A assembleia geral do CPERS realizada na tarde desta sexta-feira (18), no Gigantinho, deliberou pela greve já por tempo indeterminado em defesa do pagamento imediato do piso nacional da categoria pelo governo Tarso Genro (PT). A decisão não foi unânime. Uma parte da categoria defendeu que a greve fosse deflagrada no início do próximo ano letivo (março de 2012), alegando que não há mobilização suficiente neste momento para garantir uma greve vitoriosa. Saiu vitoriosa, porém, a tese da direção, defendida na assembleia pela presidente do CPERS, Rejane de Oliveira. Filiada ao PT, a presidente do sindicato manifestou enfaticamente na assembleia sua autonomia em relação ao governo. De fato, essa autonomia acabou prevalecendo, coincidindo com posições de setores ligados ao PSOL e ao PSTU dentro do sindicato, que fazem oposição ao governo Tarso Genro.
O sucesso ou fracasso da greve dependerá, entre outras coisas, do grau de adesão que o movimento terá no início da próxima semana. O CPERS sabe que não há nenhuma possibilidade de o governo estadual pagar o piso este ano (não há sequer previsão orçamentária para tanto), o que foi reafirmado, aliás, logo após o final da assembleia, pelo Secretário Estadual da Educação, José Clóvis de Azevedo. A opção da greve é, portanto, uma opção pelo confronto, apostando no desgaste político do governo a 30 dias do encerramento do ano letivo. Mas esse desgaste pode respingar na própria direção do CPERS. Os professores que falaram em defesa do início da greve em março advertiram para o risco de uma greve fraca agora prejudicar toda a mobilização da categoria no próximo período.
Em entrevista à rádio Gaúcha, logo após a decisão da assembleia, o secretário José Clóvis de Azevedo disse que respeita a decisão da categoria, mas questionou a validade do movimento que, segundo ele, “trará grandes prejuízos para estudantes, pais e os próprios professores”, na medida em que “o CPERS rompeu unilateralmente o diálogo com o governo”.
Opinião do blog: A mobilização do CPERS é legítima e deve ser respeitada. No entanto, a atual direção do sindicato corre o risco de sofrer uma pesada derrota política. A falta de consenso na assembleia desta sexta já é um indicador desse risco. O CPERS apoiou Tarso Genro na campanha eleitoral e parte para o confronto agora, após apenas 11 meses de governo, baseado na cobrança da temporalidade de uma promessa. Tarso diz que prometeu pagar o piso até o final de seu governo e reafirmou esse compromisso. O CPERS, por sua vez, cobra o cumprimento imediato da promessa e espalhou cartazes pelo Estado chamando o governador de mentiroso. Repete, assim, movimento realizado no governo Olívio Dutra, que também recebeu as acusações de “traidor” e “mentiroso”. Os discursos contra Olívio foram tão enfáticos quanto os usados agora contra Tarso. E o que é mesmo que foi conquistado? Quatro anos de governo Rigotto e quatro de Yeda, com os resultados bem conhecidos (obviamente que não é o CPERS o responsável central por isso: a responsabilidade do PT é bem maior, mas essa postura atravessou vários setores, dentro e fora do partido).
O CPERS apoiou a candidatura Tarso sabendo que os problemas salariais da categoria não seriam resolvidos em onze meses. Mente quem diz que o governo Tarso é igual ao governo Yeda. Quem quiser tirar a dúvida, converse, por exemplo, com o reitor da UERGS ou com a direção da FAPERGS. O governo Tarso não é um governo revolucionário de esquerda que vai romper com o capitalismo (afirmação um pouco surreal de ser feita a essa altura do campeonato, mas necessária, diante da reincidência de certos discursos e cobranças). Disso se segue, entre outras coisas, que os problemas salariais dos servidores não serão resolvidos no curto prazo. Mas, até aqui, as negociações com os servidores não vem sendo conduzidas pelo coronel Mendes. E, ao contrário do que ocorreu no governo Yeda, várias categorias de servidores começaram a ter alguma recuperação salarial.
Diante do que aconteceu no Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos, um sindicato importante como o CPERS tem o dever de olhar um pouco além de sua pauta corporativa, por mais legítima e justa que ela seja. Desconsiderar isso não é exercer autonomia sindical, mas sim optar pela aventura política. Na política como na vida, nem sempre a opção mais radical é a correta.
Mas a greve é do jogo e não adianta chorar. Na oposição, o PT apoiou movimentos similares. Agora, cada um com as suas tarefas: cabe ao governo manter a tranquilidade, tentar manter as escolas funcionando e buscar o diálogo com os setores que estiverem dispostos a fazê-los; cabe ao CPERS mostrar que tem a adesão que diz ter para a greve; e cabe aos dirigentes do sindicato assumir por inteiro suas responsabilidades políticas e suas respectivas consequências.

on Nov 18th, 2011 at 4:53 pm
A pauta dos Professores não ser resume ao Piso Nacional.
