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Ações de ex-integrantes do governo Yeda seguem em debate na 5ª Vara Criminal de Porto Alegre

O ex-chefe da Casa Civil do governo Yeda Crusius, José Alberto Wenzel, depôs ontem, como testemunha, na 5ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, no processo que o ex-secretário da Transparência, Francisco Luçardo, move contra o ex-ouvidor da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Adão Paiani (foto). Luçardo acusa Paiani de ter cometido “crime contra a honra”, por tê-lo acusado de praticar crimes contra a administração pública, como prevaricação, advocacia administrativa e condescendência criminosa, ao não apurar administrativamente denúncias contra Walna Vilarins Menezes (assessora da ex-governadora) e Ricardo Lied (ex-chefe de gabinete de Yeda).

Matéria publicada hoje (26) no jornal O Sul

Em sua defesa, Paiani arguiu o instituto jurídico da Exceção da Verdade e está buscando que provar que suas declarações foram verdadeiras e que Luçardo realmente cometeu os delitos que apontou. Na audiência de terça-feira, Paiani fez dez perguntas a Wenzel:

1. Em que período o senhor participou do governo Yeda Rorato Crusius?

2. Em 13 de março de 2009 o senhor determinou a instauração de sindicância para apurar as denúncias do ex-ouvidor Adão Paiani. Qual foi sua intenção ao instaurar essa sindicância? Qual a base legal para a abertura desta sindicância? Qual seria o objetivo desta sindicância?

3. De quem partiu a ordem para a instauração desta sindicância?

4. Quem compunha a comissão sindicante?

5. O senhor Luçardo, então, presidia a comissão?

6. No seu entendimento, qual a razão desta sindicância haver levado mais de seis meses para ser concluída e, segundo, o senhor Luçardo, haver se atido a fatos ocorridos no âmbito da Ouvidoria e não haver investigado as condutas do senhor Ricardo Lied?

7. Partiu do senhor a ordem para que não fosse aberta sindicância para apurar as condutas de Walna Vilarins Menezes e Ricardo Lied dentro do Governo? Se negativo, quem deu a ordem e qual a razão?

8. Por que razão o senhor desconsiderou o posicionamento do senhor Carlos Otaviano Brenner de Moraes, que discordava tanto da não instauração de sindicância para apurar a conduta de Walna quanto os resultados da sindicância presidida por Luçardo.

9. A escolha de Luçardo para presidir a sindicância foi sua ou da governadora do Estado?

10. A decisão de não investigar Walna e Lied era política? De quem o senhor recebia ordem para não levar adiante procedimentos contra os dois?

Ao responder às perguntas, Wenzel disse não se lembrar dos fatos relacionados a Walna Vilarins e Ricardo Lied, durante o governo Yeda. Diante dessa resposta, Paiani disse que pretende acionar Wenzel judicialmente por falso testemunho (artigo 342 do Código Penal), que consiste em “fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade, como testemunha, perito, tradutor ou intérprete em processo judicial policial ou administrativo, ou em juízo arbitral”.

Outro ex-secretário da Transparência do governo Yeda, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, também depôs na audiência. Logo após deixar o governo Yeda, em julho de 2009, veio a público um email que o ex-secretário enviou ao jornalista Flávio Tavares dizendo que, enquanto esteve no governo, não conseguiu salvaguardar a transparência e a probidade porque encontrou dificuldades “devido à falta de compreensão, no coração do governo, da essencialidade ética de determinadas decisões”.

No depoimento de terça-feira, segundo a avaliação de Adão Paiani, Carlos Otaviano Brenner de Moraes buscou minimizar as posturas adotadas por seu ex-colega de governo, Francisco Luçardo e tratou como menores as atuações de Walna e Ricardo Lied dentro do governo.

