, Robson!
on Oct 10th, 2011 at 2:04 pm
A proteção ambiental inexiste em Poa. Nem para megaempreendimentos para nossa elite besta..e tampouco para os “horrendos” projetos populares…como o “minha casa minha vida”, que está destruindo o que restou e foi preservado a duras penas, da zona sul de porto alegre.
on Oct 10th, 2011 at 2:46 pm
Pessoal!!! Esta questão sobre a preservação de árvores é meio complicada. Vejam só. Moro em Viamão. Divisa do meu terreno, pelo lado do vizinho, tem uma árvore chamada açoita cavalo que é hopedeira da taturana (lagarta do fogo). Não é da espécie que mata por hemorragia, mas causa queimaduras horríveis. A maioria dos seus galhos ficam do meu lado. Além de chover lagartas no meu pátio de de novembro a fevereiro, aquela árvore larga folhas em grande quantidade o ano todo. Vivo com problemas de entupimento de canos, calhas, telhados apodrecidos, etc, etc. Não posso cortar a dita cuja porque é nativa. É brincadeira. Já plantei diversas árvores do meu pátio, mas em local adequado (fundos). Minha casa é cercada de mata nativa e muitas fui eu que plantei e/ou cuidei durante todos esses anos. Por que tenho que aturar aquela árvore que tantos transtornos nos trás?
Outro exemplo. Na esquina de minha rua, na Vila Santa Isabel, tem um terreno da Associação dos Funcionários da UFRGS. De uns anos para cá, por falta de limpeza da área pela Associação, maricás ganharam corpo e tomaram conta do terreno. Hoje servem para esconderijo de drogados e larápios de tudo quanto é espécie que se aproveitam para roubar a população. Pedimos à Prefeitura a limpeza da área e esta respondeu que não pode tocar em maricás. A vida do cidadão que se dane?
Que se manifestem os ecochatos…
on Oct 10th, 2011 at 5:44 pm
O que se ataca não é a simples remoção de árvores…e sim a compensação pelo ocorrido. A remoção das mesmas eram necessárias para a correta utilização (leia-se valorização e posterior lucro) do terreno? Pois que haja uma compensação a altura acompanhada de uma boa multa, porque como você mesmo disse, um cidadão não pode sair cortando árvores a esmo..e uma empresa idem. Tenho uma amendoeira de praia na calçada da minha casa. Já pedi poda diversas vezes, pois trata-se uma árvore gigante…ela ficou tão grande que atrapalha inclusive ônibus ou caminhões que trafegam. Pedi a retirada da árvore (cujos galhos já avançam no terreno da minha casa) no ano passado, esse ano e nada. Bom, eu deveria saber, pois na última poda, tive que ligar quatro vezes e não atendido, protocolar requerimento direto no protocolo central, sendo atendido péssimamente por um entediado e mal-educado servidor que ainda queria me mandar para a Smam, sem ter sequer lido meu requerimento.
on Oct 17th, 2011 at 1:12 pm
http://ruasvivas.wordpress.com/
e mais essa!