Há outras reivindicações e, principalmente, resistências justas e necessárias à defesa da QUALIDADE do Ensino Público às quais o Governo Tarso Genro tem oposto uma falta de DIÁLOGO draconiana. Como tem feito com outros setores dos Servidores Públicos (menos com os altos salários – Procuradores da PGE receberam antes da metade do ano os 8% e estão quites com a inflação acumulada – e com os CCs).
Vou lembrar aqui que o cidadão Tarso Herz Genro subtraiu apoio ao governo Olívio.
Força, professores. Vcs têm o meu APOIO !
on Nov 18th, 2011 at 5:03 pm
Apoiei a Rejane para a direção do CPERS, mas creio que mostrar autonomia não significa se aventurar a defender e dirigir uma greve contra a comunidade escolar nesta altura do ano, com o tal discurso de traição. Nem Olívio foi traidor e nem TARSO. É preciso construir alternativas, inclusive com alterações no defasado e irreal plano de carreira que temos. Sentar com o Governo e copm os professores, quantas vezes for preciso. Construir de baixo para cima as propostas para a educação, inclusive em relação às mudanças que entendemois necessárias no ensino médio. Fazem anos que a categoria briga para não perder, não apresenta alternativas, não tem o que apresentar nas negociações e depois festeja porque não perdeu ainda mais. Tem sido assim. Por isso o apoio da sociedade tem sido tão débil. Já falei tudo isso pra muita gente, inclusive pra Rejane. Greve equivocada neste momento.
on Nov 18th, 2011 at 5:25 pm
Demonstração pueril de força da direção do CPERS deflagrando uma greve em momento inoportuno, em meio a negociações abertas e disposição do governo em pagar o merecido piso reivindicado.
on Nov 18th, 2011 at 6:42 pm
É difícil entender como sempre se cobra dos movimentos sociais a paciência, o bom senso, a razoabilidade, a conveniência de agir no tempo certo. Por que nunca se cobra isso dos outros, dos banqueiros, do “mercado”, dos empresários, dos juízes, dos fazendeiros? Antes eu me admiraria que essa atitude viesse do PT, mas há um bom tempo, diante do que se apresenta, nem isso, nem mais nada me espanta de um partido que virou mais um no nosso sistema político corrompido.
Não bastasse isso, o CPERS agora virou responsável pela eleição do Rigotto e da Yeda! Ora, e a responsabilidade do próprio PT onde é que fica? Foi o CPERS que disputou a eleição? Agora, este mesmo PT no poder quer certamente a governabilidade do sistema que ele alimenta e que em nenhum momento tocou em sua estrutura viciada e apenas por isso não quer enfrentar a greve da classe dos professores.
Agora, neste exato momento, ouço na rádio os membros do governo Tarso falando exatamente como os membros de qualquer governo de direita que houve antes. E se o PT no poder se dignifica a dialogar com as bases e com as categorias profissionais, ele não faz nada mais do que sua obrigação como representante, ao menos na retórica, dessas mesmas bases – ou vamos agora tomar o PMDB e o PSDB como referência? Porque o PT pode ter perdido a coerência, mas não pode ir contra a Constituição, ao menos se espera que não o faça, ao contrário de outros partidos bem piores.
Enfim, respeito a opinião do blog, conheço as richas políticas da esquerda e seus diferentes partidos que dividem e apostam os caminhos políticos desde a sala dos professores até o gabinete do governador, mas não consigo deixar de ver nesta opinião mais um discurso que diz que os professores precisam ter paciência, precisam esperar, sempre esperar e, sobretudo, não se deixar levar por visões mais radicais. Enquanto isso, as classes privilegiadas do RS que se beneficiam da camada de amortecimento que se tornou o PT logram bônus imediatos das suas políticas. Essa história, aliás, já é velha, como diz o B. Brecht: “das margens dos rios se diz que ela é violenta…”
on Nov 18th, 2011 at 8:07 pm
Prezado Marco: com a inteligência e capacidade que tens faz uma brilhante defesa do governo sem ser puxa saco.
Mas, convenhamos amigo, o que o governo fez até agora é para judiar da categoria, veja:
Não paga um piso que vai nos dar um pouquinho mais de dignidade. Não é pra ninguém ficar milionário não, como acontece com juízes, promotores e procuradores que levam um padrão de vida excelente.
Uma reestruturação do ensino médio que deveria ser construída, repito, construída com a categoria com calma e não da forma como está sendo feita às pressas no final de ano.
Um decreto, pasmem, um decreto alterando nossas promoções dificultando ainda mais.
Um golpe nas RPV’s.
Um concurso público empurrado com a barriga do primeiro semestre e tocado de forma lenta.
Bibliotecas e laboratórios fechados ainda.
Salário de CC’s aumentado rapidamente no primeiro mês de governo com agilidade rara de ver. Além da criação de mais CC’s.