O promotor Amílcar Macedo também compareceu à audiência, mas não pode testemunhar, uma vez que o processo no qual denunciou Ricardo Lied ainda encontra-se sob segredo de justiça e, portanto, está impedido de fazer qualquer revelação a respeito do caso. Diante dessa situação, Paiani pediu que seja oficiado o juiz responsável pelo caso, para que forneça as informações, uma vez que elas são consideradas fundamentais “para sua defesa e para provar as condutas ilegais de Ricardo Lied dentro do governo e que foram ignoradas por Francisco Luçardo”. Uma nova audiência está marcada para o dia 30 de novembro de 2011.

O sargento César Rodrigues de Carvalho, Yeda Crusius e Ricardo Lied ainda não foram localizados para darem seus depoimentos no processo. Em relação à Lied, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MP Estadual tenta localizá-lo há mais de um ano, para intimá-lo a responder à ação civil pública por improbidade administrativa. Tanto César Rodrigues de Carvalho, quanto Ricardo Lied e Yeda Crusius, segundo os oficiais de justiça, encontram-se em lugar incerto e não sabido.

9 Comentários on “Ações de ex-integrantes do governo Yeda seguem em debate na 5ª Vara Criminal de Porto Alegre”

  1. #1 Jorge Loeffler
    on Oct 26th, 2011 at 9:06 pm

    Acabada a festa e na hora de pagar a conta todos somem. Confesso que não sei como aquela quadrilha das telhas não levou o Palácio Piratini.

  2. #2 oigres
    on Oct 26th, 2011 at 11:03 pm

    Como assim “em lugar incerto e não sabido”?
    Por quê essas dignas testemunhas não sem apresentam expontaneamente para a audiência, já que é público e notório a tentativa de localizá-las???Será que ela são nômades? Sem residências fixas? São surdas? Cegas? Se isolaram do mundo?
    Ou estão com medo??? Cadê a tão propalada ‘coragem para fazer’???
    Força Dr. Paiani! Não esmoreça jamais. Estamos atentos e vigilantes.
    A verdade pode tardar… mas virá… Ah! Ela virá!!!

  3. #3 Ary
    on Oct 27th, 2011 at 8:54 am

    A não ser eu – na minha desimportância -, ninguém mais fala dos vídeos de “qualidade hollywoodiana”, no qual estão registrados os malfeitos de Yeda Casanova.

  4. #4 Rods
    on Oct 27th, 2011 at 9:36 am

    Incrível como algumas pessoas idolatram outras sem conhecê-las… a pergunta que se faz não é se as pessoas tem ou não residência fixa, mas como elas ficaram sabendo somente pela imprensa? Como o Estado não localiza seus próprios funcionários? E como alguém opina sobre um processo que nunca viu! Antes de sair defendendo “A” ou “B”, é melhor esclarecer-se sobre o caso. Aqui, ninguém é santo!

  5. #5 Marg
    on Oct 27th, 2011 at 11:19 am

    Covarde!!!!!!!!
    É melhor viver um dia com coragem do que cem anos na covardia.
    Parabéns.

  6. #6 Professor Sílvio Alexandre
    on Oct 27th, 2011 at 7:21 pm

    Manda notificação pra Yeda pelo twitter.
    E pro Ricardo Lied procura nos boteco da Cidade Baixa.

  7. #7 giovani montagner
    on Oct 28th, 2011 at 9:02 am

    será que quem deveria procurá-los realmente os procura?
    meu pai é oficial de justiça e fico sabendo de cada causo…

  8. #8 Ary
    on Oct 28th, 2011 at 11:40 am

    Se o MP procura o Ricardo Lied há mais de um ano, então ele deve estar morto. Só pode! Quanto ao paradeiro de Yeda Casanova, sugiro uma parceria com a Secretaria de Obras a fim de que ela seja procurada em bueiros, esgotos e emissários cloacais.

  9. #9 Danilo
    on Oct 28th, 2011 at 2:01 pm

    Nao tenho nenhuma surpresa de ver a cara de o ex-prefeito de minha cidade,piratini,Francisco Luçardo aí. Abaixo o coronel Luçardo!

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