Essas são algumas das coisas que se tem para relatar que deixam a categoria impaciente com o governo.
Os trabalhadores em educação estão muito mal em termos de excesso de carga horária, estão trabalhando muito e ganhando muito mal. A grande maioria está endividada até o pescoço com o banrisul implorando mais um consignado para os gerentes bancários.
Por fim quero falar sobre a Secretária de Educação e seus agentes: aquele pessoal, muitos que estavam lá no governo Olivio, se relacionam muito, mas muito mal mesmo, com as direções de escola e com os professores e funcionários que lá vão procurar informações e ajuda. É uma postura pedante, arrogante e extremamente desrespeitosa. Marco: verifique isso. Tu vais ver com os próprios olhos. Isso marca muito na categoria.
Vou repetir uma questão que já escrevi antes: o Tarso começa a construir o fim de seu governo nas suas ações e opções desenvolvidas neste primeiro ano.
on Nov 18th, 2011 at 8:08 pm
A escolha dos momentos de greve diz alguma coisa da capacidade do CPERS de diagnosticar os problemas políticos na área da educação. Ou seja, diz que o CPERS perdeu essa capacidade e que se orienta por uma completa falta de senso e oportunidade, mais ressentimento e porralouquice do que visão política. É preciso mais discussão e abertura. O CPERS está fechado numa cúpula que prejudica o andameto democrático do sindicato. De toda maneira, estou do lado dos professores. Já que fizeram a cagada, agora é preciso arcar com as consequencias.
on Nov 18th, 2011 at 8:10 pm
Tereza: quando existe o momento adequado para uma? Nunca, nunca companheira.
E sobre o plano de carreira: alterações no defasado plano de carreira. Você é professora?
O problema da educação no nosso estado não está no plano de carreira.
O plano de carreira é que nos garante um pouco de dignidade.
on Nov 18th, 2011 at 8:13 pm
Daniel, muito bom o teu comentário (#4)!
on Nov 18th, 2011 at 8:37 pm
Marco algumas considerações:
1) Não foi todo o CPERS que apoiou a candidatura de Tarso mas uma parte dela, mais especificamente o setor filiado ao PT.
2) Não é prematura a cobrança do piso até porque o Governo Tarso, que tanta paciência pede aos servidores e a população em geral, não hesita, desde o início da sua gestão, em abrir os cofres do Estado para as grandes empresas (multinacionais inclusive). Braskem, Hyundai, Stihl Ferramentas Motorizadas, entre outras tantas grandes empresas receberam benesses fiscais do governo do Estado sem falar em casos como a da estadunidense Manitowoc Crane Goup que recebeu, além das isenções, 70 milhões do governo do Estado para investimentos. O mesmo tratamento está sendo prometido para as multinacionais que vão se abancar em Guaíba. Para as grandes empresas o governo diz que “Vai ter dinheiro”, que elas “terão o que precisam para funcionar”, enquanto que para o restante é pedidos de paciência, reformas que retiram direitos e privatizam o serviço público, e no caso do magistério houve até a ação contra o pagamento do piso – isso sim é que afronta!
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/07/para-as-multinacionais-tem-dinheiro.html
3) Não bastasse tudo o que mencionei acima, na semana passada o Governo Tarso obteve a aprovação, por unanimidade, de projetos que ampliam as isenções fiscais para as grandes empresas e que até criam uma modalidade de financiamento onde o Estado do RS subsidiará os empréstimos dos tubarões, o que aumentará o endividamento do Estado que por sua vez será pago pelo conjunto da população seja com cortes no orçamento, de direitos e de privatizações.
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/11/tarso-aprova-projetos-para-o-capital.html
4) A maioria daqueles que apoiaram a candidatura de Tarso não tinham ilusões de que seu governo romperia com o capitalismo, mas acreditavam que o seu governo não seria capaz de ampliar as benesses para o capital de uma maneira que nem os seus antecessores mais direitistas fizeram, ou que o governo atacaria os direitos dos servidores, ou privatizaria parte da previdência pública, ou entraria com uma ação judicial contra o piso dos professores, entre tantas outras barbaridades.
5) A pauta do CPERS não é meramente corporativa porque questiona o projeto que o governo tem para a educação e a questão salarial faz parte de um projeto de elevação da qualidade da educação, o que por sua vez, beneficiaria o conjunto da população.
6) Respeito opiniões, mas até onde se sabe os governos devem ser analisados por suas práticas concretas e não por suas promessas de uma mudança futura que nunca chega. E alicerçado nas medidas concretas desse governo ao longo desses 11 meses, me permito dizer que Tarso escolheu um lado para governar, e este lado não é o dos trabalhadores. Infelizmente!
Abraços!!!
on Nov 18th, 2011 at 10:24 pm
Para ser objetivo o depoimento de Daniel traduz meu pensamento sobre a relação do Governo com o CPERGS, em que se constata que os Servidores Públicos que recebem menos devem continuar a esperar, até quando.
Ora convenhamos não se vê até o momento como relatado no texto a exposição por parte do Governo do RS sobre a máquina pública, suas despesas e receitas, o que se tem feito sobre isso, nada, tudo continua como se fosse de um governo de direita, em que tudo pode, tudo vale, os maiores salários tiveram aumentos que na verdade representa um absurdo frente a demais categorias do funcionalismo público estadual.
Aliás, ao se analisar a disparidade existentes entre os salários fico a imaginar e ter a certeza que os caixa único do Gov. do RS foi loteado por meia dúzia de categorias funcionais, tomaram conta da maior fatia do orçamento para pessoal, em que se acredita que certos Servidores Públicos tenham que receber dos cofres públicos altíssimos salários como se fosse uma coisa normal,afinal de contas que paga isso o cidadão que paga impostos.
Se não houver uma mudança neste sentido,certamente vão remendar a situação e para a bola para o futuro, isso sem falar em outras categorias que ganham abaixo do salário mínimo estes integrantes do Quadro Geral do RS.
Vamos jogar as fichas e apostar alto!!!!!!
on Nov 18th, 2011 at 10:33 pm
É sempre assim, querem responsabilizar o funcionalismo público pelo não cumprimento da LEI! Não foi o tarso que disse em campanha que governaria aliado com o Governo Federal?? Além do que criar 192 CCs com impacto de 11 milhões anuais ao erário? P´ra isso tem grana! A Lei não diz que TARSO tem que cumprir o piso em 4 anos, a LEI disse que é AGORA! O governador e seus blogs apoiadores tem que parar de se queixar e começar a trabalhar pelo POVO e pelo funcionalismo! Tarso ainda aumentou a contribuição previdenciária do funcionalismo (até dos aposentados, pasmem)! Mas este blog é vendido ao PT!
on Nov 19th, 2011 at 11:39 am
Tenho absoluta clareza que as finanças estaduais não comportam o pagamento imediato do piso. O governo não pode nem tem condições de fazer isso, seria uma irresponsabilidade. O que o governo Tarso tem obrigação de fazer é definir um cronograma que defina concretamente etapas e prazos com meses e anos definidos para que o pagamento do piso ocorra, conforme foi prometido na campanha.
paulo muzell
on Nov 19th, 2011 at 11:40 am
Parabéns pelo texto, Marco. Estou totalmnte de acordo. Após ler alguns comentários, percebo que estes precisam realmente de cursos de qualificação, especialmente sobre gestão finanças públicas. Alegar que este Governo concede tantos benefícios fiscais quanto os de Rigotto e Yeda é reconhecer que vivem em outro planeta!
on Nov 19th, 2011 at 11:47 am
Qualquer brasileiro médio sabe que sem educação não há salvação. Portanto o sálario, plano de carreira dos professores e investimentos na educação são prioridades, sempre!!! Mas, cabe perguntar, passaram 8 anos levando pau do Rigotto, Yeda e RBS, e não fizeram nada, ficaram acovardados e silentes. Agora com 11 meses de governo querem resolver TUDO? Eu sempre digo que no Brasil tem os partidos da direita (psdb,pps,dem entre outros) e os partidos GAFANHOTOS, aqueles que só querem destruir, porque não tem capacidade e competencia para construir nada, são os “profissionais” da política, que não tem compromissos, porque não administram nada, gostam apenas de “encostar” acompanheirada nos cargos, e se tornaram os MAIS FIÉIS ALIADOS DA EXTREMA DIREITAS, de quem estou falando? Do PSOL,PSTU e PCO, é claro!!
on Nov 19th, 2011 at 11:54 am
Disposição em pagar? Então por que o governo entrou com ação no STF pedindo a suspensão do pagamento?
Ah, estou falando do governo Tarso mesmo.
on Nov 19th, 2011 at 12:01 pm
Este blá-blá-blá do CPERS mostra que de político, ideológico e o escambau. este sindicato NUNCA teve nada. É a enésima greve dos professores, qual a novidade? Qual o governador que foi poupado pelo CPERS? Talvez Ernesto Dornelles, Ildo Meneghetti…
O CPERS não quer saber se o governador é fiel discípulo de Pinochet, Videla, Fidel ou Rosa Luxemburgo. Se dialoga ou bota o cel. Mendes e o Batalhão de Choque.
O CPERS quer dinheiro no contacheque da categoria. O resto é conversa dialética de quem encara ideologia política com alma de arquibancada de futebol.
É o sindicalismo de resultados.
on Nov 19th, 2011 at 1:07 pm
Pior é que é verdade. A conversa ideológica é só verniz, pois estofo, conteúdo, há tempos foram para as cucuias. A política corporativa é pautada pela disputa interna das frações de pseudo-esquerda que querem ser queridinhos para uma base despolitizada. A Rejane ao entrar no jogo fez a escolha do rebaixamento do debate.
E cá entre nós: oportunismo é pouco, pois greve no final do ano é pedir para serem trucidados pelo restante da comunidade escolar. Comunidade aliás na qual os professores sempre falam na hora de trabalhar, mas na hora de chantagear o governo, botam a faca na garganta dos pais e alunos rapidinho.
on Nov 19th, 2011 at 1:41 pm
No meu comentário, no item 4, falei em “benesses ao capital” o que não se restringe às isenções fiscais mas inclui os financiamentos subsidiados, que como qualquer economista sabe, AUMENTA o endividamento público!
Mas ficou a dúvida da proporção: supondo que o relaxamento fiscal do Tarso para o grande capital é inferior ao dos seus antecessores, isso não poderia ser criticado? Ou o PT não era contra as benesses fiscais para o grande capital quando era o Rigotto, o Britto e a Yeda?
on Nov 19th, 2011 at 3:48 pm
É óbvio e ululante que ninguém esperava de um governo do PT ou do Tarso que rompesse com o capital. Redundante e desnecessário dizer isso.
O que talvez alguns não esperassem é que fosse um governo absolutamente subserviente ao capital (e eu não estou entre estes, para mim já era esperado).
Ora, então esse governo que concede incentivos fiscais a grandes empresas, paga religiosamente uma tremenda fatia do dinheiro do estado para União e não dá um pio sobre o auxílio-moradia que recebem os maiores salários do Estado (juízes e promotores) tem lá envergadura política para pedir paciência aos trabalhadores? Antes a direita aberta do que a direita camuflada, pelo menos assim as coisas ficam claras e não confundem os trabalhadores – mas a confusão tem limites, um dia ela se esgota. Em tempo: ameaçar com a volta do coronel Mendes apenas torna as coisas ainda mais claras. O que muda é apenas a forma: cassetete aberto ou dissimulado, efetivo ou como ameaça, mas o conteúdo é o mesmo – facilidades para o capital e arrocho para os trabalhadores.
Este governo do PT está a serviço do capital, fazendo tudo o que a direita sempre quis fazer mas não conseguiu – como aumentar a contribuição previdenciária e criar um fundo atrelado ao mercado financeiro. Está mais do que na hora de os trabalhadores perceberem que a luta é contra todos os partidos! Minhas saudações, apoio, respeito e admiração aos professores que decretaram greve!
on Nov 19th, 2011 at 7:35 pm
Boa Paulo: se o governo tiver boa intenção chama a direção do CPERS e abre as contas.
O resto é discurso para defender o indefensável, ou seja, a opção política que vai levando o PT cada vez mais do centro para a direita.
on Nov 19th, 2011 at 8:03 pm
Sérgio, peço que me indiques, no Diário Oficial do Estado, as revogações de concessão do FUNDOPEM e as Leis e Decretos apontando para uma NOVA (nova, hein!) Política Fazendária.
O RS perde 1/3 da sua arrecadação por Renúncia Fiscal (poderíamos, portanto, arrecadar 50% a mais). Isso sem contar a sonegação que campeia. E isso faz falta para novos investimentos, faz falta para reconhecer quem faz a QUALIDADE do Serviço Público que ainda resta …
on Nov 19th, 2011 at 9:06 pm
Marco,
parabéns pela recorrente lucidez do texto!
Que o piso pe necessário e urgente, não tenho dúvidas.
Que qualificar os espaços escolares e os professores é igualmente urgente.
Esta é aquela a que todos(lembrando Olívio) chamariam e chamam da ‘boa luta’. Há consenso.
O que não dá pra engolir é o discurso repetitivo(mantra)do sindicato…só que em alguns aspectos…mentiroso, poderia usar a palavra equivocado, mas não é o caso.
Sou professora, sempre militei no movimento sindical, conheço o tabuleiro e as peças. Não cometeria a leviandade de colocar todos no mesmo ‘lugar’. Respeito profundamente o meu sindicato, todavia…perdemos o brilho e a capacidade de fazer uma análise política mais qualificada.
Um grande abraço e mais uma vez…excelente avaliação!
on Nov 19th, 2011 at 9:21 pm
Bom…..acho que toda escolha implica em consequências…..mas e as escolhas do governo liderado pelo PT (com composição de vários partidos da “antiga” direita). Este governo escolheu beneficiar as grandes empresas com desonerações fiscais para se implantarem aqui, este governo escolheu aumentar a contribuição dos trabalhadores para o IPE em vez de executar as grande s empresas devedoras deste estado (as mesmas que financiam suas campanhas),este governo escolheu lotear secretarias com partidos de matizes diversas para manter a “governabilidade”, este governo escolheu inchar a máquina com mais CCs e aumentar outros tantos, este governo tem seguido o receituário de pagamentos de dívidas, contraídas pela burguesia gaúcha, bandeira histórica do PT de rever isto, este governo tinha como projeto somente derrotar a yeda e dar sustenção ao governo dilma que esta a privatizar, arrochar os funcionários públicos (servidores da justiça federal em greve há 60 dias, petroleiros, as universidades) ou seja este governo do Tarso está a seguir o receituário federal e da banca internacional, diminuir o estado, retirar direitos e acreditar que a iniciativa privada possa dinamizar a economia……Portanto, se a greve vai ter resultado ou não é outra história……mas é uma resposta dos trabalhadores a dizer em bom e alto som…….Não aceitaremos este estado de coisas, e se este governo continuar a levar adinate a implementação da agenda do neo-liberalismo, estaremos prontos na trincheira para responder.
on Nov 19th, 2011 at 10:34 pm
“Antes a direita aberta que a direita camuflada” – esse trecho diz tudo. Fica evidente a intenção de ´desmascarar´ um governo democrático e popular (que reúne socialistas, trabalhistas, social-democratas e toda a profusão de fantásticas diferenciações da esquerda). Fica evidente a intenção de sabotar o projeto democrático da esquerda ´desonesta´ para alçar os “inimigos de classe honestos”.
Para derrubar o capital, devemos estreitar a margem de operação (traduzida nos orçamentos e na sua temporalidade) dos partidos traidores `a serviço do capital´. E esperar pelas palmas do capital!
on Nov 20th, 2011 at 12:47 am
Caro Carlos Soares,
Eu não preciso desmascarar ninguém – o PT se desmascara sozinho. O que realmente na minha visão é totalmente equivocado é alguém defender essas políticas em nome dos trabalhadores, do socialismo, etc. – isso beira o sarcasmo e a falta de respeito. Querem paciência dos trabalhadores? Primeiro parem de dar incentivos à burguesia – esse é o requisito mínimo para começar a levar o pedido a sério. “Margem de operação” existe, mas não é usada, por compromissos políticos, financeiros, etc., à revelia dos trabalhadores.
E como eu disse, os trabalhadores devem combater *todos* os partidos. Não defendo que se alce nenhum, mas que se combata todos. “A emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores” – como dizia um certo barbudo. De qualquer forma, repito: entre dois projetos que não diferem em nada, prefiro um que se identifique claramente com a burguesia que outro que se identifique com a burguesia nos fatos e disfarce no discurso. O PT faz o serviço sujo agindo assim. Nos EUA, os republicanos sabem que as políticas que realmente lhes interessam só podem ser implementadas com um governo democrata. É isso o que faz o PT: se diz dos trabalhadores, mas oferece incentivos à burguesia e arrocho aos trabalhadores.
Quanto às palmas do capital, deixo-as para quem as merece, o PT. Veja, por exemplo, o que diz o sr. Agnelli, CEO da Vale do Rio Doce, quando a jornalista Miriam Leitão lhe pergunta se não falta mão dura de Lula com os movimentos sociais:
“Não, Miriam, eu discordo. Acho que o presidente Lula tem sim um ótimo diálogo com os movimentos sociais do país. E acho que, se não fosse esse bom diálogo do presidente com os movimentos, a situação política do Brasil estaria hoje em dia muito mais radicalizada”.
Ou seja, mantém os trabalhadores amansados enquanto capital faz a festa. Palmas!
on Nov 20th, 2011 at 7:37 am
É por aí companheiro, a sorte está lançada, agora é esperar mais 8 anos do sorriso e inoperância (Rigo…) e porrada (YeMendes)…Assim continuamos contruindo o futuro político do Rio Grande. A cavalaria passa e os movimentos permanecem agarrados num passado de métodos de mobilização autofágicos para a própria classe que defendem.
on Nov 20th, 2011 at 12:23 pm
É uma pena, se a greve efetivamente obter sucesso, para os estudantes que tencionam enfrentar o vesitular. Porém o Governador não pode fugir do compromisso de implementar o piso salarial, justamente criado por ele quando Ministro da Educação. Se o RS e outros estados não têm condição de honrar o estabelecido pelo nosso Governador, quando Ministro, ele deveria, antes de criar tal medida demagógica, procurar conhecer a realidade financeira dos Estados. Será que ele julgava que não seria eleito governador algum dia?
on Nov 20th, 2011 at 3:08 pm
Adroaldo, não sei quem vc é mas adorei teu comentário breve e inteligente. É muito fácil falar para os outros cumprirem…..
Minha filha queria ser professora, com muito pesar disse a ela para olhar o que esta acontecendo e ela observou por uma semana e desistiu. Tenho colegas que estão desistindo da profissão pela falta de respeito….. Deste jeito vão procurar professores como agulha em palheiro…vai ser peça muito rara.
on Nov 20th, 2011 at 3:47 pm
O CPERS é de um SECTARISMO de dar dó. Qualquer modificação que são propostas sim, para melhorar o ensino caótico ministrado por estes mesmos professores, simplesmente é bombardiado sem o mínimo de diálogo por este grupelho do CPERS que não representa a maioria do professorado. Desde o início este governo atendeu todos os pleitos deste sindicato reacionário, extinguiu o corte de ponto dos grevistas, concedeu promoções atrasadas desde o Governo Olívio, vai abrir concurso no início de 2012, deu reajuste de 10,91, o maior da história recente e no início do governo e por aí vai. E o que ganha em troca? Atitudes insanas e estéricas da direção de um sindicato dominado por partidos como PSOL e PSTU. Sim, pois mesmo a senhora Rejane ainda sendo do PT – para mim já deveria ter pego o boné – não é assim que lideranças sindicais deste partido costumam se portar. Querem fazer greve, que façam. Vai acontecer como os professores de MG que ficaram 100 dias de greve e não levaram nada. Olhem o orçamento do estado de 2011 e me digam de onde vão tirar 2 bilhões? Claro que não vão dizer, pois este dinheiro não existe, o que interessa seus interesses, que se dane o estado do RS. Esta é a postura do CPERS, que se dane o estado do RS, os alunos em final de ano eletivo e a educação. Anotem aí: NÃO VÃO PARAR NEM 30% DOS PROFESSORES, esta será a resposta a este sindicato
on Nov 20th, 2011 at 6:42 pm
Há um detalhe no meio dessa história toda. O STF julgou constitucional a lei do piso, inclusive sua retroatividade. Deveria ser pago desde 2008. Nessa lambança toda de governos que não queriam pagar, mas nada fizeram esperando o contrário, quem paga, novamente são os professores e funcionários de escola. Trabalho como funcionário de escola há 10 anos, e desde esse tempo todo, ví meu poder de compra diminuir 22%. A conta foi feita levando em consideração a inflação do período e contabilizando também o aumento da “Lei do Brito” que foi ganho na justiça também. Se esse aumento que o Tarso já concedeu ao professores e funcionários de escola, a conta ainda deve ficar negativa para professores e funcionários em torno de 15 a 20%, pois as contas que fiz foram no início do ano passado. Não vou repeti-las pra não ficar ainda mais atordoado.
Então, um funcionário de escola está sendo devorado pelo sistema aos poucos. Estou cansado de não ser visto. Estou cansado de não ter dinheiro para me vestir. Gostaria muito de sair. Queria muito estudar e me formar. Como se não posso nem respirar?
E depois de todo este tempo esperando, depois de tanto trabalhar para o estado, ver um direito que é meu, desde 2008, ser adiado por mais 4 anos…
Aí, ter que entrar com MAIS UMA AÇÃO JUDICIAL pra ter um direito cumprido. É governo comendo um pouco pra não ir pra precatório, é advogado abocanhando mais um tanto…
E os professores vão sustentando o estado. Pelo menos o Tarso aumentou o vale refeição. Agora é de 148 Reais. Mas foi preciso entrar com uma ação judicial para que o vale aumentasse. Eu ví o vale refeição dos trabalhadores da educação subir 15 Reais em 10 anos! Vou repetir. 15 Reais em 10 anos!
Espero que vocês tenham uma noção do que está acontecendo no estado com os trabalhadores da educação.
Um miserável.
on Nov 20th, 2011 at 10:46 pm
Quem conhece o CPERS sabe que a Presidente Rejane está refém de um bando de intransigentes do PSOL E PSTU, para quem ela teve que dar parcela de poder no Sindicato. Decidir por uma greve neste momento, sem mobilização, com assembleias regionais onde os aposentados (que não tem aula para recuperar em janeiro ) eram maioria, sabendo que a maioria das escolas que tem séries iniciais não vão parar, fazendo com que uma nova greve em março fique inviabilizada, só pode ser coisa de quem não tem compromisso com a categoria e o sindicato, ao qual tenho orgulho de ter pertencido, nos meus últimos anos como funcionário de escola.
on Nov 21st, 2011 at 1:21 pm
A não ser que toda a imprensa esteja inventando, o dia de hoje – 21, segunda-feira – está comprovando o que eu imaginava: mobilização fraca, adesão baixa. Está em curso um desgaste evitável para o CPERS, já deixando alvoroçada a direita sindical… quanto sectarismo inútil para tentar mostrar o quanto se é combativo… (e não me refiro somente à direção da entidade)
on Nov 21st, 2011 at 2:48 pm
Que classe desunida, E por isto que não conseguem nada, tem o salario que tem porque não pensam como classe y sim politicamente.
Tenham propostas claras y ações claras, atuem como o que realmente devem ser ( os mais politizados, sem ser partidário, e a classe mas intelectualizada). Sentar e conversar e o melhor caminho. E se não conseguirem avançar tem que cruzar os braços mesmo dentro da sala e aula, explicando a os alunos de que se trata e por que se quer uma educação melhor, sem perder o ponto.
Miguel Peralta
um pai que quer uma melhor educação para todos.
Si o caminho for a paralisação, então vamos para a rua.
on Nov 21st, 2011 at 3:05 pm
É verdade…o PT sabe bem a dose do remédio a ministrar. Sabe como minar o movimento sindical, dourar a pílula, pedir calma e paciência, diálogo e negociação. A pergunta que não quer calar e nos indigna: Se não há e não havia, por certo, dinheiro em caixa no RS ( o que dirá de outros estados mais pobres que o nosso) para pagar o piso, porque o grande estadista e ministro Tarso aprovou o piso nacional? Por que meu Deus? Esse tipo de comportamento, antes creditado apenas a direitosos, que nos deixa desiludidos. Somos uma massa de manobra igual. Em nome da governabilidade, cessem os protestos e calem a boca…
on Nov 22nd, 2011 at 12:16 pm
Tomamos a liberdade de postar no seu blog, e você tem direito de usar as informações, como lhe convier. Usamos o pseudônimo “professores”, porque precisamos evitar novas retaliações e sanções. Já que vivemos num país “pretensamente democrático” e já fomos perseguidos em outras situações por expressar nossas opiniões.
Apenas pedimos que antes de nos julgar antipáticos e inconvenientes, conheçam nossas razões.
“Queremos deixar claro, que acima de questões salariais, estamos mobilizados pela preocupação com a qualidade do nosso trabalho, que é formar cidadãos críticos e como esta será comprometida pelas novas propostas do governo. Quanto à questão salarial estamos exigindo um direito que nos foi garantido por lei desde 2008.
O Supremo Tribunal Federal diz que ”nenhum professor pode ganhar menos de R$ 1187,00 neste país”. Porém o Excelentíssimo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, ex- ministro da Educação e criador da Lei que estabelece o piso salarial para o magistério, nega-se, alegando falta de verbas, a cumprir a lei. Tendo sido uma das razões de sua eleição a promessa do cumprimento da lei . Este mesmo governador entra com recurso junto ao Ministério Público, alegando a inconstitucionalidade da lei, criada por ele.
Nós, “cidadãos comuns”, ao infringirmos uma lei, incorremos em processo ou até mesmo prisão. Então, não cumprir a lei é grave! Porque o Governo do Estado não é obrigado a cumprir a lei? Como dizer aos jovens, que nos cabe educar, que as leis devem ser cumpridas, respeitadas ?
Não bastasse isso, está sendo IMPOSTA a mudança curricular do ensino médio, a começar em março do ano que vem, sem que para isso os professores tenham sido preparados, sequer fomos consultados e percebemos que essas mudanças prejudicam a qualidade do ensino público, ao invés de qualificá-lo como alega a Secretaria Estadual de Educação. Ao agrupar os conteúdos e reduzir a carga horária de disciplinas como matemática e português a uma hora semanal, para incluir conteúdos técnicos regionalizados(?), ou seja direcionado as necessidades do mercado de trabalho, estará diminuindo preparo de nossos alunos para concorrer ao vestibular e ENEM. Os estágios,que agora passam a ser obrigatórios, provavelmente não serão mais remunerados. O que, se ocorrer, prejudica a renda do jovem, que está iniciando o mercado de trabalho e quer ter sua própria renda e sem possibilidade de ajudar sua família e estudar. A pretensa discussão, sobre as mudanças no ensino médio, proibia as propostas contrárias ao documento oficial. Cabe a pergunta: que tipo de discussão é essa? A pessoa enviada à nossa escola para prestar esclarecimentos sobre a nova proposta do governo, gerou mais dúvidas do que as já existentes.Como realizar um bom trabalho, se não temos diretrizes claras e nem os espaços previstos para o cumprimento imediato dessa mudança. Nós temos de cumprir isso imediatamente e às cegas. Nós, “cidadãos comuns” temos de cumprir imediatamente as imposições do governo, já o governo não está cumprindo a lei federal.
Dentre outros atos “democráticos” desse governo encontra-se o decreto da meritocracia, ao qual somos contra, pois entre outras coisas nos responsabiliza pela evasão escolar, sendo que não somos os únicos responsáveis, pois convivemos com necessidades que estão muito além da aprendizagem (necessidades de emprego, alimentação, dificuldades emocionais e familiares e até mesmo, em alguns casos, envolvimento com o crime), que a escola não tem condições de suprir , ou por falta de profissionais ou porque simplesmente está fora de seu alcance.
Querem impor aos professores a responsabilidade de mudar a sociedade, mas não respeitam nossos direitos, nem que os “Deuses” do STF determine seu cumprimento. Como formar cidadãos se não somos tratados como cidadãos?
on Nov 22nd, 2011 at 12:17 pm
este ultimo comentario eu repassei pois recebi este e- mail hoje pela manhã. achei bem esclarecedor.
rejane guimaraes.